As ligações de Trump com o passado e a ressurreição da esquerda – James Petras

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“Um dos aspectos mais significativos do momento actual é a evidência da agudização de fracturas internas nas principais potências imperialistas, nomeadamente nos EUA e na UE. Num quadro em que emergem novos perigos, emergem e tomam a iniciativa também forças sãs, populares e democráticas. A classe dominante gerou um mundo desumano e insuportável, cujos principais dirigentes são figuras repelentes. A luta de classes intensifica-se.

Introdução
O presidente Trump está profundamente entranhado na estrutura do estado profundo do imperialismo americano. Apesar de ocasionais referências à não intervenção em guerras além-mar, Trump tem seguido as pegadas dos seus antecessores.
Enquanto neoconservadores e liberais têm levantado um alarido acerca dos laços de Trump com a Rússia, as suas “heresias” relativamente à NATO e as suas aberturas para a paz no Médio Oriente, ele tem na prática descartado o seu imperialismo “humanitário de mercado” e tem-se empenhado nas mesmas políticas belicosas da sua rival presidencial do Partido Democrata, Hillary Clinton.
Uma vez que lhe falta a ardilosa “demagogia” do ex-presidente Obama e não recobre as suas acções com apelos baratos a políticas “de identidade”, os pronunciamentos toscos e abrasivos de Trump levam jovens manifestantes às ruas em acções de massa. Estas manifestações são não muito discretamente apoiadas pelos principais oponentes de Trump entre os banqueiros da Wall Street, especuladores e magnatas dos mass media. Por outras palavras, o presidente Trump é um homem que abraça e segue os ícones estabelecidos e não um “revolucionário” ou mesmo um “agente de mudança”.
Prosseguiremos, discutindo a trajectória histórica que originou o regime Trump. Identificaremos políticas e compromissos anteriores que determinam a orientação presente e futura da sua administração.
Concluiremos identificando como a reacção actual pode produzir transformações futuras. Contestaremo o actual delírio catastrofista e apocalíptico e apresentaremos razões para uma perspectiva optimista do futuro. Em suma, este ensaio indicará como tendências negativas actuais podem tornar-se realisticamente positivas.
Sequências históricas
Ao longo das últimas duas décadas presidentes dos EUA desbarataram os recursos financeiros e militares do país em múltiplas guerras intermináveis e perdedoras, bem como em milhões de milhões (trillion) de dólares de dívidas comerciais e desequilíbrios orçamentais. Líderes dos EUA enlouqueceram provocando grandes crises financeiras globais, levando à bancarrotas os maiores bancos, destruindo pequenos possuidores de hipotecas, devastando a indústria manufactureira e criando desemprego maciço a que se seguiu o emprego precário e mal pago que levou ao colapso os padrões de vida da classe trabalhadora e dos extractos baixos da classe média.
Guerras imperiais, bail-outs de milhões de milhões de dólares para os bilionários e fuga sem peias de corporações multinacionais para o exterior aprofundaram amplamente as desigualdades de classe e deram origem a acordos comerciais favorecendo a China, Alemanha e México. Dentro dos EUA, os maiores beneficiários destas crises têm sido os banqueiros, bilionários da alta tecnologia, importadores comerciais e exportadores do agro-negócio.
Confrontados com crises sistémicas, os regimes dominantes responderam com o aprofundamento e expansão dos poderes dos presidentes dos EUA sob a forma de decretos presidenciais. Para encobrir a longa série de derrocadas, denunciantes patriotas foram encarcerados e a vigilância estilo estado-policial infiltrou-se em todas as áreas da cidadania.
Os presidentes Bush, Clinton e Obama definiram a trajectória das guerras imperiais e da pilhagem da Wall Street. A polícia estadual, as instituições militares e financeiras estão firmemente incorporadas na matriz do poder. Centros financeiros, como Goldman Sachs, têm reiteradamente estabelecido a agenda e controlado o Departamento do Tesouro dos EUA e as agências que regulam o comércio e a banca. As “instituições permanentes” do estado permaneceram, enquanto presidentes, pouco importando de que partido, foram baralhados e descartado no “Gabinete Oval”.
O “Primeiro Negro” presidente Barack Obama prometeu paz e empreendeu sete guerras. O seu sucessor, Donald Trump, foi eleito com promessas de “não-intervenção” e imediatamente adoptou o “bastão de bombardeamento” de Obama: o minúsculo Iémen foi atacado pelas forças dos EUA; aliados da Rússia na região do Donbass da Ucrânia foram atacados com selvajaria pelos aliados de Washington em Kiev e o “mais realista” representante de Trump, Nikki Haley, adoptou uma atitude belicosa na ONU ao estilo da “Madame Intervenção Humanitária” Samantha Power, zurrando invectivas contra a Rússia.
Onde está a mudança? Trump seguiu Obama ao aumentar sanções contra a Rússia, enquanto ameaça a Coreia do Norte com aniquilação nuclear no seguimento da grande concentração militar acumulada por Obama na península coreana. Obama lançou uma guerra por procuração contra a Síria e Trump escalou a guerra aérea sobre Raqqa. Obama cercou a China com bases militares, navios e aviões de guerra e Trump prosseguiu em passo de ganso com retórica belicista. Obama expulsou um recorde de dois milhões de trabalhadores mexicanos ao longo de oito anos; Trump seguiu-o ao prometer deportar ainda mais.
Por outras palavras, o presidente Trump juntou-se obedientemente à marcha seguindo a trajectória dos seus antecessores, bombardeando os mesmos países alvos enquanto plagia os seus maníacos discursos nas Nações Unidas.
Obama aumentou o tributo anual (ajuda) a Tel Aviv para uns entusiásticos US$3,8 mil milhões enquanto balia umas poucas críticas pro-forma acerca da expansão israelense sobre terras palestinas usurpadas; Trump propôs deslocar a Embaixada dos EUA para Jerusalém enquanto choramingava algumas das suas próprias mini-críticas aos colonatos judeus ilegais em terras roubadas aos palestinos.
O que é esmagadoramente gritante é a semelhança das políticas e estratégias de Obama e de Trump em política externa, seus meios e aliados. O que é diferente é o estilo e a retórica. Ambos os presidentes “Agentes de mudança” romperam de imediatato as mesmas falsas promessas pré-eleitorais e funcionam bem dentro dos limites das instituições permanentes do estado.
Quaisquer que sejam as diferenças que existam elas são resultado de contextos históricos contrastantes. Obama assumiu no momento do colapso do sistema financeiro e procurou regular os bancos a fim de estabilizar operações. Trump assumiu após a “estabilização” de um trilião de dólares de Obama e procura eliminar regulações – nas pegadas do presidente Clinton! Assim, “demasiado barulho” [para nada] sobre a “desregulação histórica” de Trump!
O “Inverno do descontentamento” sob a forma de protestos em massa contra a proibição de Trump a imigrantes e visitantes de sete países predominantemente muçulmanos segue-se directamente às “sete guerras mortais” de Obama. Os imigrantes e refugiados são resultados directos das invasões e ataques de Obama a estes países que levaram a assassinatos, mutilações, deslocação forçada e desgraça para milhões de “predominantemente” (mas não exclusivamente) de muçulmanos. As guerras de Obama criaram dezenas de milhares de “rebeldes”, insurgentes e terroristas. Os refugiados, que fogem para salvar a vida, foram amplamente excluídos dos EUA sob Obama e a maior parte tem procurado abrigo nos campos imundos e caóticos da UE.
Por terrível e ilegal que seja o encerramento da fronteira a muçulmanos decretado por Trump e por esperançosos que pareçam os protestos públicos em massa, ambos resultam da política de assassínio e agressão de quase uma década sob o presidente Obama.
Seguindo a trajectória da política – Obama derramou o sangue e Trump, no seu tosco estilo racista, tem a tarefa de “limpar os estragos”. Enquanto Obama foi agraciado com um “Prémio Nobel da Paz”, o resmungante Trump é fortemente atacado por empunhar a esfregona suja de sangue!
Trump optou por pisar o caminho do opróbrio e enfrenta a cólera do purgatório. Enquanto isso, Obama está a jogar golf, a surfar ao vento e a exibir o seu sorriso despreocupado aos escrevinhadores que o adoram nos mass media.
Enquanto Trump avança às patadas no caminho preparado por Obama, centenas de milhares de manifestantes enchem as ruas para protestar contra o “fascista”, com grande número das principais redes de mass media, dúzias de plutocratas e “intelectuais” de todos os géneros, raças e credos a retorcerem-se moralmente ultrajados! Fica-se confuso com o silêncio ensurdecedor destes mesmos activistas e forças quando as guerras agressivas e ataques de Obama levaram à morte e deslocação de milhões de civis, principalmente muçulmanos e principalmente mulheres – quando seus lares, festas de casamento, mercados, escolas e funerais foram bombardeados.
É assim o confusionismo americano! Dever-se-ia tentar entender as possibilidades que emergem de um sector maciço finalmente a romper seu silêncio quando o belicismo do loquaz Obama se transformou na marcha bruta de Trump para o dia do juízo final.
Perspectivas optimistas
Há muitos que desesperam mas há mais que se tornaram conscientes. Identificaremos as perspectivas optimistas e as esperanças realistas enraizadas nas actuais realidade e tendências. Realismo significa discutir desenvolvimentos contraditórios e polarizadores e portanto não aceitamos quaisquer resultados “inevitáveis”. Isto significa que resultados são “terreno contestado” onde factores subjectivos desempenham um papel importante. A interface de forças em conflito pode resultar numa espiral ascendente ou descendente – rumo a maior igualdade, soberania e libertação ou maior concentração de riqueza, poder e privilégio.
A mais retrógrada concentração de poder e riqueza encontra-se na oligárquica União Europeia de dominação alemã – uma configuração que está sob assédio por parte de forças populares. Os eleitores do Reino Unido optaram por sair da UE (Brexit). Em consequência, a Grã-Bretanha enfrenta uma ruptura com a Escócia e Gales e uma ainda maior separação da Irlanda. O Brexit levará a uma nova polarização quando banqueiros com base em Londres partirem para a UE e líderes do mercado livre confrontarem trabalhadores, proteccionistas e a massa crescente dos pobres. O Brexit fortalece forças nacionalistas-populistas e de esquerda na França, Polónia, Hungria e Sérvia e estilhaça a hegemonia neoliberal na Itália, Espanha, Grécia, Portugal e alhures. O desafio aos oligarcas da UE é que a insurgência popular intensificará a polarização social e pode trazer à tona movimentos de classe progressistas ou partidos ou movimentos autoritários-nacionalistas.
A ascensão de Trump ao poder e seus decretos executivos conduziu a uma elevada polarização dos eleitorados, aumentou a politização e a acção directa. O despertar da América aprofunda fissuras internas entre democratas com “d” minúsculo, mulheres progressistas, sindicalistas, estudantes e outros contra os oportunistas do Partido Democrata com “D” maiúsculo, especuladores, antigos belicistas Democratas, burgueses negros do Partido “D” (os líderes extraviados) e um pequeno exército de ONG’s financiadas pelas grandes empresas.
O abraço de Trump à agenda militar Obama-Clinton e da Wall Street conduzirá a uma bolha financeira, gastos militares empolados e mais guerras dispendiosas. Isto dividirá o regime dos seus apoiantes sindicais e da classe trabalhadora agora que o gabinete de Trump é composto inteiramente de bilionários, ideólogos, sionistas raivosos e militaristas (em oposição à sua promessa de nomear homens de negócios e realistas duros na negociação). Isto poderia criar uma valiosa oportunidade para a ascensão de movimentos que rejeitam a verdadeiramente feia cara do reaccionário regime de Trump.
A animosidade de Trump à NAFTA (Acordo de Livre Comércio da América do Norte) e a defesa do proteccionismo e da exploração financeira e de recursos minará os regimes corruptos, assassinos e narco-liberais que têm dominado o México durante os últimos 30 anos desde o tempo de Salinas. A política anti-imigração de Trump levará mexicanos a escolherem “combater em vez de fugir” ao confrontar o caos social criado pelos narco-gangs e a polícia criminosa. Isto forçará o desenvolvimento do mercado interno e a indústria do México. O consumo e a propriedade de massa interna abarcará movimentos nacionais-populares. O cartel da droga e seus patrocinadores políticos perderão os mercados estado-unidenses e enfrentarão oposição interna.
O protecionismo de Trump limitará o fluxo ilegal de capital a partir do México, que ascendeu a US$48,3 mil milhões em 2016, ou 55% da dívida do México. A transição do México da dependência e do neocolonialismo polarizará profundamente o estado e a sociedade; o resultado será determinado pelas forças de classe.
As ameaças económicas e militares de Trump contra o Irão fortalecerão forças nacionalistas, populistas e colectivistas em relação a políticos neoliberais “reformistas” e pró ocidentais. A aliança anti-imperialista do Irão com o Iémen, Síria e Líbano consolidar-se-á contra o quarteto conduzido pelos EUA da Arábia Saudita, Israel, Grã-Bretanha e EUA.
O apoio de Trump à apropriação maciça de terra palestina por Israel e sua proibição “só judeus” contra muçulmanos e cristãos levará ao sacudir dos quislings multi-milionários da Autoridade Palestina e a ascensão de muitos mais levantamentos e intifadas.
A derrota do ISIS fortalecerá forças governamentais independentes no Iraque, Síria e Líbano, enfraquecendo a alavancagem imperial dos EUA e abrindo a porta a lutas populares democráticas e laicas.
A campanha anti-corrupção em grande escala e a longo prazo do presidente da China, Xi Jinping, levou à prisão e remoção de mais de um quarto de milhão de responsáveis e homens de negócios, incluindo bilionários e líderes de topo do Partido. As prisões, processos e encarceramentos reduziram o abuso do privilégio mas, mais importante, melhoraram as perspectivas para um movimento que ponha em causa as vastas desigualdades sociais. Aquilo que começou “de cima” pode provocar movimentos “a partir de baixo”. O ressuscitar de um movimento no sentido de valores socialistas pode ter um grande impacto sobre estados asiáticos vassalos dos EUA.
O apoio da Rússia a direitos democráticos no Leste da Ucrânia e a reincorporação da Crimeia através de referendo pode limitar regimes fantoches dos EUA no flanco sul da Rússia e reduzir a intervenção estado-unidense. A Rússia pode desenvolver laços pacíficos com estados europeus independentes com a ruptura na UE e a vitória eleitoral de Trump superando a ameaça de guerra nuclear do regime Obama-Clinton.
O movimento à escala mundial contra o globalismo imperialista isola a direita apoiada pelos EUA que tomou poder na América do Sul. A procura de pactos comerciais neoliberais por parte do Brasil, Argentina e Chile está na defensiva. As suas economias, especialmente na Argentina e Brasil, assistiram a um triplica do desemprego, um quadruplicar da dívida externa, crescimento de estagnado a negativo e enfrentam agora greves gerais com apoio de massa. O coaxar do neoliberalismo está a provocar lutas de classe. Isto pode derrubar a ordem pós Obama na América Latina.

Conclusão

Por todo o mundo e no interior dos países mais importantes, a ordem ultra-neoliberal do último quarto de século está em desintegração. Há um ascenso maciço de movimentos a partir de cima e de baixo, de democratas de esquerda a nacionalistas, de populistas independentes a reaccionários da “velha guarda” da direita. Emergiu um universo polarizado e fragmentado. O começo do fim da actual ordem imperial-globalista está a criar oportunidades para uma nova ordem democrático-colectivista dinâmica. Os oligarcas e as elites da “segurança” não cederão facilmente a exigências populares nem se afastarão. Facas serão afiadas, decretos executivos avançarão e golpes eleitorais serão encenados para tentar tomar poder. Os movimentos democrático-populares emergentes precisam de ultrapassar a identidade fragmentária e estabelecer líderes unificados e igualitários que possam actuar de forma decisiva e independente em relação aos líderes políticos existentes que fazem gestos progressistas dramáticos, mas falsos, enquanto procuram um retorno ao fedor e imundície do passado recente”.

09/Fevereiro/2017
O original encontra-se
em http://petras.lahaine.org/?p=2127

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . Tradução revista por odiario.info

Soros, the Purple Revolution and The Caviar Eating Fake Left -Gilbert Mercier, 21st Century Wire

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21st Century Wire
Soros, the Purple Revolution and The Caviar Eating Fake Left
NOVEMBER 18, 2016 BY 21WIRE 3 COMMENTS
caviar
Gilbert Mercier
News Junkie Post
“We live in interesting times when protesters act out the tantrum of a super-rich man who did not get his way despite all his money.” – Dady Chery
Eighty-six-year old Hungarian-American, George Soros, is a very rich man. He currently ranks number 46 in the very exclusive club of richest persons in the world. In 1947, as Hungary tilted to the Soviet Union block, he went to the United Kingdom to study economics. This early life experience made him not only an anti-communist, but also a staunch anti-Russian who was always plotting his revenge against the Soviets. Soros knew that, to have any say in the capitalist order, one had to become filthy rich.
At some point in his life, however, Mr. Soros decided that money only mattered if he could leverage it in influencing policies on a global scale. His role models for this aspect of his life were probably the two consigliere extraordinaire of the United States empire, slightly older than him, who are Henry Kissinger and Zbigniew Brzezinski. The three men shared common views on the threat of the so-called communist domino effect and later, once the Soviet Union had collapsed, became fervent champions of a global empire with its nervous system in Washington. In their sociopath vision of the world, a minute elite of wise men should have the planet as their oyster while, we, the worker bees slave away at their mercy. The Marxist ideology that inspired the Russian, Chinese and Cuban revolutions should be silenced forever, and even the dangerous successes of the French and Haitian revolutions, based on the philosophers of the Enlightenment, should never be considered by any national entity as an option.
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Backing Clinton
Mr. Soros was a prime financier of Hillary Clinton’s campaign through one of his henchman John Podesta. Soros lost, and providing that the American people and the world citizenry learn a valuable lesson, his Messianic objective of world domination, after a successful goal of regime change in Russia, has failed with the mandate of President-Elect Donald Trump.
As an example, in February 2016, this is what Soros published in the fake left media outlet that he sponsors: The Guardian. The essay had a quite provocative title, and it was mainly addressed to Europe’s leadership and the public opinion. In “Putin Is a Bigger Threat to Europe’s Existence than ISIS,” Soros wrote:
“The Putin regime faces bankruptcy in 2017 when a large part of its foreign debt matures, and political turmoil may erupt sooner than that. The President’s popularity, which remains high, rests on a social contract requiring the government to deliver stability and a slowly, but steadily rising standard of living. Western sanctions coupled with the sharp decline in the price of oil will force the regime to fail on both counts.”
All geopolitical analysts make projections; some turn out to be accurate, others not. But Soros is not a geopolitical analyst. This, in very few sentences, was his battle plan for regime change in Russia.
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In 1992 Soros crashed the Bank of England
Let’s look at the specifics of the timeline in the trajectory of the unquestionable puppet master of humanitarian imperialism. It was in 1979 that Soros decided to diversify his already giant financial portfolio to invest into media organizations and NGOs big or small.
His opaque so-called Open Society Foundation now funnels money to more than 100 foundations and various think-tanks. But one must understand first what sorts of ruthless strategies Soros has used to, not only, acquire his fortune but also literally subdue a nation that used to be the most powerful empire in history.
This takes us to the UK on Black Wednesday, September 16, 1992, when George Soros decided to show the world how powerful he was. That day, Soros did a short on the British Pound by dumping £10 billion worth of the currency on the UK stock market. Soros crashed the mighty Bank of England and showed everybody that he was more powerful than a major economy’s central bank.
This action made Soros £1.8 billion. It was immoral to ruin the lives of countless hard working British citizens but, however, perfectly legal.
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The hijack and killing of Occupy
Occupy was a real movement, at its inception in the fall of 2011. Some of us had even hoped that it would be the dawn of a global revolution. This did not take into account George Soros’ minions of MoveOn, Change.org, Answer Coalition and the pseudo intelligentsia of the Amecican fake left. They infiltrated then hijacked the movement. The stakes were too high, especially with Wall-Street friendly Barack Obama due for reelection in 2012.
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The final battle of Occupy was fought and lost on December 4, 2011 in Washington DC. My colleague Liam Fox and I were there. We watched it go to waste. Until then, anarchist flags had flown above the tents. The Occupy movement included Anarchists, as well as Greens, neo-Marxists, and Libertarians, and it represented a real threat for the status quo. Soros and his surrogates of the so-called progressive alternative media made sure Occupy became neutered, toothless and finally dead. It would eventually become a convenient voting block to reelect Barack Obama.
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Soros, the purple revolution, and the caviar eating fake left
Mr. Soros is quite fashion conscious for an older gentleman, even though this term doesn’t quite apply to the Ministry of Truth’s ultimate evil do-gooder. He seems to fancy secondary colors when it comes to symbolizing the fake revolutions with regime change goals that he indirectly orchestrates.
It is clear that he had his hands in Iran’s green revolution in 2009, as well as Ukraine’s orange revolution. Now he wants to bring a purple revolution to the United States, to challenge the mandate of President-Elect Trump. This color revolution, like the others, will ultimately fail, providing that police in cities or Trump’s supporters do not fall for the provocation and either crack down or counter-protest.
The mainstream media that Soros and his protege Hillary Clinton controlled have been exposed by Wikileaks as the diligent presstitutes of the Ministry of Truth. CNN, MSNBC, the New York Times, the Washington Post, NPR News and many others, have been unmasked as biased propaganda outlets. The same goes for the founder of the Huffington Post, and its founder Ariana Huffington. NPR News cannot be considered to be an impartial media organization while it receives massive funding from both George Soros and the Bill and Melinda Gates foundation. Darling of the fake left Rachel Maddow, before getting her big-paycheck gig at MSNBC, started her career at the Soros-funded Air America radio.
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Among the pseudo-left alternative media, it is not much better. Noam Chomsky, who has been called “the Socrates of our times” by his colleague Chris Hedges, might have drunk his hemlock by endorsing Hillary Clinton. The same Chris Hedges, along with Cornell West, Amy Goodman and Naomi Klein were shrewder when they endorsed Jill Stein. But they might want to step down from their ivory towers from time to time and ask themselves a simple question: if Stein was the candidate of the ’99 percent,’ then why did she only receive 1 percent of the vote?
Another character and instigator of the Soros-financed purple revolution is Michael Moore. The documentary filmmaker has posed as a blue-collar ordinary working man for more than a decade, even though he is a millionaire. Moore is organizing a one-million women march in Washington DC on the day of President-Elect Trump’s inauguration, as an ultimate stand against his alleged sexism. Who will lead Soros’s mighty purple female army along Michael, will it be generals Lady Gaga and Madonna?
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On a more serious note, Mr. Soros and his Wall Street friends should reflect on what would happen to the US stock market in case of increased tension with Russia and China, which is what Soros has championed. Would China use what financier Warren Buffet called an economic weapon of mass destruction and dump its $3 trillion of Treasury-Bond holdings in one day?
The net result for Wall Street would likely be as high as the return on the George Soros and the Saudi investments in Hillary Clinton’s bid for the White House: a zero sum game.
Editor’s Notes: This article is dedicated to my old friend Liam Fox. Gilbert Mercier is the author of “The Orwellian Empire.” Composite one by David Blackwell; composites two and three by Mark Rain; photographs four, five, six and eight by Gilbert Mercier; and composite seven by Zr428.

“Demand Protest” – Organização de Protestos a Pedido! Ou o Negócio das Revoltas e Revoluções Coloridas.

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Inacreditável! Contra-informação? Piada? Verdade? Por isso, aqui vai o texto e a imagem da página de rosto:

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“WE ASSEMBLE MOVEMENTS

From grassroots organizations to advocacy groups, we seed the narratives and gather the audience you desire. When your strategy demands paid protest, we organize and bring it to life.

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UNASSAILABLE AUTHENTICITY
We are strategists mobilizing millennials across the globe with seeded audiences and desirable messages. With absolute discretion a top priority, our operatives create convincing scenes that become the building blocks of massive movements. When you need the appearance of outrage, we are able to deliver it at scale while keeping your reputation intact.
DEMONSTRATIONS

We develop, recruit, manage, and execute on your high-level objectives. Our trained operatives can lead entire crowds or simply steer events in your favor.
MOVEMENTS

We have the proven expertise required to expertly shape political, corporate, or public health perceptions.
INTELLIGENCE

Our operatives can embrace and steer existing organizations, providing you valuable insights about those involved and their future actions.
TRAINING

Our strategists can train your organization in our methods of creating effective demonstrations and design the situations that will deliver your goals”.

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A gente da cultura: Trump e Obama.

A intelligentsia norte-americana está em guerra aberta com Trump. Na Europa, alguns classificam essa intelligentsia, escritores, artistas das artes visuais, teatro e cinema, músicos, como de esquerda, sabendo bem de mais que a grande maioria são liberais com muito pouco de esquerda. Fazem bem em invectivarem Trump um reacionário proto-fascista, com tiques de caudilho […]

via A Intelligentsia nos seus labirintos — Praça do Bocage

Eis como a Presidência de Trump se irá desenrolar By Pepe Escobar

A man walks past a currency exchange bureau advertisement showing an image of the U.S. dollar in Cairo
Global Research, January 23, 2017
sputniknews.com
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A era de Trump começa agora – com uma série de episódios plenos de suspense, ligados à geopolítica e à geoeconomia, iminentes e imprevisíveis.

Eu defendi que a estratégia de oposição do guru de Trump para a política externa, Henry Kissinger, ao poderoso trio de integração da Eurásia – Rússia, China e Irão – é uma mistura de dividir para reinar; seduzir a Rússia, afastando-a da sua parceria estratégica com a China, e acossar o elo mais fraco, o Irão.

Na verdade, é isso que está a acontecer – como se vê pelas ofensivas dos membros escolhidos para o gabinete de Trump durante suas audiências no Senado dos EUA. As fações dos EUA próximas do Think Tankland, defensores da política de Nixon para a China projetada por Kissinger, estão animadas com as possibilidades de contenção em relação a pelo menos um desses poderes “potencialmente virado contra a América.” Kissinger e o Dr. Zbig “Grande Xadrez” Brzezinski são as duas principais autonomeadas sumidades ocidentais – mestres fantoches – que se disputam na área da geopolítica. Em oposição a Kissinger, o mentor da política externa de Obama, Brzezinski, fiel à sua russofobia, propôs uma lógica de dividir para reinar, apostada na sedução da China.

No entanto, um influente homem de negócios de Nova Iorque, muito próximo dos reais e discretos Mestres do Universo, que previu corretamente a vitória de Trump semanas antes do fato, depois de examinar o meu argumento ofereceu-me não só uma avaliação mordaz dessas queridas sumidades; ele dispôs-se a detalhar-me como a nova normalidade será estabelecida, tendo sido negociada pelos Mestres diretamente com Trump. Vamos designá-lo por “X”.

A China em observação ininterrupta

“X” começa por dizer algo que aqueles que regularmente mantém ligações ao Deep State e que reverenciam os seus ídolos, nunca ousam dizer, pelo menos em público: “É importante não atribuir muita importância a Kissinger ou Brzezinski, pois eles são apenas fachadas para aqueles que tomam as decisões e o seu trabalho é recobrir e justificar as decisões com um refinamento de intelectualidade. O seu contributo não vale nada. Eu uso os nomes deles de vez em quando pois não posso usar os nomes daqueles que realmente tomam as decisões “. Está então aberto o caminho para” X ” detalhar a nova normalidade:

“Trump foi eleito com o apoio dos Mestres para se inclinar para a Rússia. Os Mestres têm os seus instrumentos nos media e no Congresso mantendo uma campanha de difamação contra a Rússia, e têm o seu boneco Brzezinski também a pregar contra a Rússia, afirmando que ‘a influência global da América depende da cooperação com a China’. O objetivo é pressionar a Rússia para ela cooperar, colocando essas fichas negociais na mesa de Trump. Em termos de uma abordagem tradicional de polícia-bom, polícia-mau, Donald é retratado como o polícia bom querendo boas relações com a Rússia, sendo o Congresso, os media e Brzezinski os policias maus. Trata-se de ajudar Trump nas negociações com a Rússia supondo que Putin, à medida que for vendo o seu amigo numa posição mais ´precária´, estará disposto a fazer maiores concessões.”

E isso leva a explicar como é que Taiwan – e o Japão – entram em cena:

“Donald mostrou a sua inclinação para a Rússia conversando com os taiwaneses, de forma a demonstrar que a mudança é a sério. Mas foi decidido fazer entrar o Japão na peça como sendo um predador contra a indústria dos EUA, através de um ataque à Toyota, bem merecido. Isso moderou a nossa posição já que os Mestres recearam que a perceção de que estávamos a apoiar o Japão contra a China seria considerada uma provocação excessiva “.

Por isso, espera-se que a China – que “não tem demasiada importância”, como afirmou Kissinger – seja mantida sob controlo ininterrupto:

“Os Mestres decidiram reindustrializar os Estados Unidos e querem trazer de volta os postos de trabalho da China. Isso é aconselhável do ponto de vista chinês; por que razões devem eles vender seu trabalho aos EUA por um dólar que não tem valor intrínseco, não recebendo realmente nada pelo seu trabalho. Cada trabalhador chinês deve ter um carro na sua garagem e a China deve tornar-se num produtor de carros maior do que a UE, EUA e Japão combinados, mantendo a sua riqueza no seu próprio país “.

E porquê a China e não a Rússia?

“A Rússia, no que toca a este tema, é um país com muitos recursos naturais, com um gigantesco complexo industrial militar (sendo este o único motivo pelo qual é secretamente respeitada), mas está fora destas difíceis negociações, pois quase não exporta nada além de recursos naturais e equipamentos militares. Os Mestres querem os empregos de volta do México e da Ásia, incluindo do Japão, de Taiwan, etc., e isso é já visível no ataque de Trump também ao Japão. A principal razão subjacente a esta estratégia é que os EUA perderam o controlo dos mares e não podem defender os seus destacamentos militares durante uma grande guerra. Esta é a realidade que interessa ter em conta no momento presente e esta é a verdadeira história que se desenrola nos bastidores. ”

Em poucas palavras, “X” resume o conteúdo da reversão de um ciclo econômico:

“Os Mestres ganharam dinheiro com a transferência da indústria para a Ásia (A Bain Capital especializou-se nisso) e Wall Street ganhou dinheiro com taxas de juro mais baixas sobre os dólares reciclados dos défices comerciais. Mas agora, a questão é estratégica; eles ganharão dinheiro de novo com o regresso das indústrias que reduzirão os seus investimentos na Ásia devolvendo-os aos Estados Unidos, à medida que reconstruímos a produção aqui “.

” X ” continua a ser um grande admirador da estratégia de negócios de Henry Ford, e esse é o ponto que ele vai usar para trazer à baila um tema crucial: a defesa nacional. De acordo com “X”:

“Ford dobrou os salários que pagou e ganhou mais dinheiro do que qualquer outro fabricante. A razão é que um salário mínimo mais elevado que permitiu à mulher ter muitos filhos, dependendo só do salário do marido, foi psicologicamente bom para o aumento da produtividade nas suas fábricas de automóveis, além de que permitiu aos próprios trabalhadores comprar-lhe os seus carros. Desse modo ele reconheceu que numa sociedade deve haver uma mais justa distribuição da riqueza, coisa que o seu admirador, Steve Jobs, não pode fazer.

A produção em série e a produtividade de Henry foi a maravilha que fez os Estados Unidos ganharem a Segunda Guerra Mundial. A Amazon não contribui em nada para a defesa nacional, sendo apenas um serviço de marketing na Internet baseado em programas de computador, nem o Google que simplesmente organiza e fornece melhor os dados. Nada disso constrói um míssil ou um submarino melhor, exceto de modo marginal. ”

É o Pentágono, estúpido

Pois sim; tudo isto tem a ver com a reorganização do poder militar dos EUA. “X” fez questão de se referir a um relatório do CNAS (Centro para uma Nova Segurança Americana), que citei na minha coluna inicial:

“É muito importante o que se depreende do relatório. E é por isso que estamos em grande dificuldade por estarmos tecnologicamente atrás da Rússia em várias gerações de armamento, o que vem na sequência da afirmação de Brzezinski, que diz que já não somos uma potência global”.

Esta é uma análise completa e abrangente de como a Rússia conseguiu organizar as melhores forças armadas do mundo. E o relatório nem sequer leva ainda em conta o sistema de defesa de mísseis S-500, que agora está sendo ultimado e que, sem dúvida, vai fechar por completo a totalidade do espaço aéreo russo. E a próxima geração – S-600? – Será ainda mais poderosa. “X” aventura-se mesmo no território tabu do Deep State, referindo a forma como a Rússia, ao longo da última década, conseguiu posicionar-se muito à frente dos EUA, “eclipsando-o como o poder militar mais forte”. Mas a vantagem deles no jogo deve estar perto do fim – seja isso desejo auto- realizável ou seja lá o que for:

“Esperamos que o Secretário de Defesa James Mattis entenda isso e que o Secretário Adjunto de Defesa tenha as competências técnicas, a capacidade organizacional e de previsão para entender que as armas da III Guerra Mundial são mísseis ofensivos e defensivos, e submarinos, e não poder aéreo, tanques e porta-aviões. ”

Um realista, “X” admite que o status quo neoconservador / neoliberal – representado pela maioria das fações do Deep State dos EUA – nunca abandonará a postura padrão de hostilidade incessante em relação à Rússia. Mas ele prefere concentrar-se na mudança:

“Deixe Tillerson reorganizar o Departamento de Estado de acordo com a eficiência da Exxon. Ele pode ser válido nessa tarefa. Ele e Mattis podem parecer falhos de coragem mas se você disser a verdade ao Senado você nunca vai poder ser confirmado. Por isso, o que eles lá dizem não significa nada. Mas veja o que se passou no caso da Líbia. A CIA tinha um objetivo de empurrar a China para fora da África e por isso criou o AFRICOM (Comando dos EUA para a África). Esse foi um dos segredos da nossa intervenção na Líbia.”

Não que tal tenha tido sucesso; A NATO / AFRICOM transformou a Líbia num terreno baldio dirigido por milícias, e a China ainda não foi afastada do resto da África.

“X” também admite: “A Síria e o Irão são linhas vermelhas para a Rússia. Assim como o é o leste da Ucrânia a partir do Dnieper. ”

Está também plenamente consciente de que Moscovo não permitirá qualquer ameaça de mudança de regime em Teerão. E está também ciente de que “os investimentos da China no petróleo e no gás iraniano implicam que a China também não permitirá o derrube por Washington do governo iraniano”.

As coisas vão tornar-se complicadas no que toca à NATO; “X” está convencido de que a Rússia: “invadirá a Roménia e a Polónia se os mísseis não forem retirados da Roménia e se o compromisso de aceitação de mísseis pela Polónia não for rescindido. A questão não são os mísseis defensivos não perigosos dos Estados Unidos, mas a possibilidade de os substituir por mísseis nucleares ofensivos nesses silos. A Rússia não tolerará esse risco. Esses mísseis não estarão sujeitos qualquer negociação. ”

Em contraste com a “perpétua ameaça”, contínua propaganda do Partido da Guerra dos Estados Unidos, Moscovo dá é atenção aos factos reais que ocorrem no terreno desde a década de 1990; a rutura do histórico aliado eslavo, a Sérvia; a anexação pela NATO das nações do Pacto de Varsóvia e até mesmo de ex-repúblicas da URSS, para não mencionar as tentativas de incluir também a Geórgia e a Ucrânia; o apoio e a organização, pelos EUA, de revoluções coloridas; o fiasco “Assad deve ir”, na tentativa de mudança forçada do regime da Síria, incluindo inclusive o armamento de Salafi-jihadis; as sanções económicas, a guerra de preços do petróleo e os ataques ao rublo; o continuado assédio da NATO. “X”, plenamente consciente destes factos, acrescenta:

“A Rússia sempre quis a paz. Mas eles não vão jogar um jogo com os Mestres do Universo que apresentam Trump como o tipo bom e o Congresso, CIA, etc., como o tipo mau, usando tal cenário como um estratagema de negociação. É assim que eles veem a situação. Eles não acham que este circo seja real. ”

O circo pode ser apenas uma ilusão. Ou uma wayang – uma espécie de teatro de fantoches indonésio – como eu já sugeri. “X” avança uma interpretação nítida deste jogo de sombras do ponto de vista de Moscovo, admitindo que “vão ser necessários vários meses para ver se Putin pode aceitar negociar um desanuviamento com Trump que essencialmente passará por uma Ucrânia oriental autónoma, um tratado de paz na Síria com Assad no lugar, e uma retirada das forças da NATO, regressando esta à linha de defesa que existia no tempo de Ronald Reagan. ”

Quem prevalecerá; Os Mestres, ou o Deep State? Prepare-se para a colisão.

Pepe Escobar

Artigo em inglês aqui :

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Here’s How the Trump Presidency Will Play Out

Tradução : Júlio Gomes (Docente na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal, atualmente reformado.) para Global Research.

The original source of this article is sputniknews.com
Copyright © Pepe Escobar, sputniknews.com, 2017

John Pilger: The Issue Is Not Donald Trump. It Is Us.

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By John Pilger on January 17, 2017 International Affairs in The New Mathilda

“Donald Trump. for all his flaws, is not Barack Obama, an American president who has set new lows in foreign slaughter and the transfer of wealth from the poor to the mega-rich, writes John Pilger.

On the day President Trump is inaugurated, thousands of writers in the United States will express their indignation. “In order for us to heal and move forward…,” say Writers Resist, “we wish to bypass direct political discourse, in favour of an inspired focus on the future, and how we, as writers, can be a unifying force for the protection of democracy.”

And: “We urge local organizers and speakers to avoid using the names of politicians or adopting ‘anti’ language as the focus for their Writers Resist event. It’s important to ensure that nonprofit organizations, which are prohibited from political campaigning, will feel confident participating in and sponsoring these events.”

Thus, real protest is to be avoided, for it is not tax exempt.

Compare such drivel with the declarations of the Congress of American Writers, held at Carnegie Hall, New York, in 1935, and again two years later. They were electric events, with writers discussing how they could confront ominous events in Abyssinia, China and Spain. Telegrams from Thomas Mann, C Day Lewis, Upton Sinclair and Albert Einstein were read out, reflecting the fear that great power was now rampant and that it had become impossible to discuss art and literature without politics or, indeed, direct political action.

“A writer,” the journalist Martha Gellhorn told the second congress, “must be a man of action now… A man who has given a year of his life to steel strikes, or to the unemployed, or to the problems of racial prejudice, has not lost or wasted time. He is a man who has known where he belonged. If you should survive such action, what you have to say about it afterwards is the truth, is necessary and real, and it will last.”

Her words echo across the unction and violence of the Obama era and the silence of those who colluded with his deceptions.

That the menace of rapacious power – rampant long before the rise of Trump – has been accepted by writers, many of them privileged and celebrated, and by those who guard the gates of literary criticism, and culture, including popular culture, is uncontroversial. Not for them the impossibility of writing and promoting literature bereft of politics. Not for them the responsibility to speak out, regardless of who occupies the White House.

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Today, false symbolism is all. “Identity” is all. In 2016, Hillary Clinton stigmatised millions of voters as “a basket of deplorables, racist, sexist, homophobic, xenophobic, Islamaphobic – you name it”. Her abuse was handed out at an LGBT rally as part of her cynical campaign to win over minorities by abusing a white mostly working-class majority. Divide and rule, this is called; or identity politics in which race and gender conceal class, and allow the waging of class war. Trump understood this.

“When the truth is replaced by silence,” said the Soviet dissident poet Yevtushenko, “the silence is a lie.”

This is not an American phenomenon. A few years ago, Terry Eagleton, then professor of English literature at Manchester University, reckoned that “for the first time in two centuries, there is no eminent British poet, playwright or novelist prepared to question the foundations of the western way of life”.

No Shelley speaks for the poor, no Blake for utopian dreams, no Byron damns the corruption of the ruling class, no Thomas Carlyle and John Ruskin reveal the moral disaster of capitalism. William Morris, Oscar Wilde, HG Wells, George Bernard Shaw have no equivalents today. Harold Pinter was the last to raise his voice. Among today’s insistent voices of consumer-feminism, none echoes Virginia Woolf, who described “the arts of dominating other people… of ruling, of killing, of acquiring land and capital”.

There is something both venal and profoundly stupid about famous writers as they venture outside their cosseted world and embrace an “issue”. Across the Review section of the Guardian on 10 December was a dreamy picture of Barack Obama looking up to the heavens and the words, “Amazing Grace” and “Farewell the Chief”.

The sycophancy ran like a polluted babbling brook through page after page. “He was a vulnerable figure in many ways…. But the grace. The all-encompassing grace: in manner and form, in argument and intellect, with humour and cool …. [He] is a blazing tribute to what has been, and what can be again… He seems ready to keep fighting, and remains a formidable champion to have on our side… … The grace … the almost surreal levels of grace….”

I have conflated these quotes. There are others even more hagiographic and bereft of mitigation. The Guardian’s chief apologist for Obama, Gary Younge, has always been careful to mitigate, to say that his hero “could have done more”: oh, but there were the “calm, measured and consensual solutions….”

None of them, however, could surpass the American writer, Ta-Nehisi Coates, the recipient of a “genius” grant worth $625,000 from a liberal foundation. In an interminable essay for The Atlantic entitled, “My President Was Black”, Coates brought new meaning to prostration. The final “chapter”, entitled “When You Left, You Took All of Me With You”, a line from a Marvin Gaye song, describes seeing the Obamas “rising out of the limo, rising up from fear, smiling, waving, defying despair, defying history, defying gravity”. The Ascension, no less.

One of the persistent strands in American political life is a cultish extremism that approaches fascism. This was given expression and reinforced during the two terms of Barack Obama. “I believe in American exceptionalism with every fibre of my being,” said Obama, who expanded America’s favourite military pastime, bombing, and death squads (“special operations”) as no other president has done since the Cold War.

According to a Council on Foreign Relations survey, in 2016 alone Obama dropped 26,171 bombs. That is 72 bombs every day. He bombed the poorest people on earth, in Afghanistan, Libya, Yemen, Somalia, Syria, Iraq, Pakistan.

Every Tuesday – reported the New York Times – he personally selected those who would be murdered by mostly hellfire missiles fired from drones. Weddings, funerals, shepherds were attacked, along with those attempting to collect the body parts festooning the “terrorist target”. A leading Republican senator, Lindsey Graham, estimated, approvingly, that Obama’s drones killed 4,700 people. “Sometimes you hit innocent people and I hate that,” he said, but we’ve taken out some very senior members of Al Qaeda.”

Like the fascism of the 1930s, big lies are delivered with the precision of a metronome: thanks to an omnipresent media whose description now fits that of the Nuremberg prosecutor. “Before each major aggression, with some few exceptions based on expediency, they initiated a press campaign calculated to weaken their victims and to prepare the German people psychologically…. In the propaganda system… it was the daily press and the radio that were the most important weapons.”

Take the catastrophe in Libya. In 2011, Obama said Libyan president Muammar Gaddafi was planning “genocide” against his own people. “We knew… that if we waited one more day, Benghazi, a city the size of Charlotte, could suffer a massacre that would have reverberated across the region and stained the conscience of the world.”

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This was the known lie of Islamist militias facing defeat by Libyan government forces. It became the media story; and Nato – led by Obama and Hillary Clinton – launched 9,700 “strike sorties” against Libya, of which more than a third were aimed at civilian targets. Uranium warheads were used; the cities of Misurata and Sirte were carpet-bombed. The Red Cross identified mass graves, and Unicef reported that “most [of the children killed]were under the age of 10”.

Under Obama, the US has extended secret “special forces” operations to 138 countries, or 70 per cent of the world’s population. The first African-American president launched what amounted to a full-scale invasion of Africa. Reminiscent of the Scramble for Africa in the late 19th century, the US African Command (Africom) has built a network of supplicants among collaborative African regimes eager for American bribes and armaments. Africom’s “soldier to soldier” doctrine embeds US officers at every level of command from general to warrant officer. Only pith helmets are missing.

It is as if Africa’s proud history of liberation, from Patrice Lumumba to Nelson Mandela, is consigned to oblivion by a new master’s black colonial elite whose “historic mission”, warned Frantz Fanon half a century ago, is the promotion of “a capitalism rampant though camouflaged”.

It was Obama who, in 2011, announced what became known as the “pivot to Asia”, in which almost two-thirds of US naval forces would be transferred to the Asia-Pacific to “confront China”, in the words of his Defence Secretary. There was no threat from China; the entire enterprise was unnecessary. It was an extreme provocation to keep the Pentagon and its demented brass happy.

In 2014, Obama’s administration oversaw and paid for a fascist-led coup in Ukraine against the democratically-elected government, threatening Russia in the western borderland through which Hitler invaded the Soviet Union, with a loss of 27 million lives. It was Obama who placed missiles in Eastern Europe aimed at Russia, and it was the winner of the Nobel Peace Prize who increased spending on nuclear warheads to a level higher than that of any administration since the cold war – having promised, in an emotional speech in Prague, to “help rid the world of nuclear weapons”.

Obama, the constitutional lawyer, prosecuted more whistleblowers than any other president in history, even though the US constitution protects them. He declared Chelsea Manning guilty before the end of a trial that was a travesty. He has refused to pardon Manning who has suffered years of inhumane treatment which the UN says amounts to torture. He has pursued an entirely bogus case against Julian Assange. He promised to close the Guantanamo concentration camp and didn’t.

Following the public relations disaster of George W. Bush, Obama, the smooth operator from Chicago via Harvard, was enlisted to restore what he calls “leadership” throughout the world. The Nobel Prize committee’s decision was part of this: the kind of cloying reverse racism that beatified the man for no reason other than he was attractive to liberal sensibilities and, of course, American power, if not to the children he kills in impoverished, mostly Muslim countries.

US president Barack Obama.
US president Barack Obama.
This is the Call of Obama. It is not unlike a dog whistle: inaudible to most, irresistible to the besotted and boneheaded, especially “liberal brains pickled in the formaldehyde of identity politics,” as Luciana Bohne put it. “When Obama walks into a room,” gushed George Clooney, “you want to follow him somewhere, anywhere.”

William I. Robinson, professor at the University of California, and one of an uncontaminated group of American strategic thinkers who have retained their independence during the years of intellectual dog-whistling since 9/11, wrote this last week:

“President Barack Obama… may have done more than anyone to assure [Donald] Trump’s victory. While Trump’s election has triggered a rapid expansion of fascist currents in US civil society, a fascist outcome for the political system is far from inevitable…. But that fight back requires clarity as to how we got to such a dangerous precipice. The seeds of 21st century fascism were planted, fertilized and watered by the Obama administration and the politically bankrupt liberal elite.”

Robinson points out that “whether in its 20th or its emerging 21st century variants, fascism is, above all, a response to deep structural crises of capitalism, such as that of the 1930s and the one that began with the financial meltdown in 2008…. There is a near-straight line here from Obama to Trump…. The liberal elite’s refusal to challenge the rapaciousness of transnational capital and its brand of identity politics served to eclipse the language of the working and popular classes… pushing white workers into an ‘identity’ of white nationalism and helping the neo-fascists to organise them”.

The seedbed is Obama’s Weimar Republic, a landscape of endemic poverty, militarised police and barbaric prisons: the consequence of a “market” extremism which, under his presidency, prompted the transfer of $14 trillion in public money to criminal enterprises in Wall Street.

Perhaps his greatest “legacy” is the co-option and disorientation of any real opposition. Bernie Sanders’ specious “revolution” does not apply. Propaganda is his triumph.

The lies about Russia – in whose elections the US has openly intervened – have made the world’s most self-important journalists laughing stocks. In the country with constitutionally the freest press in the world, free journalism now exists only in its honourable exceptions.

The obsession with Trump is a cover for many of those calling themselves “left/liberal”, as if to claim political decency. They are not “left”, neither are they especially “liberal”. Much of America’s aggression towards the rest of humanity has come from so-called liberal Democratic administrations – such as Obama’s.

US president elect, Donald Trump.
US president elect, Donald Trump.
America’s political spectrum extends from the mythical centre to the lunar right. The “left” are homeless renegades Martha Gellhorn described as “a rare and wholly admirable fraternity”. She excluded those who confuse politics with a fixation on their navels.

While they “heal” and “move forward”, will the Writers Resist campaigners and other anti-Trumpists reflect upon this? More to the point: when will a genuine movement of opposition arise? Angry, eloquent, all-for-one-and-one-for all. Until real politics return to people’s lives, the enemy is not Trump, it is ourselves”.