A Recomposição do Liberalismo Como Ideologia e Prática do Capitalismo Pelo Syriza, Podemos, Die Linke e Bloco de Esquerda.

 
A Esquerda radical está ao serviço do capital? No sentido de barrar a ascensão eleitoral dos partidos comunistas – sim. Mas não se pode deixar de reconhecer a sua obra-vontade e que há aspectos progressistas nos seus programas, como reforçar o papel social do Estado, aumentar a segurança dos trabalhadores e limitar os lucros que o capital aufere através da baixa do custo da mão-de-obra e dos juros dos empréstimos da dívida púbica e privada. 
Contudo, a experiência mostra-nos que estes radicais – ao privilegiarem o caminho e ignorarem a meta, os meios em vez dos fins, a prática circunstancial em vez da transformação radical, a acção circunstancial em vez da prática orientada por uma teoria explicativa segundo princípios, vão cedendo pouco-a-pouco precisamente pela sua fraqueza nos princípios teóricos até se tornarem sociais-democratas inofensivos e gestores profissionais do capitalismo. É lembrar o percurso dos partidos socialistas e sociais-democratas pelo mundo inteiro, que estes radicais têm substituído em alguns países.

 

 
Um declarado anticomunista (agora quase todos o são), que comenta em publico.online, foi capaz de ser honesto e de ver nos partidos da “esquerda radical”, como o SIRIZA, a sua verdadeira essência: 

 

 

“Por aqui na Grécia também andam o Bloco de Esquerda e outros da esquerda alternativa e radical a apoiar o Syriza. Já aqui disse que o melhor serviço à democracia grega é que ganhe o Syriza, de forma a recompor a esquerda democrática (o PASOK é história), pois a lição de realismo governativo que vão enfrentar vai tornar o Tsipras e a maioria dos seus amigos em verdadeiros sociais-democratas. Basta dizer que a Grécia precisa EUR 7,200,000,000 (7,2 mil milhões de euros) até Março, e 25,000,000,000 (25 mil milhões de euros) até ao final do ano, sem os quais entra em bancarrota. E, claro, nada de afugentar os credores e o turismo. Após seis meses de instabilidade com governo de coligação, seguir-se-ao novas eleições. O Podemos que vá anunciar que é o Syriza de Espanha depois da experiência”.

 

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