Rock – Com Apenas Quatro Acordes se Fez

 

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Com apenas quatro acordes se fez a música “pedra” (rock), isto é, a grande vigarice anglo-americana?
Agora, a investigação de CSIC, dirigida por Joan Serrá do Instituto de Investigação de Inteligência Artificial, vem fundamentar a paródia do trio cómico Axis of Awersome. 
Que tal diversificar os gostos e, sobretudo, elevá-los. É que os anglo-americanos levam-nos a todos por parvos. E assim, em parte com a música que começou por acordar os jovens para modos de vida alternativos à mediocridade quotidiana do vulgo, vão dominando, se não já o mundo por inteiro, pelos menos as fantasias dos jovens, que vêem nos Estados-Unidos o mundo ideal, sendo que o resto é o seu quintal das traseiras muito mal cuidado por eles, mas por culpa dos ratos.
Mas há uma coisa que me incomoda nisto tudo. Tenho pena dos cientistas da inteligência artificial pelo imenso e complexo trabalho de investigação que tiveram. É que poderiam ter poupado muito trabalho se se tivessem lembrado de perguntar a um qualquer músico com conhecimentos básicos de solfejo e de composição! Problemas de memória, de inteligência ou sinal dos tempos? Além de que é uma descoberta muito suspeita. Não me parece que, por mais básico que seja um “género”, ou melhor, um nível musical (“rock” e “pop” designam, sobretudo para a gente jovem, tudo o que é fixe), os seus músicos tenham passado o tempo a compor na base de quatro acordes, a não ser quando se trata dos grandes sucessos, até porque no meio de tudo isso aparecem coisas dignas de uma certa nota, com algum valor e imaginação. O que não invalida o que escrevi acima, que devemos melhorar e diversificar os gostos.
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