Entre a Grécia Antiga e Nós – Prazeres e Mortificações

 

The Betrayal of Christ
The Betrayal of Christ (Photo credit: Wikipedia)

 

O paganismo e a inocência dos costumes. O cristianismo e o pecado que mora no corpo.
Representados pela arte.
Quem diz que a arte não é a expressão sensível da realidade e dos valores que ela segrega? Quem diz que nada de essencial muda na vida humana, quando se vê através da arte como é tão diferente a nossa relação connosco e com o mundo em diferentes épocas.
Se o cristianismo, e as outras religiões monoteístas levaram ao povo a ideia de igualdade, pelo menos de espírito, entre os homens, embora se tivessem muitas vezes aliado com os opressores e feito a guerra na Terra pela paz no Céu, o paganismo, apesar de cruel no assumir da agressividade pletórica da natureza, consagrava-a e não a maltratava, exaltava os sentidos do corpo e não os mirrava, fazia-nos viver mais intensamente, sem necessidade da excitação da ideia de pecado, dessa maneira fazendo do sentimento pleno da vida, da experiência de conhecimento do nosso corpo, uma conduta de perversão.
Dionísio e Cristo (o que de pior ficou de Jesus) são os dois mitos que dividem duas eras, dois mundos. Para o bem e para o mal. Mas uma divisão entre espírito e matéria que trouxe mais mal do que bem.
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