Bestialógio & irracionalismo no centro do império: Adeus civilização ocidental – por Paul Craig Roberts

Esta manhã perguntei-me:   porque etiquetar apenas a matemática como linguagem da supremacia branca? Por que não também a própria ciência?
www.paulcraigroberts.org/2017/10/25/the-absurdities-mount/

Eu estava atrasado. Uma professora da Universidade da Califórnia escreveu num jornal de teoria feminista que a ciência “repousa numa forma de poder colonial e racializada”. Assim, a solução para a ciência racista será a ciência feminista que “explicitamente descola a Ciência da Verdade” (sic).
www.campusreform.org/?ID=10021

A este ritmo, a civilização ocidental entrará em colapso já amanhã. Se as pessoas brancas não estão a ser preparadas para o genocídio físico, elas parecem definitivamente encaminhar-se para o genocídio cultural.

25/Outubro/2017

O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/2017/10/25/goodbye-western-civilization/ 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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A Aparência Continua a Tomar Conta da Realidade – As Brigadas anarquistas da OTAN – Thierry Meyssan

2017-02-03-adrestia-the-sun-of-rojava-67762

Apresentado no Ocidente como a concretização de uma simpática utopia, o novíssimo «Rojava» é na realidade um Estado colonial, desejado e montado com violência por Washington. Desta vez trata-se de expulsar as populações do Norte da Síria e de as substituir por gente que não é natural de lá. Para realizar esta limpeza étnica, o Pentágono e a CIA mobilizaram combatentes nos círculos da extrema-esquerda europeia. Thierry Meyssan revela este projecto insano, em curso desde há um ano e meio.

REDE VOLTAIRE | DAMASCO (SÍRIA) | 12 DE SETEMBRO DE 2017 JPEG – 36.1 kb

Em Fevereiro de 2016, o «Czar anti-terrorista» da Casa Branca, Brett McGurk, foi enviado pelo Presidente Obama para supervisionar a batalha de Aïn al-Arab (Kobane). Na ocasião, ele foi condecorado pelo YPG, cuja casa-mãe —o PKK turco— é no entanto considerado por Washington como «terrorista». «A guerra, é a paz. A liberdade, é a escravatura. A ignorância, é a força». George Orwell, 1984. Nos anos de 1980-90, a sociedade curda era extremamente feudal e patriarcal. Ela era mantida num grande sub-desenvolvimento, o que levou os curdos a revoltar-se contra as ditaduras militares que se sucederam em Ancara [1]. O Partido dos trabalhadores do Curdistão (PKK) era uma organização marxista-leninista, apoiada pela União Soviética, lutando contra as ditaduras dos generais kemalistas, membros da OTAN. Ele libertou as mulheres e juntou-se aos combates progressistas. Com a ajuda de Hafez el-Assad, instalou um campo de treino militar na planície libanesa de Bekaa, sob a protecção da Força de Paz síria, ao lado do campo da FPLP palestina. Durante este período, o PKK não achava qualificativos suficientemente duros contra «o imperialismo americano». Aquando da dissolução da URSS, o PKK dispunha de mais de 10. 000 soldados a tempo inteiro e de mais de 75. 000 reservistas. Esta guerra de libertação destruiu mais de 3. 000 aldeias e provocou mais de 2 milhões de deslocados. Apesar deste imenso sacrifício, ela foi um fracasso. Detido no Quénia, em 1999, durante uma operação conjunta dos serviços secretos turco, norte-americano e israelita, Abdullah Öcalan foi preso na ilha de İmralı, no Mar de Mármara. O PKK afundou-se, dividido entre o seu chefe preso, favorável a uma negociação de paz, e o seus lugar-tenentes, para quem a guerra se tornara um modo de vida. Ainda ocorreram alguns atentados, sem que se saiba verdadeiramente quais os que foram provocados por combatentes, que se recusavam a desarmar, ou por uma facção da gendarmaria, o JITEM, que recusava igualmente o cessar-fogo. No início da «Primavera Árabe», Abdullah Öcalan reconstruiu o PKK a partir da sua cela, em torno de uma nova ideologia. No seguimento de negociações secretas com a OTAN, na prisão de İmrali, abandonou o marxismo-leninismo em favor do «municipalismo libertário». Ele que sempre lutara contra a Turquia afim de construir seu próprio Estado, o Curdistão, considerava agora que todo o Estado é, em si mesmo, um instrumento de opressão [2]. Os militantes do PKK que tinham sido forçados a fugir da Turquia, durante a guerra civil, encontraram refúgio no norte da Síria [3]. Em nome dos seus, Öcalan comprometera-se por escrito a jamais reivindicar território sírio. Em 2011, no início da guerra ocidental contra a Síria, os curdos formaram milícias para defender o país que os tinha acolhido e que os havia naturalizado. No entanto, a 31 de Outubro de 2014, um dos dois co-presidentes do YPG, o ramo sírio do PKK, Salih Muslim, participou numa reunião secreta no palácio do Eliseu com o Presidente francês François Hollande e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdoğan. Ele viu ser-lhe prometido o posto de chefe de Estado, se concordasse em se envolver na recriação do Curdistão… mas, na Síria. De imediato, a Coligação (Coalizão-br) Internacional, que os Estados Unidos acabam de criar pretensamente contra o Daesh (E. I.), apoiou o YPG, fornecendo-lhe dinheiro, formação, armas e um enquadramento. Esquecidas portanto as imprecações contra Washington, tornado agora um tão excelente aliado. A organização curda começou a expulsar os habitantes das regiões às quais tinha deitado o olhar de cobiça. Uma vez que não tinha havido até aí nenhum combate do YPG contra o Daesh (EI), os Estados Unidos encenaram um terrível confronto em Ain al-Arab, rebaptizada para a ocasião com o nome kurmandji de Kobane. A imprensa internacional foi convidada a cobrir o acontecimento sem correr perigo. Esta cidade está localizada na fronteira sírio-turca e os jornalistas puderam seguir os combates com binóculos a partir da Turquia. Ignora-se aquilo que verdadeiramente se passou em Ain al-Arab, uma vez que a imprensa não foi autorizada a lá entrar. No entanto dispõe-se de imagens filmadas por tele-objectiva e parecendo confirmar de longe os comunicados relatando a selvajaria dos combates. Seja como for, o Ocidente unanimemente concluiu que os curdos eram os aliados de que eles precisavam contra o Daesh(EI) e a Síria. JPEG – 58.4 kb «Nem Deus, nem Estado!», venham defender o Estado de «Rojava» e lutar «contra todas as forças da reacção», ao lado do Império americanos A imprensa ocidental assegura que metade dos soldados curdos são mulheres, como estatutariamente metade das instâncias dirigentes do PKK / YPG. Ora, sobre o terreno a sua presença é raríssima. Os jornalistas afirmam igualmente que elas aterrorizam os jiadistas, para os quais ser morto por uma mulher seria uma maldição interditando o acesso ao paraíso. Curiosamente, a mesma imprensa ignora que o Exército Árabe Sírio inclui também batalhões femininos, que os jiadistas atacam com a mesma raiva que dispensam aos seus homólogos do sexo masculino. Apesar das aparências, o YPG não é tão numeroso como afirma. Muitos curdos sírios consideram os Estados Unidos como um potência inimiga e a Síria como a sua nova pátria. Eles recusam a seguir as fantasias de Salih Muslim. Assim, o Pentágono adicionou aos «seus« curdos, não só alguns mercenários árabes e assírios, mas sobretudo militantes da extrema-esquerda europeia Da mesma forma que a CIA alistou brigadas de dezenas de milhares de jovens muçulmanos ocidentais para fazer deles islamistas, do mesmo modo, ela recrutou anarquistas europeus para formar Brigadas Internacionais, dentro do modelo das que se bateram em 1936, em Barcelona, contra os fascistas. Encontra-se assim, como tropas complementares do YPG/OTAN, o Batalhão Antifascista Internacionalista (Europa Central), a Brigada Bob Crow (Ingleses e Irlandeses), a Brigada Henri Krasucki (Franceses), as Forças Internacionais e Revolucionárias da Guerrilha do Povo (Americanos), a União Revolucionária para a solidariedade internacional (Gregos), a União do Partido marxista-leninista (Espanhóis) e todos os grupúsculos turcos pro-EU (DK, DKP, MLSPB-DC, PDKÖ, SI, TDP, TKEP/L , TKPML), citando apenas os mais salientes [4]. Vinde lutar contra o Capital, com as Forças especiais dos Estados Unidos em «Rojava» ! A batalha de Ain al-Arab, suposta de opondo jovens Sírios favoráveis ao Califado a jovens Curdos, custou sobretudo a vida, de uma parte e de outra, a jovens Europeus em busca de um mundo melhor. Os países europeus inquietam-se com o possível retorno de jovens jiadistas a suas casas, mas não do de jovens anarquistas, afinal também perigosos. Provavelmente porque é muito mais fácil manipular estes últimos e de os reciclar nas próximas aventuras imperialistas. Em Junho de 2015, o Partido Democrático dos Povos (HDP), a nova expressão política do PKK, recebeu um abundante apoio financeiro e enquadramento da CIA, contra o AKP de Recep Tayyip Erdoğan. Subitamente, ele atingiu o mínimo dos 10% de votos necessários para entrar na Grande Assembleia Nacional e conseguiu 80 deputados. A 17 de Março de 2016, o YPG proclamou a autonomia de «Rojava», quer dizer da língua de terra ligando a região do Curdistão Iraquiano ao mar Mediterrâneo, a todo o comprimento da fronteira sírio-turca, mas unicamente do lado sírio. Entretanto «Rojava» incluiria ainda, parcialmente, a zona de Idlib actualmente ocupada pela Alcaida. Sendo este Estado proclamado por gente que daí não é natural em detrimento dos autóctones, trata-se, pois, de um projecto colonial, comparável a Israel, auto-proclamado na Palestina por judeus que aí haviam comprado terras. A denominação «Rojava» foi escolhida para distinguir este território do «Curdistão» que, como tal, se localiza na Turquia, onde foi proclamado em 1920 pela conferência de Sèvres [5]. Numa altura em que o emirado da Alcaida em Idlib e o califado do Daesh(EI) em Rakka vão encolhendo progressivamente, a OTAN prossegue o seu plano de divisão da República Árabe Síria e ambiciona criar o «Rojava» de Kameshli. A imprensa ocidental observa deslumbrada esta «Rojava», adornado com todas as virtudes da moda: pacifista, igualitária, feminista, ecologista, favorável à construção da identidade de género, etc. [6]. Pouco importa que o YPG seja um exército. Pouco importa que ele lute contra os históricos habitantes do Norte da Síria, os árabes e os assírios, uma vez que no papel formou com eles as Forças Democráticas. Na Síria, as Brigadas anarquistas europeias combatem sob o comando norte-americano. Os programas do YPG sírio e do HDP turco correspondem à estratégia militar dos EUA. Desde 2001, o Pentágono prevê, a médio prazo, «a remodelagem do Médio-Oriente Alargado», quer dizer a divisão dos grandes Estados em pequenos Estados homogéneos, incapazes de lhe resistir. A mais longo prazo, prevê lançá-los uns contra os outros até fazer regredir a região ao caos original. Não foi «Rojava» proclamada como Estado independente porque, segundo o “novo” Öcalan, todo o Estado-Nação seria um mal em si mesmo. De acordo com a OTAN, é apenas um Estado autónomo que deverá se confederar com outros Estados autónomos como os que irão suceder ao Estado-Nação Sírio, uma vez que tenha sido derrubado. Segundo o teórico de referência do «municipalismo», o Norte-americano Murray Bookchin, para funcionar de maneira democrática, as comunidades libertárias devem ser homogéneas. É por isso que o «pacifista» YPG procede actualmente à limpeza étnica de «Rojava». QED [7] . Thierry Meyssan Tradução Alva <:ver_imprimer:> Facebook Twitter Delicious Seenthis Digg RSS Muito comprometidos com a veracidade das nossas informações, tinhamos previsto ilustrar este artigo com um vídeo realizado por um grupo de anarquistas alemães que se juntaram às forças da OTAN e do YPG em Rojava. Nós postamos esta prova na nossa conta do YouTube, domingo, 10 de Setembro, à noite. O YouTube, que não tem, manifestamente, as mesmas exigências que nós quanto ao serviço da verdade, censurou, de imediato, esta prova como sendo «contrária à sua deontologia» (sic). [1] Blood and belief : the PKK and the Kurdish fight for independence («Sangue e Crença : o PKK e a luta Curda pela independência»- ndT), Aliza Marcus, New York University Press, 2007. [2] The Political Thought of Abdullah Öcalan: Kurdistan, Women’s Revolution and Democratic Confederalism («O Pensamento Político de Abdullah Öcalan : Curdistão, Revolução Feminina e Confederalismo Democrático»- ndT), Abdullah Öcalan, Pluto Press, 2017. [3] The Kurds in Syria: the forgotten people («Os Curdos na Síria : o povo esquecido»- ndT), Kerim Yildiz, Pluto Press, 2005. [4] “LGBT Brigades In Syria? Western Anarcho-Leftists Cutting Their Teeth With Western-Backed Kurdish YPG” («Brigadas LGBT na Síria ? Anarco-Esquerdistas Ocidentais Cerrando os Dentes Junto as YPG Curdas Apoiadas pelo Ocidente»- ndT), Brandon Turbeville, Activist Post, July 27, 2017. “Le Rojava, un califat d’extrême gauche ? Réseaux “antifascistes” et terrorisme : le laboratoire kurde”, Observatoire des extrêmes de gauche, 16 août 2017. [5] “Os projectos de Curdistão”, Thierry Meyssan, Tradução Alva, Rede Voltaire, 5 de Setembro de 2016. [6] The PKK: Coming Down From the Mountains («O PKK : Descendo das Montanhas»- ndT), Paul White, Zed Books, 2015. Revolution in Rojava: Democratic Autonomy and Women’s Liberation in the Middle East («Revolução em Rojava : Autonomia Democrática e Libertação das Mulheres no Médio-Oriente»- ndT), Michael Knapp & Ercan Ayboga & Anja Flach, Pluto Press, 2016. [7] QED : Expressão latina, mais usada em matemática, que significa Como Queríamos Demonstrar. Nota do Tradutor.

Soros – Crime Contra a Europa

arretsurinfo.ch:

“Ces ONG, financées par un milliardaire américain, qui encouragent les migrants à s’installer dans l’UE

Ces ONG financées par un milliardaire américain qui chuchotent à l’oreille de l’Union européenne pour encourager les migrants à s’y installer
Alors qu’une grande crise migratoire traverse l’Europe depuis de longs mois, certaines ONG jouissent d’une influence non négligeable auprès des instances décisionnelles de l’Union européenne. Derrière plusieurs d’entre elles se cache l’ombre de George Soros, le spéculateur et philanthrope américain.
Atlantico : D’après vous, les ONG qui préconisent l’installation des migrants en Europe reçoivent leurs directives et leur financement du spéculateur américain George Soros et de l’Union européenne. Pouvez-vous nous en dire plus ?
Bernard Carayon : Ce qu’il faut rappeler avant tout, c’est que l’Europe connaît un bouleversement humain, politique et social sans équivalent depuis 1945, avec l’arrivée de ce que l’on appelle les « migrants » dans notre novlangue collective : des étrangers en situation irrégulière et des réfugiés qu’on ne peut distinguer les uns des autres.
Une centaine d’ONG soutiennent l’installation de ces migrants en Europe. Un tiers d’entre elles sont subventionnées par l’Union européenne et par l’Open Society de George Soros. Le milliardaire spéculateur américain s’est fait connaître dans le passé pour avoir fait sauter la Banque d’Angleterre en 1992 et récupéré, au passage, plus d’un milliard de dollars, fait exploser les monnaies thaïlandaise et malaisienne en 1997, et spéculé contre le franc en 1993 ! Sa fortune est immense : près de 25 milliards de dollars ! Les revenus de ses capitaux ont été ou sont utilisés pour financer les « révolutions colorées » et des ONG, notamment pro-migrants : un milliard de dollars par an.
L’Open Society de George Soros et le think tank américain « Migration Policy Institute », domicilié à Washingthon D.C, ont par ailleurs publié en commun un rapport nommé « Accueillir l’engagement. Comment le sponsoring privé peut renforcer l’installation des réfugiés dans l’Union européenne ?« . Ce rapport se félicite que la Commission européenne ait encouragé l’appel aux sponsors privés et aux ONG pour réinstaller, hors-quotas, des migrants au sein des Etats-membres.
Autre élément : l’ONG PICUM, la « Plateforme pour la coopération internationale des sans-papiers », domiciliée à Bruxelles, exerce une influence considérable auprès des institutions européennes. Elle a produit récemment un guide à la suite de la directive de l’Union européenne « relative aux victimes », destiné à faire progresser l’accès à la protection, aux services, et à la justice des « migrants sans papiers ». Cette fois-encore, l’ONG est financée par l’Union européenne et par l’Open Society.
Troisième élément : l’ONG OXFAM, collaboratrice régulière de l’Open Society, finance avec cette dernière le mouvement « Y’en a marre » au Sénégal, qui est une tentative de « révolution colorée » dont Soros est coutumier ; Oxfam s’est investie aussi dans la lutte contre le charbon, à l’occasion de la COP 21, et est notamment financée par l’Union européenne, qui lui a versé 75,3 millions d’euros pour l’année 2013-2014.
Parmi tous les mauvais coups portés à la France – à l’industrie et aux banques françaises dans le passé –, OXFAM a exigé, dans son rapport « Solidarité avec le peuple syrien » d’octobre 2015, d’intensifier les programmes de réinstallation, critiquant la France parce qu’elle ne contribuait pas suffisamment à ces programmes, et a préconisé l’accélération des démarches pour les regroupements familiaux, l’accélération des modalités de parrainage communautaire ou des possibilités de bourse universitaire et de rémunération fondée sur le travail.
Un autre acteur du soutien aux immigrés est le réseau UNITED for Intercultural Action. Il est composé d’activistes d’extrême-gauche et notamment financé par le Conseil de l’Europe, la Commission européenne et l’Open Society.
On ajoutera également que, parmi les principaux think tanks influents sur la question, lethink tank américain European Stability Initiative est en réalité l’inspirateur du plan Merkel d’octobre 2015. Ce plan préconise que l’Allemagne accueille davantage de migrants et les exempte de visas pour circuler librement.
Derrière cet obscur think tank, on retrouve encore une fois l’Open Society de Soros, le Rockefeller Brothers Fund et bien d’autres financeurs américains.
Tout nous ramène ainsi au même homme : George Soros, celui qui finance à la fois l’opération des Panama Papers (au travers de l’ICIJ et de l’OCCRP) et ces ONG. Ces ONG pèsent à leur tour sur les institutions européennes et les programmes gouvernementaux, comme en Allemagne, pour accueillir des étrangers en situation irrégulière.
 
Au fond, vous critiquez aussi le fait que l’Union européenne, elle-même influencée par les ONG, finance justement les mêmes ONG qui soutiennent les migrants. C’est un échange à circuit fermé en quelque sorte ?
Il y a une complicité intellectuelle et politique entre l’Union européenne et les ONG que je viens de citer. Toutes sont portées par une idéologie sans-frontiériste, l’Europe représentant un terrain de choix car ses institutions sont très perméables à leurs idées politiques.
Cette question du financement n’a pas encore été posée devant l’opinion publique : qui finance ces ONG ? Comment peut-on accepter qu’une institution européenne soutienne des opérations qui violent les lois et les règlements des Etats membres de l’Union ? Financer des activités illégales, avec l’argent du contribuable européen, est illégitime et illégal !
Je souhaite que, pour le temps de la crise du Proche-Orient, les politiques migratoires ressortent de la compétence des Etats-nations, puisque l’Union européenne a démontré son impuissance et s’absorbe dans des solutions scandaleuses.
Je suggère que les députés français des Républicains au Parlement européen demandent des comptes à la Commission. Qu’ils réclament des chiffres ! Combien les contribuables européens payent-ils pour soutenir des ONG qui préconisent l’installation chez nous, en Europe, d’étrangers en situation irrégulière ?
L’administration bruxelloise apparaît totalement décalée par rapport aux aspirations des peuples. Partout en Europe, elle suscite un rejet qui rejaillit sur la construction communautaire. Un sondage, paru début mars, montrait que 59% des Français étaient hostiles à l’accueil des migrants. Et pourtant, en dépit de la poussée des mouvements de contestation dans l’opinion, l’Union continue dans cette direction.
Le ministre de l’Immigration australien a accusé les ONG d’encourager les migrants à des actes désespérés pour imposer un changement de politique migratoire, suite au suicide d’un migrant. Pensez-vous que les ONG et les think tanks aient un dessein politique supérieur au rôle humanitaire proclamé ?
Nul ne peut dire que les ONG agissent plus pour des raisons humanitaires que politiques.
J’observe simplement que la plupart d’entre elles sont financées par George Soros et que ses préoccupations sont vraiment politiques. On l’a vu à l’œuvre en Crimée, en Ukraine, en Géorgie, cherchant sans cesse l’affrontement avec les Russes et entraînant l’Europe dans ses obsessions, au mépris de nos intérêts et de notre amitié historique avec la Russie.
Son projet politique est partagé par une kyrielle de mouvements d’extrême-gauche, rejetant les frontières. Son projet, c’est No borders !
Soros, qui est derrière l’affaire des Panama Papers, ne donne pas pour autant un exemple éthique dans la gestion de sa fortune personnelle. Celle-ci a longtemps été gérée à travers le Quantum Fund, créé en 1973 et domicilié aux îles Caïman et aux Antilles néerlandaises. Ce fond n’a plus, depuis 2011, qu’une seule activité : gérer le Soros Fund Management, créé en 1969, et astucieusement installé à New York.
Le Soros Fund Management, qui a le mérite, en apparence, d’être domicilié aux Etats-Unis, a changé de statut en 2011 au lendemain de l’adoption par les USA de la loi Dodd Franck Wallstreet Reform And Consumer Protection qui a imposé un plus grand contrôle des marchés financiers et donc des fonds spéculatifs. Soros Fund a alors été transformé en « family office« , qui est exclu des obligations de transparence ! Le statut très particulier de ces « family offices » a fait l’objet d’un lobbying effréné, à l’époque, de George Soros, sous prétexte que l’argent familial devait être géré librement par la famille. En résumé, le Soros Fund Management est installé aux Etats-Unis, bénéficie d’un statut opaque, mais est géré par un fond, le Quantum Fund, domicilié dans des paradis fiscaux.
La Commission européenne propose une « contribution de solidarité » de 250 000 euros par réfugié pour contraindre les pays récalcitrants à l’accueil de réfugiés sur leur territoire : équivalent de leur suivi (éducation, logement, …) pendant 5 ans. Soit 50 000 euros par an. Pensez-vous qu’il y ait un décalage entre la cause des migrants et celle des Français dont le revenu de solidarité minimum est bien inférieur (socle du RSA : 6 288 euros par an) ?
C’est cela qui est scandaleux ! L’Union européenne se moque des travailleurs pauvres, issus des Etats de l’Union.
Je veux rappeler à nos bonnes consciences de gauche que le nombre de Français sans abris a progressé de 50% en 10 ans et de 84% à Paris, que le chômage des jeunes atteint en Europe 22%, près de 26% en France, alors que ces ONG exigent d’ouvrir le marché de l’emploi à ces migrants, négligeant les risques par ailleurs que représente leur infiltration par l’Etat islamique. D’ailleurs, puisque les ONG sont si promptes à agir avec tant d’énergie en faveur des migrants, je les invite à se mobiliser au service des SDF ou à rechercher l’accueil de leurs protégés auprès de l’Arabie Saoudite, du Qatar et de l’Algérie.
Sans compter que l’Union européenne a promis 6 milliards d’euros à la Turquie pour qu’Erdogan conserve chez lui les réfugiés de la région. Et il en profite pour obtenir la libre circulation des Turcs en Europe alors que son pays ne respecte pas les valeurs de l’Europe comme la liberté d’expression.
Propos recueillis par Clémence Houdiakova
Publié le 12 Mai 2016
Bernard Carayon est avocat et maître de conférences à l’Institut d’études politiques de Paris
Source: Atlantico

A inundação de refugiados na Europa – trabalho barato & utilização política


 
por Ghassan Kadi

Há muitas razões para a inundação de refugiados na Alemanha, mas elas devem-se basicamente às guerras perpetradas pelo “Ocidente”. No entanto, apesar das aparências, as elites políticas europeias não estão realmente preocupadas com este êxodo de refugiados. Para elas, trata-se de uma fonte de trabalho barato que poderá ser explorada mais intensamente do que os trabalhadores locais.

Num sentido mais amplo, não existe para isso maior motivação do que o desejo de obter trabalho barato. Para a elite moderna, a linha condutora da política económica é no sentido de obter trabalho barato e assegurar que as coisas assim permaneçam.

Mesmo as guerras petrolíferas são, em última análise, acerca de trabalho barato. Elas não foram, afinal de contas, acerca da obtenção do acesso ao petróleo – elas já tinham acesso ao mesmo. A questão era obter o controle do petróleo, de modo a que pudesse ser exercido como arma. E ao exercê-lo como arma é que os Estados Unidos podem permanecer hegemónicos. Mas para os EUA e as elites internacionais dos EUA permanecerem hegemónicos é preciso que política pró corporações e anti-trabalho possam continuar a ser impostas à escala mundial. O petróleo é sobretudo mais uma arma para impor a política de assegurar que o trabalho seja barato e que as elites arrecadem a diferença, seja directamente ao produzir objectos com a super exploração do trabalho (sweatshops) e vende-los por mais ou, indirectamente, assegurando que os proletários não estejam em posição de levantar objecções a lantejoulas financeiras como imprimir toneladas de moeda e garantir que só financeiros possam tê-la, ou ainda endividando-os e sobrecarregando-os com juros, etc.

Em vista disso, penso que há pessoas demasiado rápidas a descartar o interesse da elite alemã em obter trabalho barato e também demasiado rápidas em assumir que as elites alemãs se importam em que haja uns poucos bandidos e/ou terroristas entre os refugiados que a curto prazo provoquem algum caos e agridam, violem ou matem algumas pessoas. Na verdade, as elites alemãs provavelmente estão felizes por haver alguns bandidos e terroristas entre os refugiados.

É aqui que análises culturais da direita estão absolutamente erradas. As elites alemãs e europeias não estão de modo algum interessadas em criar uma sociedade homogeneizada na qual os imigrantes e a população existente se misturem e fundam as suas respectivas culturas. Ao contrário. Também nisto os europeus do Leste cometeram este erro. “Recordo quão difícil era mesmo para um único indivíduo qualificado obter uma permissão de residência, digamos, na Alemanha”. Sim, naturalmente. Um único indivíduo qualificado. De um grupo não demonizado. Em suma, alguém de quem se poderia esperar entrar e ganhar um bom salário num emprego real em igualdade com alemães da classe média. Para que serve isso às elites? Eles querem imigrantes, certamente – mas querem-nos empobrecidos, isolados, assustados e idealmente constituindo uma divisão social completamente nova a ser explorada. Se não houvesse bandidos entre eles para ajudar a criar uma rejeição, as elites teriam de inventar alguns. Se há algo que as elites alemãs realmente gostariam seria criar algo como os negros estado-unidenses. Uma subclasse de desempregados permanentes a qual permanecerá segregada para sempre e criará divisões no eleitorado, deitando abaixo salários médios, inchando o exército de famintos pobres que aceitaria qualquer emprego de merda, tornando a política sindical e da classe trabalhadora muito mais difícil tanto devido àquele exército de reserva disposto a aceitar piores condições como devido à divisão social.

Para alcançar esse sonho, a carreira política de Angela Merkel é um preço a pagar muito pequeno – mesmo com algum risco de incidentes provocados por partidos da extrema-direita, os quais não ameaçam banqueiros brancos ou proprietários de fábricas. Ainda assim é um grande negócio. Na verdade, com a actual insatisfação popular com as políticas de austeridade, que tendem a enraizar a esquerda, as elites podem realmente sentir que se beneficiam com a ascensão da extrema-direita porque ela suga energia política à esquerda. Eles muito provavelmente estão a utilizar a direita populista, assim como utilizaram Hitler – embora possam estar a calcular mal, tal como o fizeram com Hitler.

Pondo de lado toda essa análise, não estou realmente seguro em aceitar a ideia de que há qualquer coisa demasiado grande na aceleração de chegadas de refugiados. Erdogan é certamente um islamista, mas duvido que queira tomar Viena. É verdade que pode ter concluído que já não pode mais utilizar os enormes campos de refugiados para nada … mas se eles não são úteis, isso significa que constituem um custo e a economia turca não está a comportar-se tão bem. Não manter campos cheios de milhões de refugiados é mais barato do que manter aqueles campos. Mas também, pode ser apenas o ritmo das coisas … Os sírios podem estar a evitar atravessar a Turquia e serem capturados em campos porque têm ouvido dizer que isso pode acontecer se forem através da Turquia. Os refugiados sírios podem a princípio ter parado em outros lugares do Médio Oriente, como o Líbano, a Jordânia e mesmo o Iraque, mas estão agora a mudar-se porque ali não há espaço ou as boas vindas azedaram. A taxa de refugiados de outros lugares como a Líbia, mesmo o Iémen, pode estar a acelerar-se. O “negócio” do transporte de refugiados pode ter ficado maior e melhor organizado e simplesmente tem sido mais capaz de movimentar pessoas do que a princípio. É inevitável que haja um bocado de especulação razoavelmente extravagante acerca de tudo isto porque, francamente, haveria uma grande despesa com o esforço de investigação simplesmente para compreender como todas estas pessoas estão a fluir e porque as taxas de chegadas estão a alterar-se.

Há uma coisa no entanto que é indiscutível. É que no final das contas e em última análise todos estes refugiados são uma forma de ricochete. Se a UE cessasse de ajudar o ataque dos EUA e de desestabilizar estes países e se se recusasse a dar-lhe cobertura diplomática para tais acções, acabaria por ter menos refugiados.

07/Fevereiro/2016

Any instability in Europe is good for the US (Pravda.Ru)

Nesta entrevista, o entrevistado considera que qualquer instabilidade na Europa é boa para os Estados Unidos. Creio que tudo para os Estados Unidos depende das circunstâncias. O Tratado Transatlântico EUA-EU não será estratégico e suficiente para usar e controlar economicamente uma certa Europa, num processo de osmose, se bem que mais em favor daqueles, e afastá-la da influência da Rússia e da China? A submissão da União Europeia face à política militar norte-americana, a sua relativa dependência financeira e o controlo económico por parte das multinacionais através do aparelho de Estado, que são tanto norte-americanas quanto sediadas em território europeu ocidental, não exigem a imposição de fenómenos migratórios.
Parece-me que há várias causas – uma externas e, talvez, uma outra interna – para esta avalanche de emigrantes que vêm de fora da Europa de países onde as condições são muito distintas entre si: a fome, a guerra, a falta de emprego – cujos responsáveis são não só a falta de preparação, a obsessão pela riqueza pessoal e a corrupção das elites políticas e económicas dos países pobres mas também a depredação desses países, a sustentação de regimes retrógrados e a sua desestabilização, quando interessa, por parte dos países capitalistas – por um lado, e, por outro – como soi provar-se pelo interesse e mesmo pela pressão do representante do patronato alemão junto do seu governo para promover a vinda de tais imigrantes, apoiado pela manipulação mediática -, embora não esteja completamente convencido deste factor demográfico, apesar do argumento académico da redução eventual da massa de trabalhadores potenciais nados na Europa, nomeadamente na Alemanha, a necessidade de mão-de-obra jovem, obediente e sobretudo barata para aumentar a taxa de lucro na indústria do país.
 
 
Esta fotografia foi publicada nos grandes media cortada para aparecer apenas a criança sem o militar das forças armadas turcas com a máquina fotográfica e sem os banhistas – o que, por si só, é claro, nada prova, podendo ter sido uma coincidência.


Os media não gostam de duplas interpretações e resolveram cortar metade da verdade da fotografia.

 
 
“No European country can handle the massive inflow of refugees from the Middle East and Africa. What made so many people leave their homes and all their belongings and go to Europe? Is it because of the war in Syria, color revolutions or is it because of the destruction of Libya – the country that used to be a buffer zone between refugees and Europe? Pravda.Ru conducted an interview on the subject with well-known Russian sociologist, Andrei Fursov. 
 
There will be more refugees coming. Jordan and other countries of the Middle East are used to refugees, because they represent the same ethnic and religious groups. For Europe, though, they are completely alien people. Up to 30 percent of the population of Marseilles, London, Paris, Antwerp, Rotterdam, many smaller towns in England and other countries already consists of natives of Asian and African countries.
 


“In Europe, there is a curious situation. Well-to-do Europeans live very close to young, and therefore aggressive representatives of a different culture, race and religion, mainly Islam. This gives birth to the bundle of contradictions, social, religious and racial ones. This is like a huge social dynamite. The non-European population lives on its own. Many European cities are divided into two parts. In Marseille, there is an Arab-populated part of the city. The Arab part lives on its own laws, and the police prefer not to go there. The number of such enclaves in Europe is growing steadily.

“In general, Europe is losing ground. Muslims increasingly file lawsuits defending their religious feelings and they very often win cases. In many places in Europe, they no longer sell pork sausages. One can not even display crucifix in public places in some countries.

“Europeans prefer not to use the word Christmas, because it may offend Muslims. The European constitution does not even mention Christianity. I believe that we are witnessing the socio-cultural death of Europe. In some 50 years, Europe will be absolutely different.”

“Is that good or bad? The great migration of peoples has happened several times in the history of mankind.”

“The people, who lived centuries after those great migrations, were fine, but the people, who lived during the great migrations, experienced all the hardships of that on their skin. Today, we live in a completely different new industrial society, we are living in the age of chemical and nuclear weapons. Remember, Sir Arnold Toynbee predicted that the Western civilization would be destroyed by the union of external and internal proletariat.

“As the Anglo-Saxons say, in every acquisition, there is a loss, and there is acquisition in every loss as well. Starting from the XVI-XVII centuries, the Europeans were colonizing huge territories in Asia, Africa, Latin America and South America. Nowadays, those peoples are inundating Europe. This is a boomerang that punishes Europe for colonialism and all other atrocities that the Europeans were committing in the past.”

“Some experts suggest this the current migration crisis in Europe is linked to color revolutions.”

“In the early 90s, French writer Jean-Christophe Rufin wrote the book titled “The Empire and the New Barbarians.” He wrote in the book that Europe must worship North African states, such as Tunisia and Algeria that act as a buffer zone for refugees. He did not say a word about Libya, because all was well in the country back then. Yet, there were already problems in Algeria and Tunisia.

“He said that Europeans should make every effort to maintain stability in those countries. Then the West broke Libya, and Tunisia was the first country, where a color revolution occurred. In Algeria, the situation is also very difficult. I think that the inflow of refugees will be gradually increasing.

“When the Americans decided to create the zone of instability, a zone of controlled chaos in the Middle East, they were well aware that people would flee to Europe – the economic competitor of the United States. This works very well for the USA because any instability in Europe is good for the US.”

“Can Europe wake up because of what is happening there now?”

Is it sleeping now? The European countries are ruled by the pro-American North Atlantic elite. Look at such puppets as Merkel and Hollande. The only thing that the Europeans can do against them is to bring rightist forces to power, like Marine Le Pen in France. Of course, the growing number of migrants in Europe will contribute to the development of right-wing parties. The latter will add more fuel to the European fire, and the States will take advantage of Europe again, because European capitals will flow into the USA – the only zone of stability in the world of chaos that the USA is creating.

“In this situation, Russia needs to stay stable and have strong borders. The Ukrainian crisis is a very serious blow on the stability in Europe. Arab color revolutions and wars led to the inflow of hundreds of thousands of refugees. Europe is paying the price for sins of the past.”

“Is America going to pay this price? After all, up to 90 percent of native American population was destroyed.”

“Retaliation will come from those, whom they call Latinos. Apparently, the XXI century is the crisis of not only the capitalist system, but of the whole European civilization. This is, of course, the crisis of the white race. The number of white people in the world is becoming smaller and smaller. This is the only racial group that has been decreasing in size.”

09.09.2015 “

Interview conducted by Inna Novikova
Pravda.Ru 

Europe and Syria – Vladimir NESTEROV

Vladimir NESTEROV | 09.10.2015 | 00:00
 

The exodus of refugees from Africa and Asia has ripped away the mask from Europe’s humanist face. It turns out that proclaiming and preaching one’s values is not the same thing as living up to them. Unable to resolve the migrant problem, they have begun a hunt for the guilty.
As usual, fingers are pointed toward Russia, as its opponents continue their tradition of mixing the non-obvious with the truly unlikely. Russia is supporting Assad and has allegedly started a war against the «moderate opposition» for lack of anything better to do (the myth of their «moderation» was created by Washington; in Syria there are none who fit that description among those who have taken up arms and are acting against the legitimate government).
Amidst the criticism of Russia’s «unilateral» actions in Syria, not only the crimes of the so-called Islamic State (IS) are being forgotten, but also the West’s own misdeeds. The ones committed against the migrants. In Germany, for example, a refugee camp has been set up at the site of a satellite labor camp of Buchenwald, with the assumption that refugees from Algeria and Eritrea will be unable to grasp where it is they have ended up.
The miserable living conditions of the refugees in the Hungarian camp in Röszke have been captured on video. The footage, shot with a hidden camera, shows hundreds of migrants held in a fenced-in enclosure scrambling to catch sandwiches thrown to them by guards. And all the while the guards are wearing helmets and hygiene masks.
Migrants were at first admitted into Finland. But now the country resorted to «counter-propaganda» in order to frighten them away. Finland’s Yle news website posted a story on September 21 about three Iraqi migrants who claim to be deeply upset about the conditions in their host country and are preparing to return home.
* * *
In 2003, the European Union adopted a neighborhood policy that now applies to 16 countries east and south of the borders of the EU. Within that framework Brussels offers assistance, technical aid, and access to its market. But ultimately, as Carl Bildt puts it http://csis.org/event/europe-surrounded-not-ring-friends-ring-fire, instead of a «ring of friends», Europe finds herself surrounded by a «ring of fire», which has prompted the exodus of refugees into the EU. Why did this happen?
The problem is Europe’s lack of independence. Although it enjoys one of the world’s foremost economies, the European Union, in a military and political sense, is actually a protectorate of the United States. Not only is Europe blanketed by a network of US military bases, it is still the only place outside of the US where American tactical nuclear weapons (TNW) are permanently stationed.
The Americans are currently planning to deploy high-precision B-61-12 guided nuclear bombs in Europe, and these bombs will first be delivered to Germany. It was not so long ago that Germany was partially within the American zone of occupation. And it should not be forgotten that Americans allow the Germans to «steer Europe» as long as it does not interfere with their global geopolitical strategy and does not threaten the dominance of the dollar.
And as the Deutsche Wirtschafts Nachrichten wrote on September 13, it turns out that the majority of those seeking asylum in Europe are refugees from countries that have been caught up in bloody wars in the last 20 years – from the former Yugoslavia, Afghanistan, Iraq, Syria, Ethiopia, and Somalia. And it was the military intervention of the US and its allies that laid the foundation of almost all of these wars. It is they who are responsible for the flood of refugees into Europe.
So in order to limit the influx of refugees, how about nipping reckless military escapades in the bud, instead of building walls along the borders of each European state? Separated from Europe by an ocean, the US is not particularly concerned about the migration crisis that has befallen the Europeans. Deutsche Wirtschafts Nachrichten claims that the American allies in the alliance must now pay for the wars unleashed by the United States.
Or it could be put even more simply: that notorious transatlantic solidarity is creating one-sided benefits for the United States but is detrimental for Europe. Once they began taking part in sanctions against Russia, Europeans became convinced of that. The refugee crisis has to prove it even more.
Thus Europe ought to rejoice that on September 30, the Russian Aerospace Defense Forces began to take decisive action against the terrorists of the so-called Islamic State (IS), an entity that – as we are now discovering – Americans solicitously patronized. But no! Germany and France have agreed with a statement from the Turkish Foreign Ministry, appealing to Moscow on behalf of seven states to halt the air strikes on the Syrian opposition and to «refocus» on the battle against Islamic militants. As if the «moderates» and «immoderates» in Syria were not fighting for the very same thing – to overthrow President Bashar al-Assad.
And incidentally, when US planes attacked a hospital in the Afghan city of Kunduz, burning patients alive, not a single European politician expressed any particular outrage!
Only the utter military defeat of the IS armed gangs and the subsequent pacification of Syria and Iraq can stem the flood of refugees that is swamping Europe. The understanding of this has already begun to take root. Demonstrations and rallies in support of Russia’s actions in Syria have been held at the Russian embassy in Paris and at the Russian consulate in Frankfurt. Russia’s policy toward Syria is supported by Marine Le Pen, the leader of the French National Front, who has argued that France should join Russia in the battle against terrorism.
Even outside Europe one can find sympathy for Russia’s actions. The Xinhua news agency posted an editorial on October 2, maintaining that «Russia is …taking its cue from the international battle against terrorism». (Here we would like to suggest a correction to the Chinese journalists: not «taking its cue from», but rather «at the forefront of»). What’s more, Xinhua notes that «the path for Russia’s military intervention has been smoothed by the very modest successes[emphasis mine – V. N.] of the US-led international coalition there, as well as the problems the EU is having with the influx of refugees».
Egyptian Foreign Minister Sameh Shoukry also made an important comment. «Russia’s entrance, given its potential and capabilities, is something we see is going to have an effect on limiting terrorism in Syria and eradicating it», stated the Egyptian minister of foreign affairs on October 3, during a televised interview with Saudi Arabia’s Al Arabiya news channel.
Even America’s Newsweek magazine was forced to admit: «…Russia’s new involvement removes some of the pressure from the US to resolve the mess in Syria and Iraq alone. Despite Russia’s support for the Assad regime, Putin’s offer to create an anti-ISIS coalition is probably genuine. A de facto coalition between the US allied coalition and Russian and Iranian-backed regime forces on the ground could well be the most effective way to degrade ISIS in the long run».
* * *
As long as Europe’s elite remains ambivalent about Russia joining the fight against the so-called Islamic State, they are surrendering not only their military victory but also their dignity. Obviously, there can be no turning point here without the arrival of a new generation of European politicians, intent not upon being subordinate to a transatlantic partner, but on being part of a union of equals with Greater Eurasia.
 
Tags: European Union ISIS Middle East RussiaSyria
 

Soros / CIA Plan to Destabilize Europe


ONLINE JOURNAL

24.09.2015 | 00:00
Wayne MADSEN
Strategic-Culture.org

 

Soros / CIA Plan to Destabilize Europe

Just as the dark forces of the U.S. Central Intelligence Agency and George Soros’s multi-billion dollar network of non-governmental organizations plotted to destabilize the Middle East and North Africa through the use of social media to bring about the so-called «Arab Spring», these same forces have opened a new chapter in their book of global dysfunctionality by facilitating the mass movement of refugees and economic migrants from the Middle East, Asia, and Africa to Europe.
In March 2011, Libyan leader Muammar Qaddafi predicted what would happen to Europe if the stability of his country was undermined by the Western powers. In an interview with «France 24», Qaddafi correctly predicted, «There are millions of blacks who could come to the Mediterranean to cross to France and Italy, and Libya plays a role in security in the Mediterranean».
Qaddafi’s son, Saif al Islam Qaddafi, who has been sentenced to death by the radical Libyan regime that governs Tripoli, echoed his father’s comments in the same interview with the French news network. Saif said: «Libya may become the Somalia of North Africa, of the Mediterranean. You will see the pirates in Sicily, in Crete, in Lampedusa. You will see millions of illegal immigrants. The terror will be next door». As seen with recent events, Saif was right on target.
Indeed, for Europe, the terror is literally next door. It is estimated that as many as 4000 radical jihadists, young men who are veterans of the terrorist holocausts of Syria, Iraq, and Yemen, have taken advantage of the absence of European Union external and internal Schengen border controls to either return to Europe or enter Europe for the first time. Many of the young male «migrants» have iPhones, bank ATM cards, multiple passports, and ample cash, hardly what would expect to be found in the possession of legitimate war refugees.
Not only have black Africans inundated southern Europe after making dangerous boat trips from North Africa, including Libya, but Syrian refugees, mostly created as the result of the West’s mass transfer of captured arms caches from Libya to Syrian jihadists after the overthrow of Qaddafi, thus triggering the bloody Syrian civil war, are streaming by boat and by land into the very heart of Europe.
Soros, who is nothing more than a multi-billionaire front man for the even wealthier Rothschild banking family of Western Europe, oversaw the complete destruction of the nation-states of southeastern Europe that now permit practical unfettered access of civil war and economic migrants from Syria, Iraq, North Africa, sub-Saharan Africa, Afghanistan, Pakistan, Bangladesh, Burma, Sri Lanka, and other war- and poverty-ravaged nations of the Third World.
As a result of his programs to re-engineer nations, Soros first helped destroy the Socialist Federal Republic of Yugoslavia with the active help of the European Union and NATO. The seven independent republics that once constituted Yugoslavia, now serve as major transit routes for perhaps tens of thousands and an impending hundreds of thousands of non-European migrants. Greece, which is suffering under austerity «vulturism» directed by European central and private bankers, including Soros and his Rothschild overseers, can hardly deal with the massive influx of refugees. The bankers have ensured that Greece cannot even provide the basic social services for its own people let alone refugees from civil war zones and nations suffering from collapsed governments and economies.
Macedonia, which continues to reel from an attempted Ukraine-style «themed revolution» courtesy of neocons in the Obama administration like Assistant Secretary of State for European and Eurasian Affairs Victoria Nuland, was unable to hold back a mass invasion of refugees from Greece. Many of the refugees who treated the Greek-Macedonian border as a non-existent nuisance piled across it into Macedonia and onward into Serbia. The migrants have sought any way possible to reach welcoming Austria and Germany. Refugees in Budapest swamped the central train station, forcing it to close to all passengers, refugees trying to make it to Austria and Germany, as well as Hungarians and foreign tourists.
Muslim refugees arriving in Munich have been irritated by the presence on the streets of beer-drinking Germans and foreigners celebrating the annual «Oktoberfest.» There have already been heated exchanges on the streets between drunken Oktoberfest celebrants and some Muslim refugees who object to the presence of plentiful alcohol. Munich city officials said they only had the capacity to receive 1000 new refugees per day. The city has seen that number climb to 15,000 a day with some 90 percent of them failing to register with local authorities and disappearing into destinations unknown.
Throughout cities and towns in Europe, newly-arrived migrants sleeping in parks and on sidewalks have created a public health nightmare with human feces covering park grounds and the stench of urine permeating the walls of buildings and gutters. The situation is exacerbated by newly-arriving Syrian refugees in northern Germany mistaking poisonous wild «death cap» mushrooms for an edible variety that grows in the eastern Mediterranean. Although warning notices written in Arabic and Kurdish have been distributed to the refugees, the refugees have ingested the death cap mushrooms, which has resulted in uncontrollable vomiting and diarrhea, which has added to the public health dilemma facing Europe. It is only a matter of time before human waste-borne diseases like cholera and typhus make their first triumphant return to the cities of Europe since the deadly pandemics of the last millennium.
German Chancellor Angela Merkel, EU Council President Donald Tusk of Poland, and EU Commission President Jean-Claude Juncker bear direct responsibility for the influx of what may total more than a million political and economic refugees into the heart of Europe. Merkel has made no secret of her desire to add to the ranks of the German guest worker, Gastarbeiter. However, as shown with other guest workers in Germany who have arrived over the last several decades, these workers never consider themselves as «guests» but as permanent residents and citizens. Meanwhile, Tusk and Juncker, the latter a native of tiny Luxembourg, have threatened to fine non-EU members Switzerland, Liechtenstein, Norway, and Iceland if they do not absorb their share of refugees, a percentage dictated by the EU «Eurocrats» in Brussels. Although Tusk has demanded EU countries to open their borders and treasuries to the refugees, his native Poland is reticent to accept more than a few hundred. Poland’s opposition is joined by the Czech Republic, Slovakia, and Slovenia.
Juncker’s successor as prime minister of Luxembourg, Xavier Bettel, who is Europe’s first leader to be in a gay marriage, has welcomed hundreds of refugees. Bettel does not believe in a Europe of borders and therefore, like Merkel, Tusk, and Juncker, he a hero to the Soros-funded NGOs who are turning Europe into a deadly social engineering experiment. Many Luxembourgers are in search of someone like Marine Le Pen in France to stop the refugee welcome wagon that threatens to obliterate the Grand Ducky of Luxembourg.
The countries that have radicalized their jihadist guerrilla armies in Syria and Iraq, namely, Saudi Arabia, Qatar, United Arab Emirates, and Kuwait, saw fit to take in no refugees from the fighting in Syria and Iraq. Saudi Arabia had the unmitigated gall to offer Germany to build 200 mosques for the refugees, of course mosques that would only preach and teach the radical Wahhabist version of Islam.
Meanwhile, there is evidence that Turkey urged refugees from Syria on its soil to join the mass exodus on unseaworthy vessels to its longtime adversary, Greece. This gambit has resulted in the deaths of many children and women, which has only served to pull the heart strings of northern Europeans who have invited thousands of refugees into their social welfare paradises. Turkey has also distributed handbooks to the migrants instructing them where to go once they arrive in Germany for government social welfare assistance.
Just as seen with Soros- and CIA-directed themed revolutions in the Arab countries and Ukraine, migrants on the move have been instructed via Twitter where increased border controls have been established and how to bypass them. This «outside» direction has resulted in refugees heading from Greece, Macedonia, and Serbia into Croatia and Slovenia in order to make their way to the Austrian and German frontiers, thus avoiding increasingly hostile Hungary and Serbia. There has already been a practical border skirmish between Croatian police escorting a train full of refugees to the Hungarian border and Hungarian border guards.
Whether they are termed neo-conservative or neo-liberal, the policies that have resulted in the worst refugee crisis to strike Europe since the end of World War II have their roots in the political boiler shops funded by George Soros and CIA front groups throughout Europe and the United States. It is only a matter of time before their roles in what has occurred in Europe will be discovered by the nationalists of the right and left and their publishing houses and web site locations will go up in flames.
Eventually, Europeans will wake up and discover that Russia immunized itself from the refugee scourge by not playing ball with the EU and its contrivances. When newly-arrived migrants begin defecating, vomiting, and urinating on the streets of Tallinn, Riga, Vilnius, Helsinki, and Stockholm, refugee crisis-free Russia will not seem so bad after all.
 

 

Republishing is welcomed with reference to Strategic Culture Foundation on-line journal www.strategic-culture.org.
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