O Fim dos Direitos Materiais ou Sociais: ao trabalho, à segurança no emprego, a uma saúde eficiente, a um ensino de verdade, etc.

 
E grande parte da responsabilidade é a propaganda extraordinária feita contra o socialismo soviético e contra o movimento comunista internacional, em especial o do socialismo marxista (não o maoista, contaminado por certas religiões orientais anti-humanistas como o budismo e por uma tradição aristocrática e imperial, nem o da ideologia para-mística Zuche, de um certo culto da Natureza e da autarcia, como é o da Coreia do Norte, embora se saiba muito pouco o que é que lá se passa: sempre houve muitas formas de comunismo desde o comunismo aristocrata e eugenista de Platão ao do proprietário pequeno-burguês de Proudhon, que nada têm a ver com o comunismo marxista, o único que importa porque é o único com base científica, ou seja, objectivamente fundado, anti-dogmático, sempre auto-crítico) do Leste da Europa (este que foi um comunismo humanista – “partimos sempre dos indivíduos”, escrevia Marx -, apesar de certos erros e desvios, alguns deles muito graves, que contribuíram, junto com o isolamento imposto pelo capitalismo, para o seu desaparecimento). 


É sobretudo esta campanha perfeitamente concebida pelos Estados Unidos e aplicada pelos defensores do capitalismo, desde a extrema-direira nazi-fascista até aos “socialistas” do capitalismo de rosto humano, passando por muitas organizações não-governamentais e por indivíduos (Madona, George Clooney, personagens que nunca experimentaram injustiças sociais e que julgam que o valor supremo é poder dizer e fazer o que se quer, claro deste que não se ofenda a propriedade privada, que matar, em algumas circunstâncias, até pode ser) e grupos ridículos (Pussy Riots: “Distúrbios Violentos das Conas”

), nomeadamente da arte de massas, embrutecedora da razão e dos sentidos, como as que fazem da provocação anti-religiosa, da barbárie estética, do sexo sem valores e da pornografia como uma pseudo-forma de libertação meios de criar ódio a tudo o que tenha, ou pareça, ter algo a ver com a esquerda, a tudo o que tenha a ver com o verdadeiro socialismo e com o comunismo, além do ódio a tudo o que, não sendo nada disso (oligarquias, teocracias, ambas de resto apoiadas e utilizadas quando dá jeito, tal como também são apoiados movimentos nazi-fascistas e fundamentalistas islâmicos, e mesmo democracias ou pseudo-democracias), se ponha no caminho da marcha dos Estados Unidos pelo controlo absoluto do mundo (que nunca terão, meta que todavia lhes serve de expansão económica por via militar, de controlo financeiro mundial, de matérias-primas e de povos), que nos vai fazer perder os direitos sociais e, de caminho, direitos formais, jurídicos e políticos.
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