Turismo do Comunismo em Praga – Desilusão

No sítio Private Prague Guide vem um artigo, de que citamos uma parte. 

O autor do artigo refere primeiro a perseguição aos adversários do regime comunista, um regime brutal que deteve em campos de trabalho alguns milhares de cidadãos e proibiu informação e propaganda anti-sistema. O articulista esclarece a propósito que só no campo de trabalho onde está agora o Museu das Vítimas do Comunismo, parece que o maior dos campos, foram detidos mais de mil e quinhentos, primeiro junto com prisioneiros de guerra nazis alemães, que não tinham lugar nos campos de concentração dos Aliados na Alemanha derrotada, e que depois, idos estes para o seu país, ficaram os prisioneiros políticos checoslovacos por lá, obrigados a trabalhar em minas de urânio. 

O autor do artigo enumera, de seguida, alguns dos aspectos mais sombrios da era comunista no seu país: os ligados à prática da ideologia comunista. Mas antes disso, façamos uma digressão a propósito.


Pacto de Munique: Lord Chamberlain e Hitler Assinam o Desmembramento da Checoslováquia

Vojna, Campo de Trabalho Forçado na Checoslováquia

Um dos factos que me surpreende é  que nunca conseguiram criar um Museu do Anti-Comunismo excitante e com coisas verdadeiras e verdadeiramente contextualizadas. Com tanto ódio, seria fácil de fazer e de dar mais entusiasmo ao assunto  Mais uma prova é o de Praga e o comentário honesto que o turista do famoso blogue O Arrumadinho, o qual não é suspeito de simpatias moralmente incorrectas, redige sobre ele: “O Museu do Comunismo, mesmo no centro da rua com as lojas mais fancy, ao lado do McDonalds (mesmo, porta com porta), é uma desilusão: um amontoado de velharias, poucas explicações sobre as coisas que estamos a ver, uma funcionária trombuda, meia-dúzia de fatos, objectos, fotos, nada de especial”.

Sala do Museu do Comunismo em Praga com objectos tétricos, tendo em primeiro plano uma motocicleta de 1952 repugnante cujo condutor deve ter sido das pessoas mais infelizes do mundo, sobretudo quando a conduzia. O cartaz ao fundo do lado direito é um exemplo de mau gosto ao estilo soviético.

Ora aí, quando o articulista começa a enumerar os males ideológicos do socialismo, percebemos que algo não bate certo. O articulista parte do princípio ingénuo de que as ideias e projectos comunistas são in concreto imorais e socialmente inaceitáveis para todas as pessoas em qualquer parte do mundo e, em particular, para aquelas que visitam o sítio. 


O articulista julga, na sua inocência liberal, burguesa, pró-capitalista, que o mundo inteiro olha para a socialização da produção, para a luta contra a superstição religiosa, para a “glorificação” do trabalhador e para a educação nos princípios do marxismo-leninismo ou do materialismo histórico-dialéctico, princípios de igualdade, respeito, responsabilidade, solidariedade e comunidade, como se se tratassem dos Mandamentos de Belzebu. Contudo, a sombra do Diabo já não assusta tanta gente como dantes. 


Talvez, malgrado o ódio actual de muito político, jornalista e burguês, regressem um dia esses princípios, desde que melhor concebidos e ainda melhor implementados. Nessa altura, o articulista verá os truques do seu ilusionismo ideológico postos a nu e os seus espectadores rir-se-ão da inocência com que julga iludi-los.


http://www.private-prague-guide.com/article/life-during-the-communist-era-in-czechoslovakia/“Farmers: Enemies of the State

Farmers, especially wealthy ones referred to as “kulaks,” were enemies of the Communist regime. During the years of Stalinization, farms were nationalized in what was called collectivization. No one could own more than 50 hectares of land. While the lives of richer peasants were destroyed, poorer peasants were excited by the system. Communists blackmailed farmers and threatened them with imprisonment if they did not join cooperatives. Such farmers were publicly denounced and found themselves without supplies. Greedy farmers took positions on committees setting up the cooperatives and were rewarded by vacations abroad, the cooperative paying all expenses. Yet collectivization was inefficient and failed.

Religion: The greatest rival

Still, farmers were not the Communist Party’s greatest rival – religion was.  People protested by setting up an underground movement of clergy and lay people from various denominations. The Communists took over Church property, closing down all 216 monasteries in the country during 1950 and most of the 339 convents. Some clergymen were murdered, while others found themselves sharing prison cells with murderers or the insane, or they were sent to labor camps or placed in the army. In 1950 the secret police planted weapons in a monastery and carried out a show trial accusing Catholic priests of spying. The ordained spent many years in prison.

The glorification of the worker

Under Communism workers were worshipped as heroes and exploited as propaganda for the regime. Miners, for example, received excellent pensions and comfortable housing. Workers had better salaries than university professors. The working-class employees who obeyed Communist doctrine were rewarded with holidays abroad – in Bulgaria, Romania, the Soviet Union or Yugoslavia rather than in the West.

The system of education

Communist ideology permeated the politically-based education system. Students had to study subjects such as Marxism-Leninism. They learned by rote, not encouraged to discuss issues or form their own opinions. Applicants were accepted into university if they had working class backgrounds, supported the Communist regime and had participated in Communist youth organizations.

The media

Also controlled by the government, the media was a mouthpiece for the Communist regime. Censorship became law in 1948. Television, for example, was imbued with official optimism as tractors and factories often appeared on the screen. Editorials were riddled with clichés, and platitudes abounded. During the normalization purges of 1969-70, dozens of magazines and journals were shut down.

Sporting organizations

The Communist era marked the end of the Sokol organization – sokol means falcon – which had displayed a strong democratic tradition as far back as the 19th century. After 1948 the Spartakiáda festivals, held every five years, took its place. In these sport shows thousands of gymnasts performed choreographed feats, emphasizing the importance of the group over the individual”.
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