National Endowment for Democracy and CIA: Os Braços Públicos, em torno da NED (Fundação Junto do Governo dos EUA) de Acção Subversiva, Endoutrinação e Subversão da CIA e do Governo Estado-Unidense

 

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Estes institutos, reunidos, como uma rede, à volta do Nacional Endowment for Democracy (NED) – um dos seus fundadores foi William Colby, director da CIA -,  apresentam programas e publicações esteticamente atraentes, mobilizam gente jovem, atraída pelo seu liberalismo, e aparentam dedicar-se, com a maior honestidade, à ajuda ao desenvolvimento global e local, à luta pelos direitos humanos, incidindo particularmente na liberdade de expressão, em especial a dos opositores políticos, na propaganda do modelo burguês de democracia – a representativa por actos eleitorais pluralistas -, assim como na defesa de grupos com situações de desigualdade de tratamento sociais e laborais, como o das mulheres, das crianças e das minorias sexuais. Insistem presentemente na táctica pacífica de derrube de governos fragilizados pela cleptocracia, pelo nepotismo e pela repressão.

Criticam não só os regimes avessos à política estadunidense (o ucraniano, por exemplo, até ao seu derrube de maneira aparentemente pacífica) como também alguns daqueles que mantêm laços económicos e políticos estreitos com os Estados Unidos (entre outros o regime da Arábia Saudita).



Financiam muitas organizações regionais, nacionais e locais na medida em que se alinham com o governo norte-americano e promovem uma imagem positiva do mesmo. É o caso, entre muitas outras, da organização juvenil e estudantil FORMA, financiada pela NED e implicada na tentativa de golpe de Estado contra o governo presidido por Hugo Chaves em Abril de 2002 mas que se reclama de lutar pela liberdade, pela democracia e pelos direitos humanos, segundo ela desrespeitados pelo governo venezuelano.

Francisco Plaza escreve no sítio da Forma, lançando a vulgata liberal anticomunista contra o governo bolivariano, reconhecendo na mesma medida que o governo foi democraticamente eleito, por um veredito eleitoral legítimo mas que há uma legitimidade maior, que se sobrepõe a todas as outras, podendo ser usada para derrubar governos democraticamente eleitos. Essa legitimidade para derrubar, mesmo que pela violência e por processos antidemocráticos, um regime democrático, assenta (de uma maneira que se nos afigura algo sofística e retorcida, por ser essencialmente válida) nos direitos humanos mais básicos: a vida e a liberdade.
Resta acrescentar, antes de passarmos a palavra, a Francisco Plaza, que a defesa da vida pode segundo a sua organização, como segundo as outras suas associadas e financiadoras, passar pela morte dos que não concordam com elas, mesmo que estes não matem programática ou arbitrariamente, e que a liberdade é para ele e para estas um “conceito” muito peculiar, a liberdade de impor as suas ideias contra a vontade da maioria, mesmo que a maioria tenha uma noção de liberdade justa e que promova a igualdade social. 
“La comprensión de la naturaleza totalitaria del régimen opresor de Maduro explica la convicción y perseverancia en la lucha de nuestros jóvenes. Sin duda que los gravísimos problemas de inseguridad, desabastecimiento, inflación y desesperanza respecto al futuro son parte de lo que anima su protesta. Sin embargo, el corazón de su lucha es de carácter existencial. Luchan sobre todo por su dignidad y libertad como seres humanos, pues reconocen que su valor como personas es justamente lo que el régimen niega y destruye. Y este es el cambio esencial que con derecho reclaman. Interpretar que el conflicto actual se limita a circunstancias críticas de orden económico no solo desdibuja la realidad presente, sino también oscurece toda posibilidad de vislumbrar un camino cierto. El reconocimiento de la dignidad de toda persona y el valor irrenunciable de su libertad no son el resultado sino la condición previa e indispensable de los procedimientos democráticos, incluido el diálogo. No se somete el valor de la vida humana ni sus libertades fundamentales al veredicto de las mayorías a través de procesos electorales ni se mide su vigencia por encuestas de opinión pública. Se trata de los valores fundamentales que hacen posible y dan razón de ser a la democracia como forma de gobierno.”

Curiosamente, estas  organizações em rede nunca planificaram qualquer revolução pacífica contra os regimes próximos dos Estados Unidos, mesmo que ditatoriais ou corruptos (a menos que já lhe pareçam desatualizados e inviáveis, por alguma razão), ao passo que concentram quase todos os seus meios, propagandísticos e subversivos, no derrube daqueles que não agradam, por um motivo ou outro (há-os muito diversos: económicos e geopolíticos), aos interesses (caprichosos, intempestivos e, de algum modo, imprevisíveis a curto prazo) do governo norte-americano.
Talvez seja preciso informar, com Tierry Meissan, em voltairenet.org, que “La plupart des hauts fonctionnaires ayant joué un rôle central au Conseil de sécurité nationale ont été administrateurs de la NED. C’est par exemple le cas d’Henry Kissinger, Franck Carlucci, Zbigniew Brzezinski, ou encore Paul Wolfowitz ; des personnalités qui ne resteront pas dans l’Histoire comme des idéalistes de la démocratie, mais comme des stratèges cyniques de la violence.”

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