Arte: Prazeres e Mortificações

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O paganismo e a inocência dos costumes. O cristianismo e o pecado que mora no corpo.
Representados pela arte.
Quem diz que a arte não é a expressão sensível da realidade e dos valores que ela segrega? Quem diz que nada de essencial muda na vida humana, quando se vê através da arte como é tão diferente a nossa relação connosco e com o mundo em diferentes épocas.
O cristianismo, e as outras religiões monoteístas levaram ao povo a ideia de igualdade, pelo menos de espírito, entre os homens, embora se tivessem muitas vezes aliado com os opressores e feito a guerra na Terra pela paz no Céu.
O paganismo, pelo contrário, apesar de cruel no assumir da agressividade pletórica da natureza magicamente vivida, consagrava-a e não a maltratava, exaltava os sentidos do corpo e não os mirrava, fazia-nos existir intensamente e em toda a plenitude da nossa tensão vital. Não precisava da excitação da ideia de pecado. Não fazia do sentimento pleno da vida, da experiência de conhecimento dos poderes do nosso corpo, dos prazeres que nos devolve a sua vitalidade, do gosto de se sentir intensamente a si próprio como de uma existência experimentada da forma mais íntima, da sua capacidade quase mágica de reprodução, de gerar novas vidas, a perversão paradoxal do próprio homem , uma conduta de perversão. O mal excita o cristão, porque o sexo é pecado.
Dionísio e Cristo (o que de pior ficou de Jesus) são os dois mitos que dividem duas eras, dois mundos. Para o bem e para o mal. Mas uma divisão entre espírito e matéria que trouxe mais mal do que bem.
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