Respostas a Cães de Guarda, os Próprios Cães de Guarda, Alguns Falsos Amigos e Alguns Amigos Meus

        1. Fotografia publicada no Connacht Tribune em 1924 e que ilustrava um artigo a louvar a atitude maternal das freiras
          Passagem de um artigo de Ana Fonseca Pereira em O Público em linha:
          “Os irlandeses sabiam também que as mães solteiras, “mulheres caídas em desgraça”, e os filhos que geravam tiveram durante décadas poucos ou nenhum direito – sabiam-no pelo menos desdePhilomena, o filme nomeado neste ano para um Óscar de Hollywood e que é baseado na vida de Philomena Lee que, em 1952, quando tinha 18 anos, foi levada para uma destas instituições para ter um filho que foi vendido depois pelas freiras a um casal americano e que ela nunca mais viu.
          Mas como nos outros escândalos que mudaram a forma como os irlandeses olham para o seu passado recente – os padres pedófilos que a hierarquia protegeu, os maus-tratos nas escolas industriais para onde eram enviados os órfãos, a escravatura nos asilos para “raparigas problemáticas” – foi preciso um choque para que aquilo que “toda a gente já sabia” se transformasse em indignação. Coube a Catherine Corless, uma historiadora local, dar agora esse abanão.
          “Um passado negro”
          Interrogando-se sobre o que teria acontecido às “Crianças da Casa”, como eram conhecidos em Tuam os meninos e meninas que viviam no asilo para mães solteiras gerido pelas irmãs do Bom Socorro, Corless ouviu falar dos esqueletos descobertos numa antiga fossa séptica nos terrenos que tinham pertenciam à instituição. Decidiu pedir à conservatória local os registos de todos os óbitos de crianças ocorridos na Casa entre 1925 e 1961, o ano em que o asilo fechou.
          “Uma semana depois a pessoa que contactei telefonou-me a perguntar se eu queria todos aqueles dados. Eu disse-lhe que sim. Ela explicou-me que teria de pagar por cada um dos registos e perguntou-me se eu tinha noção da enormidade de mortes que ali tinham acontecido”, contou a historiadora ao site de notícias IrishCentral. Eram 796 crianças, quase uma morte a cada duas semanas nos 36 anos que a instituição esteve em funcionamento. Segundo os registos, a mais velha tinha nove anos, a mais pequena dois dias. As certidões de óbito, quando as havia, indicavam que tinham morrido de tuberculose, tosse convulsa, convulsões, sarampo, bronquite, meningite…

          Nada no texto diz que houvesse culpa por parte da Igreja Católica que, no meio das dificuldades que grassavam e da apatia dos médios, hospitais e políticos abria as suas portes a milhares de crianças que, de outro modo, não teriam tido a oportunidade de viver. Morreram muitas? Sem dúvida. É horripilante que assim seja, mas quantas teriam morrido se a lógica, hoje vigente, do aborto existisse? Muitas mais, certamente (e todos sabem isso), mas não dá tanto jeito atacar a ideologia abortiva ateísta, não é? De resto a qualidade deste artigo fica manchada por ter querido fundamentar uma corrente interpretativa nas palavras de uma personagem de um filme (baseado em factos verídicos, sim, mas não nos seus diálogos).

          1. A querer atirar areia para os olhos de quem? É em nome do fundamentalismo religioso (neste caso o católico) que aconteceu o que deu origem a esta notícia. E quer mesmo comparar crianças nascidas com fetos? Tenha juízo e, já agora, um pouco de vergonha.

          1. Areia atirada para quem? Para ninguém. A verdade é limpa, e não é preciso basear-se em fruta. E sim, as crianças e os fetos (nome eufemista para bebé) têm o mesmo valor e dignidade, por mais que isso o custe.

          1. Aqui ha gato, ainda bem que existem os regimes comunistas, assim muitos, nos quais a igreja catolica se inclui, pode justficar os seus hedondos crimes com o simples argumento: aqueles ali ao lado fizeram pior…

          1. Não Vieira, não é nem se justificar nem desculpar, mas de negar a falsidade do que estava a ser dito. Apenas isso. Se uma morte fosse causada voluntariamente pela Igreja, isso seria gravíssimo, mas nada disso é sugerido.

          1. A única razão pela qual estas mulheres e crianças foram ali abandonadas pela família foi porque a igreja católica considerava que ser mãe solteira é uma vergonha que deve ser escondida da sociedade. Por isso sim, a igreja é responsável por estas mortes, porque foi quem criou o ambiente de desprezo, abandono e ostracismo a que estas mulheres, a maioria adolescentes, foram sujeitas.

          1. Clara aqui ha gato, se a igeija catolica “fosse” responsavel por uma morte. gostei particularmente do “fosse”, como se nunca tivessem sido. Pois pois, so violam criancas e protejem os violadores e quando sao descobertos desculpem qualquer coisinha e mais umas indeminizacoes porventura, agora matar… isso nao!

        2. Mulheres “fechadas para que o seu pecado não contaminasse a moral pública”? A Igreja Católica responsável por mais centenas de mortes? Uma instituição, uma religião, que condena, que causa sofrimento e dor? Isto já não é notícia. Se qualquer outra instituição tivesse sido responsável por uma centésima parte das atrocidades da Igreja, já teria havia uma revolta mundial e acabado com ela de uma vez por todas. Mas como se trata de uma poderosa organização com um rebanho de muitos milhões com uma fé cega/lavagem cerebral, desculpa-se tudo. Felizmente, há cada vez mais gente a acordar para o quão sinistra é a Igreja e todas as outras religiões do Médio Oriente, e não haverão papas hereges carismáticos suficientes que a salvem.

        Quem não sabe inventa, Aquihágato. O pior é que quem não sabe acredita no que inventam os que também não sabem ou mentem. Já agora, tem números para as mortes nos regimes capitalistas? Aquelas que ocorreram nas duas Américas, em África, na Ásia, na Oceania? Vai medir a diferença entre regimes antagónicos pelo número de mortes? Vamos fazer a contabilidade? Por mais exagero que ponha nos números, e contando também com epidemias, crises de fome, guerras civis e invasões estrangeiras, o capitalismo ganha sempre nos seus quinhentos anos de existência com centenas de milhões de mortes, e continua a somar.

      1. A moral sexual hipócrita e profundamente anti-cristã de uma boa parte da Igreja católica durante séculos, que protegia pederastas e castigava mães solteiras e filhos ditos “ilegítimos” é a prova de como em nome de Cristo se cometeram atrocidades e ignomínias inqualificáveis, sempre sob uma capa de uma função dita social e colagem a poderes públicos, que agiam como Pilatos ou eram eles mesmos corruptos e ditatoriais, como aconteceu durante décadas ao longo do séc. XX, antes, durante e depois da segunda grande guerra em inúmeros países europeus, incluindo o nosso… Lembram-se bem do cardeal cerejeira e seus acólitos? Eu e milhares de crianças, se pedirmos uma certidão de nascimento original, ainda hoje, (não transcrita) aparece a infamante designação de filho ilegítimo…

      2. Há um comentário meu que não passa: mortes só no século XX (100 anos) nos regimes comunistas: 80.000.000 a 100.000.000 milhões; causadas pela Inquisição (500 anos): 6000; causadas pelos cristãos nas Cruzadas (guerras defensivas que duraram 300 anos após 500 anos de perseguição muçulmana aos cristãos): 1,000,000; já agora: conquista islâmica da Índia: 80,000,000.

        1. Desonestidade intelectual ou ignorância? Mais uma vez lembro-lhe que qualquer carnificina do século XX ou XXI será sempre maior do que as dos séculos anteriores devido às tecnologias mais avançadas e à maior população mundial. Mas curioso que se esquece sempre das 20 milhões de vítimas do cristão Hong Xiuquan na China…

      3. Diz Aquhágato, a tentar cobrir o Sol com a peneira e a desculpar os seus crimes com os crimes dos outros: “Caro Jorge: pode mentir o que quiser: a Coreia do Norte é um país comunista”. Pois é, mas o que não parece saber o comunismo tem muitas versões, regiões e épocas: o comunismo aristocrata e eugénico (supressa!) de Platão, o comunismo primitivo, o comunismo de pobreza da revolta dos camponeses na Alemanha no século XVI com Thomas Muntzer um comunismo de base camponesa na China, na Coreia do Norte, um comunismo nacionalista, de auto-suficiência e místico, houve um comunismo proletário na URSS que venceu Hitler mas que foi derrotado, não por uma crise económica, pois procedeu ao maior crescimento económico-social da História, mas por uma linha social-democrata antes decapitada por Stalin.

      4. Termino a minha intervenção neste comentários a esta notícia com uma mera afirmação que creio poder ser aceite por qualquer pessoa que se reveja na verdade: ataquem o que/quem quer que seja por tudo o que isso/aquele tem de errado, mas baseados em factos imputáveis a esta (já agora: o que se passou na Irlanda, baseia-se em que princípio doutrinário ou institucional do cristianismo?).

        1. Sim, o que se passou na Irlanda baseia-se em vários princípios doutrinários ou institucionais do cristianismo. Sobretudo os misóginos, os do sexo antes do casamento, o conceito do “pecado”, da penitência, da vergonha e da “moral pública”. Sem estas ideias vindas da Igreja, esta história não teria sido possível. Por mais que tente, a sua religião já não tem defesa possível.




    Tenho vindo a perceber que muitos do que aqui clamam pelos Estados Unidos nas suas guerras imperialistas, na manipulação dos povos até à guerra civil, são afinal também simpatizantes ou mesmo militantes do PS. É o caso deste vinha2100, mas não só, que, nos seus comentários à política internacional, mostra um ódio de morte a tudo o que não é das preferências estado unidenses e a tudo o que lhe cheira, por vezes equivocadamente, ser de esquerda. Pobre PS, pobre pseudo-esquerda, que tem simpatizantes como estes.

    1. Pobre país que ainda “conta” com cerca de 3.50% de comunistas rançosos, embora longe de ser grave.

    1. Pedro se está desagradado pelo facto de, em política internacional (e nacional), defender a democracia e a liberdade contra todas as formas de tirania, opressões e agressões, esteja à vontade. Acontece que, tendo presente que muita gente do centro e da direita democrática partilham as minhas opiniões sobre a defesa da democracia e das liberdades, é na esquerda que faço o meu combate pessoal. E na esquerda não tem lugares nem ditaduras nem a lei do mais forte. Talvez se interrogue porque tantos simpatizantes comunistas e esquerdistas se tornaram simpatizantes de regimes neo-fascistas como o de Putin, ou de partidos de extrema direita como o da sra. Le pen, ou do Jobbik, ou do Aurora Dourada, hoje federados a Moscovo. O que nos separa, numa palavra: o apego à democracia e à liberdade!

      vinha2100, a sua “esquerda” dá-lhe para apoiar os neonazis que agora estão no poder na Ucrânia?. Pois claro, se a democracia e a liberdade são um fim-em-si-mesmo para os sociais-democratas, onde parece que o senhor se insere, por que não apoiar neonazis e oligarcas eleitos democraticamente? E, sendo assim, em coerência deveria saudar todos os que ganham eleições, nomeadamente a Frente Nacional em França. Compreendo que esteja muito bem acompanhado no PS, sobretudo com uma eurodeputada “socialista”, de que não me lembro o nome.
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