A Vitória do Syriza ou o Partenon em Escombros

 
Todo o diálogo é um monólogo múltiplo. Apenas digo que os “europeístas” são muito menos verdadeiros europeus (herdeiros das ideias de democracia, da diversidade e integridade de culturas, e da liberdade e independência dos povos, do humanismo e do universalismo, de resto sem nunca terem resolvido as contradições económico-políticas que nos levaram a este estado) do que aqueles que sempre compreenderam que a UE é uma organização capitalista imperialista cujo cosmopolitismo está virado para a destruição das culturas nacionais e para a submissão económica, financeira e política das nações ao capital internacional, cuja sombra mais notória é a dos prestamistas – os que vieram emprestar os créditos para as elites dos povos enriquecerem e os grandes exportadores (alemães, etc.) venderem os seus produtos, procurando também, com isso, capturar os povos através da felicidade pelo consumismo.
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