Governador e Polícia de Nova Iorque Perseguem Bansky

 

 

O Bansky é discreto e não ostensivo. É elegante na expressão da mensagem. Agora pergunto: é ele o único grafiteiro (e ele é mais do que um grafiteiro) de Nova Iorque? O meu problema não é a propriedade mas o bom gosto, a harmonia de uma cidade (muitas vezes já pouco harmónica e muito confusa) que fica destruída por desenhos berrantes e mais ou menos caóticos, que criam cansaço e confusão visuais, e não acrescentam valor. A estética aqui é a questão decisiva. Mas os desenhos discretos do Bansky apresentam uma elegância estética, uma concisão expressiva e uma preocupação ética no respeito pela cidade que são atitudes quase ímpares entre os grafiteiros e fazem dele mais do que um mero borrador de paredes, mais do que um vulgar imaginador de formas coloridas, fazem dele um artista, um muralista. Se não entra em conflito com a arquitectura existente, se não se sobrepõe esteticamente ao edificado e ao património urbano, é, neste caso, uma perseguição injustificável.


 






 

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