Contra-Revolução (Hungary 1956 Uprising) Anti-Comunista Húngara 1956: Revolução Colorida e Tragédia

As revoltas, justas ou injustas, não são coisas bonitas, ao contrário do que dá a entender esta fotografia. Foi uma revolução colorida (não são produto recente da Internet) mas trágica.
O ódio aos comunistas era tão grande que os linchavam quando podiam. Porquê tanto ódio? O governo comunista da Hungria foi suportado pela União Soviética depois do fim da Segunda Guerra Mundial. 

Propaganda Jornalística Burguesa

Entre outras interpretações, favoráveis ou nada favoráveis à revolta húngara, pode ler-se este trecho de Ludo Martens (é bom confrontá-lo com outros textos): 

“Curvando-se sob a campanha contra Stáline, levada a cabo conjuntamente por Nikita Khruchov e pela Radio Free Europe, pelo grupo de Imre Nagy e pela velha direita húngara, o Partido dos Trabalhadores decide organizar um novo funeral solene das «vítimas do stalinismo». Em 6 de Outubro, a «reencenação» destes funerais transforma-se em festa anticomunista. 300 mil pessoas, entre nostálgicos e ingénuos confusos, proclamam Imre Nagy como seu ídolo.
Nas semanas que se seguem, a maior parte dos estudantes e dos intelectuais participam nas manifestações nacionalistas dirigidas contra a presença das tropas soviéticas, pela retirada da Hungria do Pacto de Varsóvia e pela recuperação dos territórios perdidos após a «derrota» de 1944. O nacionalismo burguês apresenta-se sob um duplo aspecto: anti-soviético pela sua aversão ao primeiro país socialista e adepto da ideologia fascista pela sua nostalgia dos 25 anos de «grandeza» húngara.
CIA dita o programa da «revolução»
A partir de 23 de Outubro de 1956 propagam-se por toda a parte manifestações contra o governo socialista. A Radio Free Europe, segundo Robert T. Holt, um dos seus principais responsáveis, recebe todos os dias do quartel-general em Nova Iorque, instruções técnicas detalhadas. A rádio da CIA prega uma política de ampla unidade popular, alertando contra qualquer forma de precipitação. É necessário glorificar os valores nacionais húngaros e pedir um «aperfeiçoamento» e uma «rectificação» do sistema socialista. No decurso da acção poder-se-á, passo a passo, elevar a qualidade das reivindicações. Com essa finalidade, a CIA lança a palavra de ordem:
«Fazer da revolução uma revolução permanente!».(43)
Ainda a partir de 23 de Outubro, os amotinados levam a cabo ataques armados de pequena envergadura. Em 25, o coronel Pal Maléter, encarregado de reprimir os insurrectos, passa para o lado da contra-revolução. O conselheiro militar da Radio Free Europe, Julian Borsanyi, antigo tenente-coronel do exército de Horthy, a pretexto de «discutir a maneira como os insurrectos operam», dá instruções para a condução da insurreição.(44) A Comissão da Radio Free Europe financia o Centro Militar, estabelecido em Viena, que coordena a ajuda militar do estrangeiro. O general Andras Zako, chefe da principal organização fascista húngara, toma o comando do Centro. Os ataques armados a Budapeste são dirigidos por pessoas com grande experiência da guerra e da guerrilha: oficiais do exército de Horthy, membros das milícias fascistas das Cruzes de Setas e alguns trânsfugas do exército húngaro. Começa assim o que The New York Herald Tribunechama, em 17 de Novembro de 1956:
«A primeira batalha da Terceira Guerra Mundial pelos valores ocidentais».(45)

Comunista morto pelos revoltosos

Linchamento de um comunista

Comunistas mortos pelos revoltosos

Um autor britânico, que não nutre especial afeição pelos comunistas escreveu um livro : Uprising: One Nation’s Nightmare (published by Hodder & Stoughton in 1981) no qual considera que a Hungria 1956 não foi uma revolução mas uma insurreição motivada pelo ódio associado aos judeus e comunistas, acicatado, acrescentamos, pela CIA. Eis um comentário, con citações, ao seu livro publicado em Hungarian Quarterly

Vol. XLI, No. 160, Winter 2000, pp. 117-128.
Irving makes no bones about his opinion that the Jewish question and anti-Semitism played a crucial role in the Hungarian events. The latent anti-Semitism of the ordinary population was aroused by the all-out terror unleashed by the Jewish clique both among the Muscovite Communists and in the ÁVH (State Security Bureau), still trying to avenge the mass-murder of Jews in 1944. While still in Moscow, through his dealings in the Comintern, Mátyás Rákosiseized leadership of the Hungarian Communist Party with “the tact of a kosher butcher”); upon his return to Hungary he used similar brutality in slicing up the non-Communist political parties. After all this it was small wonder if the “regime’s high Jewish profile caused deep popular resentment…” On the basis of the interviews conducted with Hungarian refugees of 1956 as part of Columbia University’s Oral History Project, he [Irving] states: “Paradoxically, the anti-Semitism generated by the Communist activities was so pervasive that many Jews were themselves infected by it.” The second, 1986, edition of his book also had a subtitle, “One Nation’s Nightmare”.
This explains why Irving’s account wasted no words on the political turn that the year 1953 (Imre Nagy’s first premiership) had brought, just as it also ignored the Party’s internal opposition gathering around Imre Nagy, the Petöfi Circle, the workers’ councils, the local revolutionary committees, and the re-established political parties, all of which were considered important political factors in historical works devoted to 1956. In Irving’s view, Imre Nagy drifted helplessly with the events. Initially he tried to preserve the Party’s power. Irving takes Marosán’s claim at face value, whereby Imre Nagy had consented to inviting the Soviet troops on the night of October 23. Later, Nagy was forced to accept the insurgents’ demands under the pressure of the the street. “Bit by bit he was dragging himself like a mortally injured cowboy along the dusty track down which the rebel hordes had long galloped with their demands. He could never catch up.”

THE mob besieged the Communist party headquarters on Budapest’s Republic-square (Köztársaság Square); as the remaining defenders emerged, they were mercilessly shot down and subjected to ritual degradation — a spoon, a cigarette stub, a coin; Communist party paybooks were tossed onto the corpses. (Original photos from the Irving collection)

Assassinato de Polícias Húngaros pelos Revoltosos 

Irving regards the insurgent street-fighters as the true protagonists of 1956. In that light it is all the more peculiar that, with a few exceptions, he habitually refers to them as “rebel/revolutionary mob” or “hordes”. He has little sympathy for the secret police, the ÁVH, yet he hints that “As Münnich and his evil cronies must have foreseen, in the country’s present mood the result of disbanding of the ÁVH was bound to be a pogrom.” As, indeed, the events proved.
“The mob rage was primeval, primitive and brutal. It was the closest that the uprising came to an anti-Semitic pogrom, as the largely Jewish ÁVH officials were mercilessly winkled out of the boltholes where they fled,” Irving writes on the lynchings.
Similarly to the “counter-revolutionary” accounts loyal to Kádár, Irving, too, presents the bloodbath in Köztársaság Square (above) as the crucial turning point, the moment when Imre Nagy and his government completely lost control of events. It was typical of the ensuing chaos, according to Irving, that on November 1 the Communist apparatchiks rallying around Nagy were already talking of a possible repetition of the White Terror that had followed the put-down of the Hungarian Soviet Republic of 1919.
As the story goes, it was precisely these developments, the death of Party Secretary Imre Mezö and the threat of a civil war, which motivated Kádár to switch to the Russian side. The picture is a dramatic one: Kádár swears revenge at Imre Mezö’s deathbed. Both he and Khrushchev had to hurry if they wanted to salvage something from the situation. “A historic decision confronts Khrushchev. He cannot risk a NATO presence in Hungary, nor can he delay his action too long: at any moment a final pogrom may liquidate the country’s remaining funks.””

Rapariga em armas contra os comunistas

Revoltoso

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