As Fronteiras em Expansão do Estado de Israel e seus Colonatos

 
O plano de partilha de 1947 da Palestina entre o Estado judaico e o futuro Estado da Palestina árabe já era injusto mas se os sionistas tivessem respeitado essa delimitação poderiam ter mais legitimidade para ser reconhecido pelos árabes. 
 
 
Contudo, como se vê nos mapas, rapidamente os judeus começaram a apropriar-se de miais território, com o exército e colonatos, que não estava no projecto da ONU. É de lembrar que Jerusalém seria partilhada. 
 
 
Agora os palestinos quase não têm território e, quando têm, estão lá como prisioneiros e sujeitos às maiores humilhações. A URSS foi o primeiro país a reconhecer na ONU a nação judaica mas, quando esta se virou para os EUA e começou a apropriar-se de territórios árabes, retirou-lhe o apoio. 
 
 
Nos últimos anos, com o desequilíbrio geoestratégico resultante da auto-implosão da URSS, até os países árabes (com excepção da Síria, a braços com a guerra) esqueceram os palestinos. Ironicamente, quem governa a Faixa de Gaza é um movimento apoiado pelo Qatar e preconiza a destruição do Estado de Israel. Com o avanço dos fundamentalistas, os feiticeiros dos EUA podem até pôr em perigo Israel e os governos árabes que alinham com a sua política. 
É uma jogada perigosa a dos EUA na sua expansão, cerco e desestabilização da Rússia e da China. Não parece ter nada a ver, mas talvez tenha. 
 
 
No entanto, se Israel mantiver esta arrogância, arrisca-se mesmo a desaparecer ou, pelo menos, a sofrer imenso. Quem semeia ventos, colhe tempestades.
 
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