"Aumente Meu Pênis" – Publicidade Contra-Natura ou Novo Produto?

b337bf0655f8f8f51295e782c5d2c3aa

Não é apenas o caso de ter de pagar para o fazer mas de ter de pagar para saber como fazer. Ou de conseguir fazer-se pagar por uma necessidade que se tem? De se repartir para se ser? Ou de se transformar a necessidade própria, que não a alheia, num negócio, quando o que o capitalismo faz é o contrário? É bem verdade que já não estamos na fase do capitalismo “pós-industrial”, mas também já não estamos na fase de capitalismo “de consumo”. Já nem sequer estamos no capitalismo: estamos numa sociedade na qual as necessidades são, como deveriam ser, pagas só pelo facto de elas existirem. Pois que, sem elas, como poderia haver felicidade? Ou tormento, para os teólogos.

PS: Afinal a língua brasileira também tem pronomes reflexivos e oblíquos e os brasileiros também sabem usar pronomes reflexivos e oblíquos. Não é falta de inteligência. Muitos é que são preguiçosos. Além do mais, por que tem esse “meu” assento circunflexo? Não é para haver acordo ortográfico?

Anúncios