Mozart – Requiem – Cecilia Bartoli – George Solti 1991

Tão magnificente, solene, autêntica e enraizada nos grandes e fundamentais mistérios do Ser e da vida humana – que não pode deixar indiferente os próprios ateus como eu. A grandiosidade sublime da catedral gótica, a pureza da voz de Cecilia Bartoli (juntamente com os outros cantores) e a mestria e a segurança no jogo viril dos fortíssimos indignados ou invocadores e dos pianíssimos lamentosos ou reflexivos de George Solti, a música dos mortos (Requiem) de Mozart, que é um repto à morte, em contraponto com a celebração ritual dos cristãos pela fé na eternidade da alma,, compõem um tempo de comunhão e de envolvimento completo e supremamente intenso na vivência sentida e pensada da mais séria das questões. 

(Vale a pena esta experiência, eminentemente humana, apesar da má qualidade da imagem e do som deste reprodução.)

 

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