Prós & Contras ou A Traição ao Jornalismo pelos Jornalistas Vendidos ao Capital que Controla os Meios onde Trabalham

 
No último Prós & Contras discutiu-se o jornalismo do futuro. Tratou-se de acto de ocultação das causas da decadência de um certo jornalismo do presente.
 
O jornalismo não está decadente a menos que se pense apenas no jornalismo empresarial de grande divulgação controlado pelo capital. No nosso país, temos os exemplos evidentes da RTP, da SIC, da TVI, do Expresso, de O Público, com gratas excepções em artigos honestos que ainda se podem  ver, ouvir e ler nas publicações e transmissões dessas empresas. 
Entre as coberturas mediáticas mais escandalosas e eficazes dos últimos tempos, porque uma mentira misturada com alguma verdade é mais eficiente do que uma mentira completa e ingénua, estão as notícias e comentários que escondem o carácter agressor externo, terrorista e islamista radical da guerra na Síria, a ideologia nazi e ultranacionalista do partido Svoboda que está à frente dos protestos violentos na Ucrânia, a militância comunista e a prática do terrorismo contra o Apartheid (segregação racial) de Nelson Mandela, assim como a sua desistência dos valores comunistas, que fez manter o enorme desfasamento económico entre ricos e pobres na África do Sul, as notícias e comentários dedicados à desinformação sobre as causas (sobreprodução, deslocalização, desregulamentação, fuga de capitais, especulação, para além do badalado desequilíbrio da balança de pagamentos, na verdade provocada pela ganância da burguesia) da crise que assola Portugal, assacada, pelo contrário, à luxúria em que supostamente viviam os cidadãos.
Mas trata-se apenas de querer ocultar que a mediocridade e a traição à profissão pelos jornalistas desses meios, especialmente vendidos ao imperialismo, à agressão e exploração dos países mais pobres e à cultura de pacotilha, não é um facto generalizado, uma sina dos tempos mas consiste apenas no facto de se terem vendido vergonhosamente. Basta conferir as grande peças de informação e de investigação jornalística que se podem ler em sítios da Net como Global Research, Le Grand Soir, William Bowles, Truth-Out, Counter Punch, Le Monde Diplomatique, etc., e mesmo na Russia Today.
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