Papa – Vigília Pascal 2011: Sentido da Vida, Amor e Liberdade

 

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Na vigília pascal do já algo longínquo ano de 2011 no Vaticano em Roma o Papa (PopeBento XVI discursou e disse:
 
“Se o Homem fosse somente um produto casual da evolução num determinada margem do universo, então a sua vida não faria sentido ou seria até um incómodo da natureza. A razão [para a criação do Homem] está no começo: é uma razão divina”, afirmou o papa.
Bento XVI realçou ainda que Deus é o criador, o que pode “garantir vida eterna” e assegurou também que “no começo de todas as coisas está o amor e a liberdade”.
Não, Papa, está errado. É o homem que dá sentido à sua vida por aquilo que faz e em que se torna. Quando não se sente bem consigo mesmo por ser incapaz de realizar as suas potencialidades, imagina um ser supremo feito à sua imagem, omnipotente e protector.
Não, Papa, está errado. No começo não está o amor mas a dura necessidade da sobrevivência e o impulso da reprodução. No começo não está a liberdade mas o medo, o acosso do mundo e dos homens, a luta pela sobrevivência.
O amor vem com as primeiras possibilidades de autonomia individual e a liberdade é uma aspiração que nasce da força humana que vai vencendo as adversidades da natureza e dos conflitos sociais.
Por isso, só na liberdade pode o amor realizar-se. Por isso, a capacidade de amar é um signo da liberdade. Mas são coisas que se conquistam na Terra. Não são dádivas do céu.
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