A gente da cultura: Trump e Obama.

A intelligentsia norte-americana está em guerra aberta com Trump. Na Europa, alguns classificam essa intelligentsia, escritores, artistas das artes visuais, teatro e cinema, músicos, como de esquerda, sabendo bem de mais que a grande maioria são liberais com muito pouco de esquerda. Fazem bem em invectivarem Trump um reacionário proto-fascista, com tiques de caudilho […]

via A Intelligentsia nos seus labirintos — Praça do Bocage

J.E. Gardiner – J.S. Bach – BWV 248 WO Kantaten 4 bis 6 vom 27.12.1999 Herderkirche

 

J.E. Gardiner – J.S. Bach – BWV 248 WO Kantaten 4 bis 6 eine Aufzeichnung vom 27.12.1999 aus der Herderkirche in Weimar.

Ausführende:
Monteverdi Choir
English Baroque Soloists

Claron McFadden – Sopran
Christoph Genz – Tenor
Barnarda Fink – Alt
Dietrich Henschel – Bass
Leitung: Sir John Eliot Gardiner

Gardiner J.S. Bach BWV 248 WO Kantaten 1-3 vom 23. Dez.1999 Weimar, Herderkirche

 

Sir J.E. Gardiner – J.S. Bach BWV 248 WO Kantaten 1-3 vom 23. Dez.1999 aus der Herderkirche in Weimar.

Ausführende:
English Baroque Soloists
Monteverdi Choir
Claron McFadden – Sopran
Christoph Genz – Tenor
Barnarda Fink – Alt
Dietrich Henschel – Bass
Leitung: Sir John Eliot Gardiner

Bach – Christmas Oratorio [4-6] Harnoncourt

 

Johan Sebastian Bach
Christmas Oratorio BWV 248
Nikolaus Harnoncourt
Concentus Musicus Wien
Peter Schreier – Tenor
Robert Holl – Bass
Soloists of the Tolzer Knabenchor
Chorusmaster: Gerhard Schmidt-Gaden
Second Part: Cantatas No 4 – 6

Johan Sebastian Bach Christmas Oratorio BWV 248

 

Publicado a 20/10/2013
Johan Sebastian Bach
Christmas Oratorio BWV 248
Nikolaus Harnoncourt
Concentus Musicus Wien
Peter Schreier – Tenor
Robert Holl – Bass
Soloists of the Tolzer Knabenchor
Chorusmaster: Gerhard Schmidt-Gaden
Fisrt Part: Cantatas No 1 – 3

J. S. Bach: Cantate – Kantate – Cantata BWV 190 – Singet dem Herrn ein neues Lied

 

 

Jour du Nouvel An (1er janvier) (Fête de la Circoncision du Christ)
Neujahr (1. Januar) (Fest der Beschneidung des Herrn)
New Year’s Day (January 1) (Feast of the Circumcision of Christ)

Première audition – Uraufführung – First perfomance
Leipzig – 01.01.1724

Um canção de Glinka por Nina Dorléac e Sviastoslav Richter

Música para um dia de Inverno luminoso

 

“Sviastoslav Richter, quando ainda era um desconhecido no ocidente, começou a acompanhar a soprano Nina Dorliac. Casaram e quando Richter morreu, Nina só lhe sobreviveu uns meses. Os recitais protagonizados pelos dois foram inúmeros. Poucos ficaram registados discograficamnte e são praticamente impossíveis de encontrar, havendo um com canções de Debussy que é notável. A razão da falta de registos discográficos também se deve a muitos desses recitais terem sido realizados sobretudo por toda a União Soviética, de Moscovo a Vladivostok, com Richter a tocar em pianos improváveis, com nomes saborosos como Outubro Vermelho, mas de qualidade duvidosa, o que nunca o fez recusar um concerto. Este genial pianista, com Benedetti e Lipati, atrevo-me a classificá-los como [entre] os mais marcantes dos últimos séculos desde que o piano começou a ocupar um lugar central na música, com interpretações que serão dificilmente superáveis, não tinha nenhum dos tiques de vedetismo que muitos outros pianistas também notáveis, exibiam exuberantemente. Se repararem nos videos que estão no You Tube, em Richter não há gestos teatrais, piscadelas cénicas. ausência de pautas para exibição desnecessária de memória. Richter repudiava esses exibicionismos. afirmava que eram sequelas do romantismo que punham a tónica nessa espectacularidade em vez de se concentrarem no rigor pela música escrita.. E todo o mundo musical conhecia que ele quando ouvia outro instrumentista não precisava de pautas para apontar notas falhadas ou truncadas. Quem assistiu aos seus recitais a solo, como os que fez numa digressão em Portugal já com uma idade assinalável mas senhor de todos os seus imensos recursos, não pode deixar de notar que a sua preocupação era com a música. Uma luz a incidir sobre a pauta, o pianista quase na obscuridade. As luzes só se acendiam quando agradecia os aplausos sem excessos. No entanto, poucos como ele olhavam para a floresta da pauta para que todas as árvores fossem presentes, para que a unidade e o esplendor da floresta ficasse sublinhado. Outra das características é que são poucas, quase nenhumas, as suas gravações em estúdio, refira-se as 5 sonatas para cello e piano de Beethoven que gravou com Rostropovitch, porque considerava que era o calor humano de tocar em público, o risco que qualquer actor corre quando esté em palco. que valorizava as interpretações e não o andar a apagar e colar notas para corrigir falhas, como outros seus pares faziam. Clausulava mesmo nos contratos que fez com várias editoras, nunca foi artista exclusivo de nenhuma nem realizou nenhuma integral das composições para piano de algum compositor, [visto] que se no futuro gravasse essa música com uma interpretação que considerasse muitíssimo melhor a [sua] gravação existente sairia do mercado. A sua genialidade e rigor eram de tal ordem que uma vez quando lhe perguntaram porque não tocava uma certa obra de Debussy, disse que não o fazia nem faria porque nunca a conseguiria tocar melhor que Benedetti. Humildade raríssima num universo povoado de super vedetas. Só comparável com Emil Gillels, outro enorme pianista, o primeiro pianista soviético a tocar no ocidente e a tocar de tal maneira que ganhou um concurso em que o segundo classificado foi o já referido Arturo Benedetti Michelangeli, o que deixou meio mundo boquiaberto porque pensavam que a grande escola musical russa tinha sido destruída pelo poder soviético. O assombro foi tal que os críticos musicais inquiriram Gillels sobre o que consideravam um fenómeno, uma raridade, um caso único. Ficaram ainda mais espantados quando Gillels, também com enorme humildade lhes disse que se achavam que ele era um pianista excepcional esperassem até ouvir Richter. No mundo actual invadido pela fabricação [de] constelações de estrelas em todas as profissões dos cozinheiros, perdão chefs, aos costureiros, desculpem fashion directors, essa turbamulta de famosos que invadem o quotidiano e o alimentam de mundanidades ocas, é bom recordar estes génios que desprezavam o “Star-System”, uma das rodas dentadas essenciais do mercado neo liberal, do pós-modernismo do capitalismo terminal.
Ouçam Nina Dorléac e Sviastoslav Richter, descubram esta soprano quase desconhecida”.
[Nota: Os cozinheiros de grande qualidade e inventivos e os costureiros do mesmo jaez, assim como os artistas populares, têm todo o direito e a sociedade tem todo o dever de divulgar as suas criações mas, estando de acordo com o espírito da escrita de MAA, digo que a sua imagem não se deve sobrepor nos meios de comunicação, por motivo algum, à dos grandes artistas, arquitectos, urbanistas, cientistas, médicos e engenheiros com contribuições de relevo para a inovação, nomeadamente nos domínios do aprofundamento dos conhecimentos da Natureza, do Homem e da Sociedade, nos cuidados de saúde e na invenção tecnológica com benefícios para a Humanidade. Os diversos domínios da excelência, ao contrário do que sustenta uma tese central do pós-modernismo como elemento do liberalismo da época da consagração do mercado de consumo, onde tudo o que vende vale, não se equivalem no valor humano, só por força da fama implementada pelos media, embora cada um desses domínios tenha muito valor humano, e, muito menos, se devem inverter. Contudo, não devemos cair num certo elitismo que alguns comunistas parecem acolher em reacção contra a sobrevalorização do gosto fácil e superficial. Nunca os homens poderão situar-se no mesmo nível de cultura, gosto e exigência. Apenas deveremos criar as condições sociais para a elevação do saber e do gosto. Mas haverá sempre graus distintos na apropriação das criações humanas. De resto, as paixões mais simples, como a riqueza dos paladares na gastronomia, as melodias fáceis e festivas e a diversidade imaginativa no vestuário, devem, em nome da felicidade e da alegria de viver, ocupar sempre o seu posto na alma de cada um.]