Rapto e Declínio da Europa

 
A Europa caminha para a barbárie, porque, como já escrevia Almeida Garrett, a Europa está dominada pela ideologia da dúvida absoluta, do cinismo e do relativismo como princípio e justificação do fim último que move a burguesia e o sistema por ela desenvolvido – o dinheiro – e pela vingança cega, ignorante e auto-destrutiva da esquerda não marxista e pseudo-marxista contra os valores morais, sociais, políticos, filosóficos, científicos e artísticos nascidos, desenvolvidos e tornados matriz progressista, iluminista da Europa e potencial património universal. A Europa aliena a sua cultura viva, a sua crítica metódica e o seu racionalismo deixando entrar em massa a barbárie, assim como culturas exógenas que ameaçam o seu carácter de uma maneira que cada vez menos será capaz de assimilar – tudo o que existe parece dever acabar, e merecê-lo pela arrogância e pelo seu imperialismo -, ao invés de cooperar com os povos estrangeiros em termos de igualdade e justiça social e de benefícios económicos mútuos, em troco da sua guerra aliada dos Estados Unidos pelo controlo económico-político da parte restante do mundo que ainda pode submeter ou, pelos menos, manter no caos. A Europa prova do seu próprio veneno – o da destruição cultural dos outros povos, que é o que tem feito há séculos – e não parece dar por isso. Quando reparar, será tarde e o que amamos dela será apenas uma ruína e uma recordação nostálgica. 
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