Efeitos Climáticos do Condicionamento Ideológico

Num comentário a uma notícia sobre a seca em Portugal e a responsabilidade do “aquecimento global”, isto é, das “alterações climáticas” (por que lhe mudaram o nome?), um comentador, com cujas ideias ambientalistas até concordo, escreveu esta pérola digna de ter sido dita por um dos personagens cosmopolitas e vernaculares de O Nome da Rosa de Umberto Eco, que, pelos vistos, voltaram a estar na moda, agora que, por um processo inverso ao da Idade Média, que originou as línguas nacionais, as línguas nacionais são para grande parte das pessoas empecilhos ao avanço do inglês como novo latim do mundo:
 
“Basta ler os assessments do IPCC para saber que essas previsões a posteriori não passam de revisionismo estalinista.” Esta frase não faz sentido, é uma algaraviada. Como é possível misturar línguas diferentes sem necessidade a não ser por provincianismo? O que tem Estaline a ver com a confusão entre climatologia e ambiente, a não ser mostrar serviço de anticomunismo, e mesmo assim de maneira coxa? Estaline está vivo, não morreu, estava convencido de que havia aquecimento global antropogénico, estava preocupado com o seu efeito campos do Gulag? O que tem a ver o revisionismo político (de Estaline?!) com a manipulação de dados climatológicos? Olhe, se quer ser levado a sério, escreva de forma séria.
Isto, aliás, só tem graça por ser um caso pequenino. Mas o que dizer desta notícia? ”História da Ciência na Universidade de Coimbra“: BERNARDETTE BENSAUDE-VICENT |Université Paris – X 15 de Fevereiro | 17H00 “The New Identity of Chemistry as Nanoscience” Conferência em inglês sem tradução.
Onde estão os gauleses? Asterix morreu definitivamente? Os romanos já se foram. Mas estão cá os yankies!
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