Serra do Açor, Portugal 2015

A visitar, como alguns outros locais de Portugal, antes que os políticos e os construtores a estraguem, com as suas estradas modernas em linha recta e as fábricas nos altos dos montes, e antes que tudo morra depois de a emigração desolar estas paragens e  quem – desses portugueses que carregam a sua História – sabe delas, da sua Natureza, dos seus cultivos, das suas artes económicas, do seu saber-fazer, da sua cultura, morrer.

A Selva em Lisboa – A Minha Objectiva no Jardim Zoológico no Dia de Portugal: Animais Magníficos mas Tristes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pequeno Manifesto Fotográfico


Só me interessa a fotografia não manipulada, verista, sem efeitos cromáticos e de distorção, a menos que as manipulações sejam evidentes e não mistifiquem, não sejam susceptíveis de fazer passar a ilusão pela realidade, na qual também a nossa acção, com os valores e a produção, está presente. E, mesmo assim, não aprecio essas fantasias que nos afastam da verdade das coisas. 
A autenticidade, valor indissociável do belo, é a qualidade da representação que nos devolve, de maneira intensificada pela intenção do foco, os traços das coisas reais da maneira como as apreende a natureza da nossa fisiologia, o desenvolvimento cultural da nossa percepção e a práxis que a torna mais objectiva ao mesmo tempo que lhe confere sentidos cada vez mais humanos sem nos afastar da sua presença concreta. Natureza e Homem alimentam-se mutuamente e na representação plástica não podemos perder nem a verdade duma nem a verdade do outro nem a verdade da sua relação. Neste balanço o preço estético recebe o seu peso em ouro.
É por isso que estas fotografias – independentemente da qualidade, que não será muita, pelo seu amadorismo – vos podem parecer banais. Mas é a banalidade do real, das coisas tais como nós as vemos através dos nossos interesses subjectivos sem as desvirtuarmos e não tais como nós gostaríamos de as ver quando somos levados a julgar que a fantasia é melhor do que a realidade.