O Anti-Comunismo e o Comunismo Esotérico da Coreia do Norte



Para tentar acabar com uma confusão que tem dado muitas cartas aos defensores da Troika e de outras malevolências tenho de dizer que já estou farto de explicar que a Coreia do Norte é um entre muitos regimes ou tentativas e ideais de regimes comunistas que surgiram desde que há classes na História, portanto desde há milhares de anos. Poderíamos dizer que, usando de categorias políticas modernas, há e houve formas de comunismo de “direita” (por mais que espante aos anticomunistas defensores envergonhados das ditaduras de direita, como aos Salteadores daqui). Estou a pensar no comunismo eugenista de Platão, no comunismo rigidamente hierárquico do Chanceler de Inglaterra Thomas More, no comunismo pré-histórico oriental de Pol Pot e actualmente no comunismo Zuche (a Natureza é sagrada, por isso não pode haver propriedade da terra, a economia tem que ser auto-subsistente e isolada, é também assim legitimada uma monarquia tácita) da Coreia do Norte. Mas este comunismo nada tem a ver com, por exemplo, aquele que, por mais defeitos que teve, vigorava na Hungria, que envergonhava, em todos os títulos do desenvolvimento, a maioria dos países capitalistas, como Portugal.
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