É a Economia Estúpido! A Razão Escondida e Talvez Planeada ou Apenas Oportunista do Humanitarismo Alemão na Migração

 

Sam samegui Shiraishi

 
Partilhado publicamente  –  Ontem à(s) 20:17
“A Alemanha disse que poderá receber até 500 mil refugiados por ano nos próximos anos e deverá receber mais de 800 mil refugiados só neste ano – quatro vezes mais do que o total registrado em 2014 – e é o principal destino de milhares de imigrantes que chegam ao continente.
 
Vocês também já se perguntaram por quê todos querem ir para a Alemanha?
 
 
Veja abaixo três motivos por trás disso:
 
1. As regras europeias. Uma regra europeia, chamada de Regulação de Dublin, exige que refugiados requisitem asilo no primeiro país ao qual chegam no continente. No entanto, em agosto, a Alemanha abriu uma exceção para sírios em busca de asilo, permitindo que eles se registrassem no país, independentemente de onde entraram na União Europeia. Muitos, agora, se dirigem diretamente ao país e recusam registro em outros locais. O aumento no fluxo criou tensão e divergências quanto à política de imigração europeia. O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, crítico à imigração, disse que o problema é da Alemanha, já que este é o destino da maioria. Outros políticos de direita dizem que permitir a entrada de tantos imigrantes envia uma mensagem equivocada e pode incentivar mais pessoas a se arriscarem em perigosas viagens, como a travessia do Mediterrâneo, para chegar à Europa. A chanceler alemã, Angela Merkel, diz que o país tem capacidade de lidar com o fluxo de imigrantes, mas tem enfrentado pressões dentro de sua própria coalizão.
 
2. As demandas alemãs. A população da Alemanha está em rápida queda devido à baixa taxa de natalidade, enquanto cresce o índice de dependência de idosos – a relação entre a população mais velha, e mais custosa, em relação à mais nova, capaz de trabalhar e gerar impostos. Muito mais do que, por exemplo, na Grã-Bretanha, onde as regras imigratórias são cada vez mais rígidas.
As projeções da Comissão Europeia indicam que a população alemã irá cair de 81,3 milhões em 2013 para 70,8 milhões em 2060. Já no Reino Unido, deverá subir de 64,1 milhões para 80,1 milhões no período. Em relação ao índice de dependência, o percentual daqueles com 65 anos ou mais em comparação com aqueles entre 15 e 64, deverá subir de 32% para 59% na Alemanha até 2060. Em outras palavras: haverá menos de dois alemães de até 65 anos para trabalhar e pagar impostos para cada alemão com mais de 65 anos. A Alemanha, então, precisa desses imigrantes para manter sua força de trabalho em alta. A maioria dos economistas diz que a imigração promove o crescimento dos países anfitriões, e analistas dizem que a Alemanha se beneficiará economicamente das pessoas que arriscaram a vida para chegar à Europa. Dados do governo de 2014 mostram que há 10,9 milhões de imigrantes na Alemanha.
 
3. Recusado, mas não deportado. Países europeus deportam menos da metade dos que tiveram pedidos de asilo rejeitados. Em 2014, somente 45% dos pedidos de asilo foram aceitos. Para certas nacionalidades, quase todas as solicitações foram negadas.
Isso significa que, se você conseguir chegar a um país rico e acolhedor na UE como a Alemanha, mesmo se seu pedido de asilo for rejeitado, você ainda tem uma boa chance de não ser deportado de volta para casa. Há pressão para que a UE concorde numa lista de “países de origem seguros”, o que poderia dar uma base legal para enviar mais imigrantes para seus países.
A Alemanha considera como “seguros” todos os países da UE, além de Gana, Senegal, Sérvia, Macedônia e Bósnia-Herzegovina – o que significa que pedidos de asilo de cidadãos desses locais provavelmente serão rejeitados. Nesta semana, Kosovo, Albânia e Montenegro foram acrescentados a essa lista.»


Há, todavia, algo que não joga bem neste argumento. Se o desenvolvimento tecnológico vai no sentido de dispensar cada vez mais o trabalho, para que precisa a Alemanha de mais trabalhadores? Vai aumentar em muito a actividade industrial no seu território? Será para aumentar a concorrência entre os assalariados e baixar o valor pago do trabalho, tornado competitiva a produção interna sem ter de recorrer tanto à mão-de-obra chinesa e outras? Estaremos a assistir a uma reconfiguração do mercado mundial do trabalho? Terá a ver com a pressuposta desproporção crescente dos activos e dos reformados? Mas se a idade da reforma está cada vez mais elevada, de tal maneira que é já uma antecâmara da morte! E o desemprego dos mais jovens, que a tecnologia agrava, também pesa no Orçamento de Estado.  Será talvez apenas caridade cristã? 
A Alemanha tornou-se abruptamente a campeã de uma interpretação fundamentalista, mecanicista, automática, formal e abstracta, numa palavra, capitalista liberal, dos Direitos Humanos? Ou decidiu romper com a sua História, por complexo de culpa, e tornar-se multicultural? Mas se antes desta migração em massa bem articulada já havia lá tantos muçulmanos e outras etnias sem tradição europeia! Querem dissolver-se ainda mais no caldeirão mundial das culturas, preservando apenas o seu poder tecnológico e económico?  Estou a ser cínico? Alguém que me elucide. É que, se os aliados da Alemanha não param com as guerras de onde vêm os migrantes, não se trata apenas de amor cristão.

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