Portugal, Eucaliptos e a Depredação da Natureza

O meu sogro, que vive em Terena, Alto Alentejo, sabe e afirma que na sua terra, antes de terem começado as plantações de eucaliptos, a terra ressumava de água, que podia ser aproveitada para a agricultura. Agora, aquele território está seco, não se vêm regatos, é impossível a existência de cultivos que exijam um pouco de água, a não ser em volta da pequena barragem. A”lei” do menor esforço, a indústria nacional de pasta de papel e os apoios governamentais e europeus associados a tais interesses estão a fazer de Portugal a Austrália da Europa, e por mais que se retalhe o território para limitar a extensão dos incêndios (objectivo dos estudos encomendados), a aridez e o empobrecimento natural do território será inexorável enquanto esse negócio for sustentado e for economicamente viável.

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