Donbass (Ucrânia Oriental) ou a Independência não é para Todos e a Estupidez dos Pró-Americanos


Resposta a um debate na Rede (Net): 

“Imagine que os algarvios ou os minhotos queriam ser espanhóis e claro nós concordávamos com uma invasão no nosso país, é isso que defende?” (Elizabeta). 


Imagine, Elizabeta, que os catalães quisessem ser independentes, que fizessem um referendo, que o governo espanhol não o reconhecesse e que, por isso, a Catalunha declarasse unilateralmente a independência. Concordávamos que o Governo espanhol tentasse esmagar pela força das armas os independentistas? 


Concorda também que Portugal, depois de sessenta anos de domínio espanhol, já não tinha direito a lutar pelas armas pela sua independência? A Crimeia foi roubada à Ucrânia pelos seus próprios habitantes tal como Portugal foi roubado à Espanha? 
Dia da Restauração da Independência de Portugal em 1 de Dezembro de 1640? Se tivesse sido agora, os EUA teriam exigido um referendo ratificado pela comunidade internacional e teriam acusado os conjurados de terrorismo e de atentado contra os direitos humanos por terem lançado pela janela Miguel de Vasconcelos.


E por que não aceitaram um referendo sobre a independência da região do Donbass semelhante ao que foi marcado para a Escócia, com a resalva de que os chamados pró-russos e também apelidados de terroristas num dos últimos telejornais da TVI queriam apenas um sistema federalista? 

Reproduzo aqui algumas das figuras tristes de comentadores imbecis completamente tomados pelo fascínio quase religiso do Sonho Americano e dos seus ídolos, como a Beyoncé, a Riana, o Biber, a Madona, Lady Gágá, J Z e aquela de quem me não lembra o nome (é a Miley Cyrus, que raio de nome!) e que fez um santuário para o seu falecido cão (chama-se a tudo isto a cultura superior da maior potência mundial):
  1. Quanto mais tarde atuar pior é. A Rússia queria comprar os paises à sua volta e muitos outros, mas a Ucrânia não perece estar à venda. É importante expulsar todos os russos para a rússia, senão eles dizem que tudo é Rússia.

    1. Que vivam todos em paz, como viviam antes de surgir o “Separatismo Putiniano&Revanchista”! Longa vida à Ucrânia Una, Livre e Democrática, porque dentro de uma ou duas gerações (10-20 anos), já o Putin e todos os “Saudosistas da Guerra Fria” estarão a “fazer tijolo”, e mais ninguém desejará separatismos barrocos&bacocos!

    1. Ó compadre, já lá não há nada para roubar! O que ainda havia pra roubar, foi parar aos bolsos do Yanukovich e das “Mafias-Oligarcas” que o suportavam. Agora estão todos a banhos em Rostov-on-Don, porque Suiça, Áustria, Liechtenstein, Luxemburgo, Chipre, EUA e Reino Unido, congelaram tudo o que eles roubaram à Ucrânia! E estas foram as notícias mais divulgadas em todo o Mundo, na semana seguinte a Yanuko ter fugido que nem um “ratito assustado”, pra casa do Tio Putin! E não são notícias vindas dos “nazis de Kiev”; são notícias vindas de Berna, Geneve, Viena, Luxemburgo, Nicósia, Londres, etc, etc.

  2. O “partido da guerra” de Kiev (formado pelo Avakov e pelo Kolomoisky) nunca quiseram a paz e desde a primeira hora tudo fizeram para sabotar o cessar-fogo. Kolomoisky disse claramente que não aceitava o cessar-fogo e que continuava a trabalhar para desalojar os “terroristas”. A esmagadora maioria das violações ficaram a dever-se aos batalhões a soldo do banqueiro, a que naturalmente os federalistas/pro-russos respondiam. O Ocidente continua a ameaçar a Rússia, mas receio que a Rússia, se se vir face a novas sanções, avançará. Perdido por cem, perdido por mil. É um risco que Poroshenko corre. Seja como for, o que podemos concluir é o seguinte: Petro Poroshenko não mando no país de que se tornou presidente há pouco mais de um mês.

    1. Ó sô Viriatus, deixe lá isso, porque o senhor anda completamente desactualizado e fora de tom; chame lá o Sertório, antes que seja tarde e o senhor caia do poleiro abaixo, como Putin cairá. E já faltou mais… Mas que direito tenho eu, para reivindicar a Independência da Beira Litoral, ou a federação e integração de todas as províncias portuguesas na “República Popular da Madeira”???

    1. Caro JO, que visão mais minimalista e desfocada do mundo. Mais estranho ainda vindo de alguém que, como apregoa, terá visitado o leste da Europa (o que eu não duvido, obviamente). Essa analogia Beira Litoral/Portugal e Donbass/Ucrânia é simplesmente desadequada, para não dizer absurda. Vá lá, faça um esforço por não ser mal intencionado… Sei que a chacina que se aproxima está a deixá-lo entusiasmado e até eufórico, mas não perca o discernimento. Sei que é capaz de melhor.

  3. Ou o presidente tem juízo ou forças russas entrarão oficialmente na Ucrânia, a paciência está a esgotar, depois que chorem pela ajuda ocidental, do Ocidente só levam dívida, só o povo iludido com a emigração para países ocidentais não percebeu isso….

    1. Tenho sérias dúvidas que Putin agora faça isto.Perdeu a sua janela de oportunidade.Por outro lado, se Putin fizer isto,perde o pouco de razão que ainda resta e vai obrigar o Ocidente a tomar medidas mais duras contra a Rússia.Seria um retrocesso financeiro de décadas.Se Putin achasse que haveria hipóteses de enviar tropas para a Ucrânia sem represálias,já o teria feito há meses. Toda esta retórica diplomática que a Rússia estava a tentar com o Ocidente,era para fazer isto mesmo.Correu mal e não obteve nenhum, mas nenhum apoio importante do Ocidente.Putin está isolado.Ou entra de vez no caminho dos ditadores militares odiados pelo Ocidente ou de facto efetua sérias pressões contra os pró-russos para obriga-los a disporem das armas e dialogar civilizadamente com a Ucrânia.

    1. E o presidente de um país soberano como é o caso da Ucrânia tem que aceitar a invasão de um outro presidente no seu país, é isso Joane? Imagine que os algarvios ou os minhotos queriam ser espanhóis e claro nós concordávamos com uma invasão no nosso país, é isso que defende?
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