Um Homem deu à Luz (Notícia em O Público)

Há uma coisa que não entendi: ao “homem” cresceu-lhe a pilinha ou não? Fizeram-lhe crescer o clitóris por cima da vulva ou não? É isso (talvez pelas maciças quantidade de hormonas injectadas) que é preciso saber e faz toda a diferença, pelo menos na sua relação com o marido (suposto que é um homem não hormonado).  Assim, ficamos sem saber se é uma mulher de barba, uma mulher-homem, ou um outro tipo de ser humano.

Não estou aqui a fazer discriminação negativa. As pessoas devem poder fazer do seu corpo aquilo que quiserem. 

No entanto, o conceito de normalidade faz um certo sentido, já não moral, pelo menos, mas biológico: é que a “transgeneração”, como a posso designar, não é nada normal, consiste (pouca gente se lembra) numa modificação artificial do organismo, mediante doses maciças e, dizem-me, tóxicas de químicos. E a natureza vinga-se, intoxicando-lhe o corpo e fazendo força para voltar à primeira e muito aristotélica forma. Talvez Plínio o Antigo tenha razão.

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