Lyndon LaRouche: Da Mentira do Aquecimento Global ao Império Mundial Britânico da Rainha Isabel II – Dar Luta aos Novos Irracionalismos


O que diriam de uma “doutrina” que se inspira no capitalismo de Estado, no keynesianismo do presidente norte-americano Roosevelt, em algumas teses económicas grosseiramente tiradas do marxismo e sobretudo do trotskysmo, posteriormente abandonadas, no neoplatonismo, em Thomás de Aquino e nas suas teses contra a usura, no anti-fascismo, no anti-semitismo que associa a cultura judaica ao domínio nefasto do capital financeiro, na suposta conspiração da rainha Isabel II para dominar o mundo, na synarquia judaico-britânica, na ideia de que a tese do aquecimento global antropogenético tem por fito a supremacia branca e o impedimento do crescimento económico dos maiores países emergentes, conduzindo ao genocídio dos povos escuros e amarelados? 


Esta “doutrina” defende, em coerência, que a energia nuclear terá que ser a principal fonte energética do futuro, que as tecnologias limpas ou amigas do ambiente são inimigas da alimentação humana, que o DDT nunca fez mal a ninguém e que foi um crime proibi-lo, tal como a radiação nuclear – muito menos nociva do que se julga -, que não há limite para o crescimento e que aquela mesma energia nuclear tem que ser a base material para o desenvolvimento da espiritualidade humana, ou da noosfera, instruída pela arte, ciência e religião, e orientada por Deus criador, fim de todas as coisas.

Estamos a falar, não de uma teoria, de um sistema  consistente de proposições dedutivas e explicativas baseadas numa metodologia empírica e na investigação de factos, mas de uma amálgama de ideias atraentes reunidas numa aparente compreensão da totalidade e do fim do que acontece para agradar a todos aqueles que estão confundidos com a complexidade e a aparente falta de sentido e de rumo das coisas.

Quem são estes e estas organizações que defendem tal amálgama de ideias? Não são aquelas dedicada a “desmascarar” os Sábios do Sião e seus prosélitos e conspiradores, que militam por um governo mundial, um único Estado e a mesma língua, mas andam lá perto. Também não se trata da Cientologia, de resto um seu parente nestas tentativas – adequadas aos novos tempos – de refundarem a religião e as mistificações em fundamentos aparentemente científicos.

Também não fazem parte do lote de conspiracionistas à “esquerda” muito inteligentes, ainda que façam alguma troca de ideias, como Manlio Dinucci, muito conhecido pela sua tese acerca da cabala do 11 de Setembro, com o seu artigo Demolição Controlada, como se, entre outros senões, tanta gente pudesse guardar um segredo desses, Thierry Meyssan, director do sítio Réseau Voltaire, que, apesar de ter escrito no início artigos conspiracionistas, em especial e também a propósito da queda das Torres Gémeas, tem-se demarcado dessa corrente e apresenta comentários e análises pertinentes sobre as grandes questões políticas mundiais, Peter Dale Scott, um conspiracionista canadiano ligado também à questão do 11 de Setembro, e muitos outros que são lidos com respeito por basta gente sinceramente preocupada com o curso do mundo. 

Também não foram aqueles que iniciaram, embora se tenham aproveitado, com certas modificações, da “teoria” da conspiração dos judeus para fazerem crer que foram massacrados durante a IIª Grande Guerra, com o objectivo de agora serem desculpados de tudo o que fazem e de ocultarem, sob o manto nefando da inocência ofendida, as suas intenções de controlarem o mundo, “teoria” essa muito bem resumida num comentário da Revista The Red Phenix, intitulado Conspiracy Theories Continued: 

 Let us take for one example, the claim oft-repeated by Neo-Nazis that the Holocaust was a hoax perpetrated by world Jewry, the Allies and in particular the Soviet Union and its socialist companions. This hoax somehow managed to survive the Cold War, where the USSR never attempted to produce any evidence so as to embarrass their former allies turned enemies, something which would have proved particularly useful considering the USSR’s position in regards to Israel and Zionism. Far more perplexing is the fact that the USSR went through a major political change in 1956, and then collapsed entirely in 1991, radically changing its entire system and experiencing a rise in nationalism which has historically gone hand-in-hand with anti-Semitism.

Despite this, and more importantly the opening of the Soviet archives, not one scrap of paper has been found providing any information whatsoever as to how this hoax was perpetrated. No blueprints for fake gas chambers, no scripts to feed to witnesses, no memos, nothing. For some reason the USSR kept the “hoax” a secret during the Cold War, when it provided arms, training, and support to the enemies of the very country for the founding of which the Holocaust was allegedly manufactured. And when that state finally collapsed and its system totally changed, not one person was able to catch even a glimpse of any evidence proving this “hoax.”
This doesn’t even address the question as to how the hell this “hoax” could have possibly been planned and executed in the first place—a plan which would require the hoaxers to know the fortunes of the war ahead of time, as well as have access to the leaders of the UK, the USSR, the US, various Communist parties and many other individuals before the war even began. They would all have to be in contact with each other, despite the fact that many of these nations were hostile to one another at the time. And with all their planning and communication, not a scrap of hard evidence related to the planning of this hoax remains. The conspirators always win”.


A contaminação de explicações político-económicas pelas “teorias” da conspiração é frequente. É pena que seja assim.

Os comandados por Lyndon LaRouche apresentam-se sob a cobertura de nomes e de designações prestigiosas para se darem importância aos olhos deslumbrados por tanta sabedoria que mostram nos artigos que publicam. Pois quem lá escreve sabe muito, não só de ciência certa mas sobretudo de manipulação das mentes através da mistura de teorias confirmadas, factos verificados e de distorções e falsificações daquelas e destes. 

Dão, nomeadamente pelo nome de Schiller Institute (do nome desse grande poeta, dramaturgo e filósofo alemão do século XIX, a quem Beethoven deve o poema do seu Hino à Alegria, andamento da IX Sinfonia), organização criada pelo estado-unidense Lydon Larouche e pela sua mulher alemã Helga Zepp. Esta organização está ligada a um sítio da Net com o nome respeitável de 21st Century Science & Technology, também de origem estado-unidense.

Havia também uma revista e uma fundação francesas, que acabaram quando o grupo de pressão pela energia nuclear perdeu influência. Tratava-se da revista Fusion, da Fundação para a energia de Fusão, que surgiu quando no início da década de oitenta do século passado os grandes programas de investimento na energia nuclear estado-unidenses começaram sofrer grandes cortes orçamentais. 

Na Wikipédia lemos, no artigo que lhe é dedicado: “La fondation à l’origine de Fusion entend s’opposer au Club de Rome, voyant dans ses publications Halte à la croissance ?, et La bombe de la population un frein au développement.

Fusion “entend être un outil d’éducation contre cette propagande pessimiste“. La revue s’attachait à “redonner un sens de la découverte, de la véritable méthode scientifique, la méthode expérimentale et de l’hypothèse, associée aux grands penseurs“.
Ainsi, ses rédacteurs soulignaient l’importance de penseurs et de scientifiques tels que PlatonNicolas de CuesGottfried Wilhelm LeibnizJohannes KeplerPierre de FermatAndré-Marie AmpèreCarl Friedrich GaussBernhard RiemannClaude Bernard et Louis de Broglie. Ils n’hésitaient pas, en revanche, à critiquer d’autres scientifiques, comme Bertrand RussellRené DescartesIsaac NewtonJames Clerk MaxwellAuguste ComteNiels Bohr, ou Ilya Prigogine. Ainsi, un article prétend que Newton est un imposteur1.
Le magazine fut parfois accusé d’être “finaliste”. Maurice Allais publia dans Fusion des articles censés réfuter la relativité restreinte.” Maurice Allais foi prémio Nobel da Economia.
 
Esta revista acolheu, curiosamente, um artigo muito influente de um climatologista de renome (Marcel Leroux, O Aquecimento Global, Uma Impostura Científica) sobre os críticos da hipótese do aquecimento antropogénico, o que atesta a capacidade dos conspiracionistas se aproveitarem da denúncia das manipulações de dados e de conclusões precipitadas ou sem fundamento para alardearam haver por detrás disso a intenção de um grupo étnico querer controlar o mundo pelas finanças e de matar a maioria do habitantes do Terceiro-Mundo através do entrave ao seu desenvolvimento industrial. 
 
O aquecimento global seria resultado do aumento de CO2 na atmosfera, pelo que – conclusão do argumento – teria que ser travada qualquer industrialização que o aumentasse. As organizações ambientalistas e os políticos que as promovem seriam instrumentos para travarem a industrialização dos países subdesenvolvidos. 


O movimento conspiracionista de Lyndon LaRouche tem ramificações influentes em muitos lados, assim como adeptos de peso. Num artigo da Wikipédia sobre um dos seus principais représentantes em França, pode ler-se algo sobre um exemplo do Método da Confusão  que costumam usar: 

En 1983, Cheminade publie un communiqué sur le danger de « nouveau fascisme » créé par un complot supposément ourdi contre le président François Mitterrand par certains de ses ministres socialistes, dont Jacques Delors et Michel Rocard, qu’il juge « intimement associés avec la politique fasciste du club de Rome [et] du fonds monétaire international »n. 9,17 L’année suivante, il publie un article dans Executive Intelligence Review où il accuse le président Mitterrand d’être en même temps un « agent d’influence soviétique »n. 10 et le « serviteur des « familles » impliquées dans les opérations « synarchistes », promues en Suisse, qui ont lancé le fascisme sur le plan international dans les années vingt »n. 11,18.”


Na literatura deste grupo encontram-se textos impressionantes e atraentes para as pessoas revoltadas mas pouco sabedoras, escritos que, no seu estilo manipulador, usam de fontes literárias,  que, mais ou menos fiéis, mais ou menos bem transcritas, aparecem como as causas reais do curso da História, como se a História fosse feita de intenções e de decisões de um grande personagem ou de um grupo fechado sobre o destino da Terra, da jura de sangue de uma raça para controlar o mundo nomeadamente através do capital financeiro, como um estratagema para escravizar, e como se os acontecimentos (os resultados das conspirações) fossem desencadeados automática e necessariamente pela aplicação material dessas crenças, porque não houve outras mais astuciosas.

A grandes teorias conspiracionistas consistem na construção de histórias que dão à História um rosto humano (ou um grupo unido de indivíduos aos quais se possa atribuir um nome) à frente dos acontecimentos, suprimindo as leis económicas e as relações sociais impessoais da História, incompreensíveis para o senso-comum e aparentemente fantasistas, pois a História, para o senso-comum, é feita só e somente pela vontade e energia dos homens. O acaso, que tanta importância tem no desfecho dos acontecimentos históricos particulares, deve também ser eliminado. 

Se as leis económicas, ou seja, as leis do desenvolvimento das relações de produção e as contradições sociais e políticas que delas resultam, num processo complexo e retroactivo, às quais se junta o acaso que interfere no decorrer dos acontecimentos concretos, forem substituídos por intenções e pela força da vontade, confere-se aos factos um sentido finalista, “humanizado” e portanto apreensível pelo senso-comum, o qual funciona na base da personificação, na identificação de culpados.  

Não se pode controlar de forma expedita um sistema ubíquo (o capitalismo é o mais ubíquo e impessoal dos sistemas), sem uma ciência objectiva, sem uma organização política e sem que o desenvolvimento desse sistema tenha atingido a maturidade necessária para tornar possível uma mudança. Mas os culpados, sendo pessoas concretas podem ser o alvo identificável, o bode-espiatório imediato e a solução eficaz, da massa ignorante da população manipulada pelos conspiracionistas, dos quais o maior terá sido Hitler, auxiliado pelo intelectual e mestre da propaganda Goebbels. Este elevou a uma sofisticação inaudita o desenho de uma imagem pérfida dos judeus e dos comunistas.

Quando há culpados, quem culpa desculpa-se da sua própria responsabilidade ou, por outras palavras, esquece ou ignora que teve de participar, como explorado ou explorador, do sistema que já não suporta nem objectiva subjectivamente por entrar em conflito com os seus interesses, auto-percepcionados de maneira mesquinha. Fica, assim, aberto o caminho para o fascismo, se houver condições económicas e sociais para tal e se não forem previamente tomadas medidas políticas para o evitar.

O pensamento mítico e mistificado permanece  latente e mesmo eficiente ao longo da História, ainda que tendo sofrido as metamorfoses resultantes do processo histórico de transformação social.

A melhor crítica às “teorias” da conspiração e quejandos ainda é este texto de Karl Marx e de Friedrich Engels, que muita gente de esquerda deveria ler e estudar: “A estrutura social e o Estado decorrem constantemente do processo de vida de determinados indivíduos; mas destes indivíduos não como eles poderão parecer na sua própria representação ou na de outros, mas como eles são realmente, ou seja, como agem, como produzem materialmente, como trabalham, portanto, em determinados limites, premissas e condições materiais que não dependem da sua vontade.” (A Ideologia Alemã, [4.])


Podemos citar agora uma passagem de um artigo publicado no sítio 21st Century Science & Technology – notável mistura de ciência e de mistificação e declaradamente ao serviço das forças de influência a favor da energia nuclear e contra a ecologia e o ambientalismo -, que deixa a ideia de que LaRouche e a sua organização denunciam o neo-darwinismo racista anglo-judaico e o imperialismo estado-unidense para lutar pelo bem da Humanidade:

Many proposals have preceded and followed this statement, starting with Thomas Huxley’s advice that “the surplus population must be disposed of somehow” and that the unfit “should be chloroformed” (Huxley 1898), followed in 1974 by a rather mild and balanced (in comparison) classified document of the U.S. National Security Council, under the direction of then National Security Advisor Henry Kissinger (Kissinger 1974). This document, National Security Study Memorandum 200 or NSM 200, targetted 13 countries for depopulation by mass sterilization, abortion, family planning, and restriction of food aid. Obviously none of the countries were European. Influenced by the Malthusian ideology of Club of Rome, the United Nations suggested 1 billion people as the ideal sustainable population (UNEP 1995). Spring 2009 21st Century Science & Technology.

É claro que a teoria do aquecimento global pode bem ter sido congeminada ou aproveitada por indivíduos dominados por ideias malthusianas,  e há muita gente que vê o aumento populacional como uma desgraça, o qual todavia não diminui, antes pelo contrario, como é fácil de entender, esse aumento. No entanto, quem ganhou verdadeiramente a conspiração do aquecimento global não foram os membros da synarquia anglo-judaica mas aqueles que sabem fazer negócio com o medo dos outros, como escreveu num artigo Jorge Figueiredo, no sítio Resistir, para quem ela “deu azo a toda espécie de oportunismos, manifestações de ignorância & trafulhices. Para isso muito contribuíram aldrabões como o sr. Al Gore (vice-presidente dos EUA no governo Clinton), que promoveu activamente o terrorismo climático através do livro e do filme Uma verdade inconveniente. Instilar o medo a fim de vender a solução tem sido uma táctica dos espertalhaços de todos os tempos. Este caso não foge à regra, pois Gore e outros inventaram o novo business da venda dos direitos de emissão de carbono – e os banqueiros da Wall Street obviamente rejubilaram. Alguns indivíduos especializaram-se nessas loucas previsões catrastrofistas.”

É evidente que estamos a falar de negócio (de abertura de novos negócios, na necessidade de investimento do capital por forma a aumentar os lucros e obter vantagens competitivas no jogo das leis da concorrência próprias do sistema capitalista) Trata-se do novo negócio das energias renováveis e os créditos de carbono, não havendo nenhuma prova objectiva de existir uma conspiração global, identificada num grupo ajuramentado e nos indivíduos que o personificam para matar os povos do Terceiro-Mundo à fome.

Aliás, se estivessem  realmente preocupados em impedir o desenvolvimento de países emergentes, não teriam deixado enviar tanta tecnologia e fábricas para a China, para a Índia, Indonésia. Ou os conspiradores não têm tanto poder assim? Ou  é uma maquinação para dominar esses países? Mas a China, o maior desses países, aumentou muito o poder com o investimento lá feito, ao mesmo tempo que as grandes multinacionais puderam aumentar imenso os seus lucros! 

O que interessa é o negócio. O que move o mundo são as leis económicas do capital, assim como as contradições sociais geradas por elas. Os conspiradores financeiros anglo-judaicos talvez não movam tão facilmente os cordelinhos da História. Talvez sejam apenas um dos elos de uma cadeia que não começa com eles e da qual eles apenas se aproveitaram, de acordo com as leis económicas e as contradições que delas resultam, nomeadamente a necessidade de créditos para reinvestimento, a desindustrialização do Ocidente, em parte por virtude da deslocalização e a fuga de capitais para as agências financeiras internacionais. Os accionistas e as empresas de bens e de serviços, assim como os próprios bancos, fogem aos impostos exigidos pelo Estado Providência, produto da luta dos trabalhadores, mesmo após terem sido eventualmente auxiliados financeira e infraestruturalmente pelas suas instituições, pois necessitam de tirar o máximo de dividendos do jogo dos investimentos e das dividas de crédito, além da ganância sem limites que o sistema torna possível.



Dizem os conspiracionistas estar a lutar pelo bem da Humanidade. Parecem fazê-lo, acreditando, supostamente, estar a lutar contra ideias e modos de pensar, e contra as acções derivadas daqueles, em especial contra o reducionismo mecanicista como instrumento ideológico e crença da oligarquia milenar que se quer apoderar do mundo, a que contrapõem a doutrina holista e espiritualista de Vernandsky, que LaRouche descreve assim, em Os Próximos Cinquenta Anos da Terra:

“La definición riemanniana de Vernadsky de la noosfera nos presenta con un universo compuesto como una geometría física múltiplemente conexa de tres cualidades de principio físico universal, que pueden distinguirse mediante experimento. Cada una de estas tres se distingue por lo que Riemann identifica como la cualidad única del método experimental de prueba asociado con el descubrimiento de cualquier principio físico universal.

En el más bajo de los tres niveles, el llamado inorgánico o prebiótico, incluimos esos procesos cuya prueba experimental de existencia elemental ni requiere ni permite el supuesto de la intervención causal de un principio de vida. (De este modo consignamos a los radicales positivistas opuestos a semejante concepto de la vida, tales como el finado John von Neumann, notorio por la “inteligencia artificial”, a los basureros de lo puramente inorgánico en los que ya han localizado su propia existencia de antemano). El segundo nivel, relativamente superior, es el de los procesos que ocurren en tanto procesos vivientes, como la tradición de Luis Pasteur ha definido el método experimental para lograr este resultado. El tercero es el dominio definido por esos procesos cognoscitivos de la mente humana individual creativa (noética), a través de los cuales ocurren los descubrimientos de principios físicos universales, tales como los de Kepler, y sin los cuales jamás ocurrirían dichos descubrimientos.

El dominio combinado de los procesos inorgánicos y vivientes es la biosfera. El dominio de una biosfera bajo el poder rector de la cognición humana es la noosfera.

Los tres dominios de acción (poderes) están múltiplemente conectados, en el sentido riemanniano de ese término. En la biogeoquímica de Vernadsky aplicamos esta perspectiva al estado en evolución del planeta Tierra, en términos del cambio de la proporción relativa de los fósiles, un arreglo en el que los residuos de un proceso constituyen las oportunidades capitales de otro, y es la clave para entender y dominar el desafío de los llamados “recursos naturales” hoy. Tal es la intención manifiesta que rige la existencia de nuestro planeta, cuyo autodesarrollo está restringido a estos dos términos de referencia. Sin embargo, entonces, nos inmiscuimos en ese designio en la medida en que nosotros, los humanos, entramos cada vez como un actor de mayor importancia, como si fuera desde afuera y arriba, en el desarrollo del planeta conforme a ese arreglo funcional

No hay ninguna crisis de recursos naturales de este planeta, en este planeta hoy: sólo hay una crisis causada por la ignorancia de esos fisiócratas modernos, que crean una crisis de materia prima en los hombres y mujeres que padecen de analfabetismo científico, y que gozan de demasiado poder financiero para su propio bien o el del planeta.

Contra esta apreciación no existe ninguna objeción competente; los fósiles, al examinarlos desde la perspectiva de Vernadsky, lo prueban. Si ninguna lengua pudiera hablar, los fósiles habrían dicho que ésta es la verdad sobre la existencia de nuestro planeta desde sus orígenes hasta el presente. Ésta es la intención expresa del Creador, así manifiesta.” 


 Leia-se também uma declaração alarmante de Lyndon LaRouche:

25 de noviembre de 2011 (LPAC) – El estadista y economista estadounidense Lyndon LaRouche emitió la siguiente declaración de emergencia la tarde del 24 de noviembre, el Día de Acción de Gracias.

“Este imperio está decidido a enfrentar a las naciones del mundo en una guerra, una con la otra, cuya intención es que deje de existir la civilización, tal y como la hemos conocido. Ésta no es solamente una posibilidad general; ésta es la situación inmediata este fin de semana. Éste no es un fin de semana como los otros fines de semana. Estamos ahora al borde —y ya está armado— de una reacción en cadena, que podría significar el exterminio de la civilización como la hemos conocido.

“Ahora esto lo está armando el Imperio Británico, y nadie más. Nadie más. Si usted no piensa que el Imperio Británico es el enemigo, no entiende los abecés de la situación.
Para quê dar importância a esta pequena organização, na qual militam alguns milhares de pessoas apenas? É que a sua influência vai muito para além dos seus acólitos directos. E não só porque LaRouche já foi por duas vezes candidato à presidência estado-unidense: feito que exige uma boa quantidade de dinheiro e de influência política. A sua influência atinge, de forma inquietante, quem se preocupa genuinamente com a criação de um mundo melhor, como é o caso de inúmera gente politicamente de esquerda, por exemplo certos comunistas mal informados dos acontecimentos e pouco esclarecidos sobre a teoria que deveria servir de base aos seus juízos, e até cientistas e engenheiros que se deixam manipular por falta de conhecimentos filosóficos, económicos, históricos e políticos e pelas dúvidas legítimas a respeito dos princípios e dos resultados produzidos por ramos ainda pouco seguros ou ainda não suficientemente avançados das ciências e das tecnologias, como as ciências do ambiente e certos domínios da energia atómica. 


É grave que muita gente não compreenda que LaRouche foi beber ao fascismo a aliança entre trabalhadores e pequeno-burgueses descontentes e mal informados, capitalistas industriais e uma elite intelectual, política e artística, unidos contra o capital internacional dominado pelos judeus, essa oligarquia que, aliada ao imperialismo inglês e eventualmente ao comunismo soviético (quando este existia), tem por finalidade a criação de uma Nova Ordem Mundial, que corresponde à sua visão mecânica da Natureza, da psique humana e da riqueza, reduzida ao dinheiro, cujas leis obscuras e e falsas tudo comandam na vida humana, tal como Galileu, que LaRouche detesta, reduziu a realidade às invisíveis e ubíquas forças mecânicas correspondentes a uma matemática básica. Esta cabala, LaRouche denuncia-a, por exemplo, no seu livro A Ciência  da Economia Cristã. No fundo, trata-se da mesma mistura de ingredientes que levou ao poder Mussolini e Hitler. 


Vale apena citar uma passagem de um sítio brasileiro a denunciar este plano astucioso (embora não tenha conseguido confirmar tudo o que nela está escrito, pelo que receio poder estar  ele contaminado por uma espécie de conspiracionismo anti-conspiracionista):

“O grupo [de LaRouche], acusado de assassinar o primeiro ministro sueco Olof Palme em 1986 (Relatório do Movimento deJustiça e Direitos Humanos, PortoAlegre, 1999) é comandado pelo economista e ex-agente secreto, Lyndon LaRouche, cujas teses aparentemente delirantes fazem com que a imprensa do USA o considere excêntrico e louco. Mas a figura não é um demente, adverte o jornalista Dennis King, autor do livro Lyndon LaRouche e o novo fascismo americano, que aponta seus vínculos com a CIA. King informa que LaRouche trabalhou com o governo Reagan e foi o idealizador do Sistema de Defesa Estratégica (SDI) e do programa Guerra nas Estrelas adotados por aquele presidente nos anos 80. O esquema larouchista, que começou a penetrar no Brasil em 1984, domina hoje boa parte das cabeças pensantes do setor nuclear nacional.
A denúncia é do ex-diretor da Nuclen, engenheiro Mário Sérgio Paranhos de Lima Porto, que também foi cooptado pela organização, mas conseguiu libertar-se dela” 
http://www.anovademocracia.com.br/no-12/1058

Citemos ainda uma passagem do sítio publiceye.org, que mostra a transição de LaRouche do trotsquismo, no qual eventualmente nunca acreditou, para o antocomunismo e para um avatar do nazismo:

“After serving as a non-combatant in World War II, LaRouche flirted with the Communist Party, USA and then drifted into the Socialist Workers Party (SWP) where he spent much of the 1960’s. After leaving the SWP, LaRouche became the political guru of the Labor Caucus of the Students for a Democratic Society (SDS) until SDS voted to expel them in 1969. LaRouche (using the name Lyn Marcus) then created the National Caucus of Labor Committees, which in 1972 had some 1,000 members nationwide.
But in 1973 NCLC underwent a drastic upheaval. LaRouche suddenly vowed to either destroy or establish his “political hegemony” over the American left. He began talking of the need for rapid industrialization to build the working class. He talked of a historic tactical alliance between revolutionaries, the working class and the forces of industrial capital against the forces of finance capital. He began developing an authoritarian world view with a glorification of historic mission, metaphysical commitment and physical confrontation. He told reporters that only he was capable of bringing revolution and socialism to the United States, and his speeches began to take on the tone and style of a demagogue. 
In many ways LaRouche was adopting the same ideas and styles which took National Socialism, and turned it into part of the European fascist movement, and eventually played a key role in Hitler’s rise to power in Nazi Germany. In fact, LaRouche was denounced as a neo-Nazi by U.S. Communists following a series of 1973 physical attacks on leftists. To be precise, NCLC members were likened to Hitler’s violent Brownshirts.”
 
Eis algumas citações (que são na aparência incongruentes) retiradas de textos de LaRouche:


Henry A. Kissinger
“Under Henry A. Kissinger’s two terms as Acting President of the United States, agencies committed to genocide were made institutions of both the National Security Council and State Department.”
“The Frameup of Harrison Williams”, Lyndon H. LaRouche, Jr., Executive Intelligence Review, September 22, 1981
“Episcopagans”
“The inner hierarchy of the Episcopagan church is properly viewed not merely as something within the established Church of England, but as a coordinating agency for an array of forces with arms not only among Catholic, Protestant, and Eastern autocephalic denominations….It controls, with complicity of Venice, Libya’s psychotic Colonel Khadafy, and most of the New York Council on Foreign Relations, as well as the psychological warfare and assassination arm of British intelligence, the London Tavistock Institute.”
“Why the Anglicans Want to Eliminate the Pope”, Lyndon H. LaRouche, Jr., Executive Intelligence Review, June 2, 1981
Harvard and MIT
“Harvard University and Massachusetts Institute of Technology (MIT) are among a handful of leading centers of fascist social engineering research and development throughout the post-war U.S. Other universities of comparable status include Columbia University, Cornell University, University of Pennsylvania, University of Michigan, University of Chicago, University of California at Berkeley, and Leland Stanford University.”
“What Happened To Integration”, Lyndon H. LaRouche, Jr., The Campaigner, August 1975
The FBI
“From its beginnings under Quaker-linked Attorney General J. Mitchell Palmer, the FBI was intended to become a political ‘Gestapo,’ serving the interests of foreign supranational powers dedicated to subverting and taking over the United States.”
“Why Reagan Must Purge the FBI”, Lyndon H. LaRouche, Jr., Executive Intelligence Review, February 3, 1981
Self-assessment
“Apart from those accomplishments which are as much an organic product of the U.S. Labor Party as my own efforts, my principal accomplishment is that of being, by a large margin of advantage, the leading economist of the twentieth century to date. That distinction can be most easily defended, since it is not quantitative, but qualitative.”
“The Power of Reason – A Kind of an Autobiography”, Lyndon H. LaRouche, Jr., New Benjamin Franklin Publishing House, 1979
Israelis
Can one punish sheep for being sheep? The Israelis have behaved with monstrous, worse-than-Nazi bestiality. But are not sheep bestial? Are not the Israelis behaving with the bestiality of terrified sheep, driven to homicidal psychosis by their won bestial fears? What can be done with such bestial Israelis, except to transform them from bestial sheep, to take them out of the kibbutz sheep-pens of psychosis, and employ the method of the Platonic dialogue to transform them into genuine men and women of reason?”
“Despite What Israel Has Done” Lyndon H. LaRouche, Jr., The Campaigner, March 1978
AIDS
“So far, the world’s leading experts see no way in which the Soviet biological-warfare apparatus could have created AIDS in a test-tube. However, it is in the strategic interests of Moscow to see to it that the West does nothing to stop this pandemic; within a few years, at the present rates, the spread of AIDS in Asia, Africa, Western Europe, and the Americas would permit Moscow to take over the world almost without firing a shot.”
“The Lesson of the Merchant of Venice”, Lyndon H. LaRouche, Jr., Executive Intelligence Review, November 1, 1985
The Jones Cult
“The two official U.S. government agencies most directly responsible for the Symbionese Liberation Army and the Jones Peoples Temple cult are the U.S. Air Force Intelligence and the Office of Naval Intelligence (ONI). Until the massive BritishZionist controlling penetration of those two elements of the Pentagon’s intelligence establishment is cleaned out, untold horrors will continue to proliferate in the United States.”
“Now, Do You Sleep With One Eye Open?”, Lyndon H. LaRouche Jr., Campaigner Special Report, 1978

Há nesta pseudo-doutrina dois aspectos perturbantes a considerar. O primeiro aspecto é que estão a servir – de maneira mais ou menos consciente, mas sem nenhum contrato de conspiração, creio eu – grupos de interesses mais ou menos organizados da energia nuclear, da indústria química, da agricultura transgénica, quiçá do petróleo, dominados por corporações que não têm necessariamente em vista o bem da Humanidade mas sobretudo os seus lucros no espaço de competição capitalista. O segundo aspecto, na verdade já referido aqui, consiste no facto de que estas pseudo-doutrinas conseguem desviar – de maneira intencional ou não – muitas pessoas honestas do conhecimento autêntico da sociedade e das relações produtivas, portanto do conhecimento das contradições reais de natureza essencialmente económica que estão na base dos problemas atravessados pelo mundo.

Não é a rainha de Inglaterra, soberana nominal de um Império que já não pode controlar os mares e os continentes, não é um qualquer Protocolo redigido por misteriosos Sábios judeus do Sião para criarem uma Nova Ordem Mundial, não é uma conspiração eugenista contra o desenvolvimento tecnológico, sob o pretexto do aquecimento global antropogénico, para reduzir, através de um genocídio programado por esse meio, a população mundial em noventa por cento, que determina o que acontece e o que vai acontece neste planeta. 


Também não será uma conspiração, à Matrix (mais uma fantasia para entreter papalvos semi-cultos), de computadores que transformarão os homens em zombies, em autómatos ou em mentes alienadas que pensam um filme congeminado por eles. Conspiracionismo, literatura pseudo-científica e filmes de antecipação absurda de Hollywood não narram forças que movem o mundo mas apenas entravam as forças que o podem mover. 

São as formas fundamentais da vida humana, as necessidades produtivas, o desenvolvimento tecnológico motivados por elas e as contradições entre as classes criadas pela divisão do trabalho que estão na base de qualquer problema e de qualquer transformação possível e necessária na sociedade. Tudo o resto é fantasia.


Anúncios